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Valores: da parede para a prática cotidiana

23/02/2010

As empresas de mercado já sabem da importância do planejamento estratégico e da sua identidade organizacional, mas insistem em apenas publicar sua missão, sua visão e seus valores, mas deixá-los apenas no papel, sem uma verdadeira aplicabilidade na vida empresarial.

Observando o mercado não é preciso muito esforço para identificar uma gama de empresas, muitas com muita credibilidade no mercado, que tem valores admiráveis, mas que no dia-a-dia dão uma verdadeira demonstração de descaso com seus consumidores, fornecedores e parceiros.

É importante lembrar que valores são um conjunto de qualidades que traduzem as crenças e princípios que determinam o comportamento de uma empresa e que norteiam o trabalho de toda a equipe. Vejamos um exemplo prático dos valores de uma indústria automobilística, constante em seu site:

1 – Satisfação do cliente: ele é a razão da existência de qualquer negócio.

2 – Valorização e respeito às pessoas: são as pessoas o grande diferencial que torna tudo possível.

3 – Atuar como parte integrante do Grupo Fiat: juntos nossa marca fica muito mais forte.

4 – Responsabilidade social: é a única forma de crescer em uma sociedade mais justa.

5 – Respeito ao Meio Ambiente: é isso que nos dá a perspectiva do amanhã.

Com base nos valores o trabalho de toda a equipe, do office-boy as mais altas gerências, todos devem priorizar suas ações tendo como base estas premissas. Praticar a missão, buscando alcançar a visão, mas respaldado por referências importantes para empresa.

Os valores são tão importantes que impactam sobremaneira as mais variadas áreas da empresa e também a sua imagem institucional. Assim o líder pode propagar os valores para seus subordinados, motivando-os e melhorando sua produtividade, bem como tomar decisões mais acertadas. Na hora das contratações os candidatos podem se sentir motivados com a empresa que tem valores e princípios que ele também acredita. Os investidores e o público externo denotam credibilidade as empresas que tenham boas práticas empresariais. Se tornam importantes também para quem está na linha de frente, para que na “hora da verdade” (Jan Carlzon) eles possam tomar a melhor decisão que satisfaça tanto a empresa, quanto aos seus clientes, fornecedores e parceiros.

Muitas empresas estão se preocupando apenas com outros valores

Muitas empresas estão se preocupando apenas com outros valores

No entanto o que mais vemos são as empresas praticando ações que contrariam as premissas estabelecidas no seu planejamento estratégico e que são campeãs de reclamações nos órgãos de direito do consumidor. Um exemplo são as empresas de Telecom/Tecnologia.

Tomemos outro exemplo prático de uma operadora de canais a cabo, internet e telefone que figura constantemente nos relatórios dos PROCONs entre as campeãs de reclamações. O site da empresa traz os seguintes valores:

1 – Integridade: ter postura íntegra é premissa básica para a condução dos nossos negócios e relacionamentos;

2 – Resultados: gerar valor para clientes, acionistas e colaboradores, garantindo o crescimento sustentável da companhia;

3 – Excelência: persistir na melhoria contínua da prestação dos serviços e do desenvolvimento permanente das pessoas;

4 – Trabalho em equipe: compartilhar conhecimentos e obter resultados por meio da cooperação mútua, respeitando as características de cada indivíduo;

5 – Atitudes pragmáticas: agir com eficácia, rapidez e objetividade.

Mas os números do PROCON depõem contra a prestadora de serviços que no final das contas desrespeita aquilo que ela tem de mais importante: os seus consumidores.

Mais do que ter meras palavras espalhadas em quadros dentro do escritório, os valores empresariais devem ser disseminados junto às equipes, estar intrinsecamente amarrados na cultura da empresa e de seus funcionários. Empresas que praticam aquilo que divulgam com certeza obtêm melhores resultados e são reconhecidas pelos seus públicos pela seriedade de seus atos.

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2 Comentários leave one →
  1. 23/02/2010 14:29

    Estou lendo o livro Transmarketing do Fortes e ele fala num capítulo justamente disso, e de como uma estratégia mercadológica de alguma empresa vai contra a sua cultura organizacional. Ele chama isso de ‘desafio estratégico’. O que fazer nessa hora? 1) Ignorar a cultura e implantar a estratégia? Perigoso e inaceitável. 2) Tentar mudar a cultura para adequá-la à estratégia? Tarefa mt complexa, requer tempo e mt dinheiro. 3) Modificar a estratégia par adaptá-la à cultura? Acarreta redução de expectativas e prejudica o desempenho e 4) Gerenciar a implementação da estratégia respeitando a cultura? Reconhecendo as barreiras culturais e os obstáculos à concretização da estratégica, é a opção mais adequada.

    Mas como disse, muitas empresas rasgam seus princípios, valores, missão e na prática acontece uma cultura muito diferente daquilo que está escrito nos quadros pregados na parede. E a estratégia passa a ser de curto prazo, perdendo assim qualquer sentido de identidade na organização.

    Ótimo texto
    MATEUS

  2. 02/03/2010 15:30

    Olá Ricardo, tudo bem?

    Ótimo texto..E para mim, o mais importante é o que consta no ultimo parágrafo – fazer com que os valores estejam presentes em todos os níveis da organização e de forma natural. Fazer com que os colaboradores sintam, vivam e disseminem a cultura organizacional…Mais importante e compensador do que se ter valores bem traçados no papel, é vê-los na prática!

    Abraço

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