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A responsabilidade da comunicação se resume ao setor de comunicação e marketing das organizações?

19/11/2011

Estivemos reunidos na semana passada no Uni+ Comunicação evento do Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH que teve uma rica programação para os cursos de comunicação e design da instituição e também para a comunidade externa.

Uma das palestras em que estive presente tinha o título de “Cenários da Comunicação nas Organizações” e reuniu João Curvello da Abrapcorp e UCB e Marlos Machado da Vale que trouxeram uma visão acadêmica e de mercado sobre a importância da comunicação nas organizações. Alguns detalhes do ótimo bate papo que ocorreu naquela noite gerou insigths que compartilho neste e nos próximos posts.

Em dado momento de sua exposição, o Marlos da Vale perguntou se os presentes achavam que a responsabilidade pela comunicação de uma empresa se resumia ao setor de comunicação e marketing. O silencio pairou e percebi que nós mesmos, comunicadores, temos esta dúvida. Muito é claro absorvido pelas demandas que nos são delegadas pelas empresas e pelos gestores que já trazem consigo uma solução pronta, como se entendessem de soluções em comunicação.

Se você atua numa empresa com sede em um único lugar em com no máximo 10 funcionários talvez a afirmativa para a pergunta possa fazer sentido, pois com um número limitado é possível inclusive fazer uma comunicação face-to-face com mais assiduidade, garantindo a transmissão da mensagem e um retorno imediato sobre o entendimento. Mas para um número maior de funcionários a comunicação toma corpo e se torna muito mais complexa.

Como estruturar uma comunicação eficaz em organizações que mantêm muitos funcionários, unidades ou que está dispersa em diversas regiões? Como fazer que a comunicação mantenha a unidade junto a públicos culturalmente diferentes, socialmente complexos e imprevisíveis? Invariavelmente as respostas para estas questões não se resumem ao setor de comunicação e marketing, ou muito menos a área de recursos humanos, mas está ligada a responsabilidade de todos os funcionários com a comunicação das organizações.

Wilson da Costa Bueno no post “A comunicação interna competente depende de uma autêntica cultura de comunicação” discorre justamente sobre esta questão e lembra que o esforço e a responsabilidade pela comunicação interna não se resume a uma única instância: o setor de comunicação. Para Wilson é necessário que as organizações construam uma cultura de comunicação onde cada funcionário, da alta gestão ao chão de fábrica, seja envolvido na responsabilidade do processo comunicacional.

As organizações precisam de uma cultura de comunicação

As organizações precisam de uma cultura de comunicação

E aí que está o “x” da questão, pois quantos profissionais de comunicação têm esta consciência de que a comunicação interna deve ser descentralizada e co-partilhada com os demais setores da organização? Percebo uma miopia entre os comunicadores que acabam não conseguindo transmitir esta essência para os gestores que por si determinam que toda a responsabilidade da comunicação interna fique a cargo do setor de comunicação e marketing, muitas das vezes resumido aos canais oficiais, tais como jornal mural, intranets, etc.

Pode parecer meio óbvio, mas o que mais acontece é isso, a estruturação da comunicação ocorre de maneira centralizadora e sem muita eficiência. Não precisa ir muito longe, olhe para seu ambiente e faça esta reflexão.

Como responsáveis pelo planejamento e estruturação da comunicação nas organizações, os comunicadores tem que envolver desde o princípio todo o público institucional nas estratégias e fluxos a serem desenvolvidos, inclusive dando voz para que possam contribuir nas soluções, gerando assim uma grande construção coletiva que alinha o processo comunicacional com as perspectivas das organizações e seus públicos. Este processo também fortalece a área junto a gestão para criação e fortalecimento desta cultura de comunicação.

Não quero, no entanto dizer que é fácil sensibilizar, mobilizar e envolver as pessoas para a formação de uma cultura de comunicação nas organizações, mas com certeza para aquelas empresas que conseguem este feito a comunicação ocorre de forma coesa e as possibilidades de êxito são muito mais prováveis.

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