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O que está acontecendo com o nosso jornalismo?

19/01/2010

Além dos problemas no Haiti outra notícia que vem ocupando as páginas do noticiário esportivo é a polêmica envolvendo a divulgação do Plano Nacional de Direitos Humanos, principalmente sobre a parte que trata dos órgãos de imprensa. Como de costume levanta-se a possibilidade de controle da imprensa, assim como vem acontecendo em países vizinhos como Venezuela e Bolívia.

Será que nossa imprensa está mesmo ameaçada, será uma defesa injustificada dos órgãos de imprensa ou mais uma vez estão destilando o veneno e a discriminação sobre o presidente operário?

Mas o fato é que 2010 chegou recheado de polêmicas para nossos “hermanos” jornalistas e mesmo aqueles notoriamente reconhecidos pela “credibilidade” estiveram na berlinda.

2010 nem havia começado quando Boris Casoy deliberadamente ofendeu os garis que participaram de mensagem de fim de ano da Band. “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.” A frase do âncora do “Jornal da Band” vazou acidentalmente durante a transmissão do programa no último dia de 2009. Boris tentou se retratar reconhecendo que disse uma frase infeliz e pedindo profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do “Jornal da Band”.

O Twitter trouxe a tona outro suposto caso de jornalismo duvidoso e nos aproximou de Manaus onde denúncias relatam que pessoas são perseguidas e expostas por órgãos de imprensa. Até a CBN, uma emissora que também é conhecida pela sua credibilidade está envolvida nas denúncias. Não conhece o caso da Dra. Abinader? Então acesse os artigos “É aqui que trabalha a Dra. Bianca Abinader” e “Umas verdades inconvenientes” ambos de Ismael Benigno que também se diz perseguido pela política e imprensa local.

E os blogs também se tornaram a forma de famosos e principalmente de pessoas comuns se manifestarem contra o tendencionismo das matérias publicadas pelos grandes meios de comunicação. Mario Bortolotto também se diz vítima de perseguição da Folha de São Paulo e do que ele chama de “Jornalismo Mauricinho”, uma referência ao jornalista Mauricio Stycer, repórter especial do Portal IG.

Todos os casos são no mínimo assustadores, pois se as supostas acusações forem confirmadas demonstram os vícios que envolvem o jornalismo brasileiro, normalmente controlado pelas correntes do poder e da política e que encontram nos meios de comunicação e sua grande penetração uma forma de “nocautear” publicamente seus desafetos ou quem simplesmente se nega a dar uma simples declaração.

No caso de Boris a situação é ainda pior, pois sua frase é recheada de preconceito com relação aos mais abastados, não se diferenciando para mim dos playboys que atearam fogo no índio Galdino, os skinheads e outros grupos que praticam a intolerância contra as minorias.

O bordão utilizado por Boris Casoy nunca esteve tão apropriado para uma situação: “Isso é uma vergonha!”

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9 Comentários leave one →
  1. Victor Araújo permalink
    19/01/2010 12:47

    Até onde sei, a ideia do Plano Nacional de “direitos” Humanos quanto ao controle da imprensa NÃO SE REFERE à defesa de blogueiros ou pessoas comuns que porventura sejam perseguidas de uma ou outra maneira por grandes empresas de comunicação. Tudo indica que APENAS AS INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS poderão promover o controle (ou seja, possível censura) em empresas que DISCORDEM ABERTAMENTE, ou INFORMEM EQUÍVOCOS da administração e do legislativo, principalmente federais. Ou seja: SERÁ MESMO que há um exagero em temer-se o retorno da censura, que aliás PODE VIR A ATINGIR SEU BLOG?

    • Ricardo Campos permalink*
      20/01/2010 01:29

      Olá Victor,
      Obrigado pela sua manifestação, mas em meu texto em nenhum momento dei a entender que o Plano Nacional de Direitos Humanos pretende proteger blogueiros e pessoas comuns contra as grandes empresas de comunicação. O que disse, e isso está bem claro no texto, é que os blogs ajudam as pessoas que se sentem perseguidas ou que tem seu nome citado erroneamente pelos meios de comunicação a se manifestarem. Antes os erros tinham que ser engolidos a seco, pois não existia este espaço, o máximo era publicar uma notinha pequena no canto da página em letras bem pequenas. Com o alcance da internet as pessoas podem se manifestar, serem ouvidas e se posicionarem frente a opinião pública.
      Além disso, acho que o artigo da Diretriz 22, Objetivo estratégico 1, letra D do Plano Nacional de Direitos Humanos que vem criando toda a polêmica, é bem claro: “Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos (grifo meu), assim como os que cometem violações.” Ou seja para aquelas empresas que cometem violações dos Direitos Humanos punição, e para aquelas que cumprem seu papel aplausos. Não se trata de cercear o conteúdo dos meios de comunicação, principalmente na cobertura dos equívocos da administração pública. Não vejo elementos que evidenciem censura.
      Esta é pelo menos a minha opinião.
      Abs.

      Ricardo Campos

  2. Robson Franco permalink
    19/01/2010 16:23

    Veículos de comunicação que oprimem a opinião do cidadão comum naturalmente vao seopor ao controle social que se quer fazer. É justo que possamos saber da verdade por inteiro e não apenas ser mostrado o que interessa aos grandes meios, que controlam as informações que são apresentadas. Difundir notícia é um privilégio e uma responsabilidade. Só que o privilégio fica com os donos os veículos e a responsabilidade com os jornalistas, que construíram com a sua credibilidade estes verdadeiros impérios, que atendem a interesses excusos e que se revelam a cada dia, mais são escondidos atrás de programações medíocres e alienadoras como reality shows e tudo o mais. Panis et circenses. Isto funcionava a dois mil anos e quinhentos anos no império romano e ainda vigora até agora. De uma forma venal.
    Pobre do povo que assiste? Em absoluto, pobre do povo que é privado de ter acesso a uma educação decente, atualmente vilipendiada pela política da estatística, da quantidade vencendo a qualidade de ensino.

    • Ricardo Campos permalink*
      20/01/2010 01:03

      Perfeito sua reflexão Robson. Concordo plenamente.
      Obrigado pela sua manifestação.
      Abs.

      Ricardo Campos

  3. 19/01/2010 16:40

    Grande vergonha mesmo. Concordo que o Caso do Boris Casoy é mais grave pois é uma ofensa de classe, uma ofensa social. Os outros casos são isolados. Pelo menos ele pediu desculpas no dia seguinte.

    MATEUS

  4. 20/01/2010 16:39

    Realmente é vergonhoso ver um jornalista formador de opinião, manifestar palavras preconceituosas a pessoas que trabalham com dignidade. Infelizmente esses atos acabam por desfavorecer a classe jornalística, e prejudicar a imagem de quem trabalha na função buscando divulgar a informação para o conhecimento e o bem da sociedade. Realmente o Blog e as mídias sociais tem sido e espero que continue sendo a oportunidade das pessoas manifestarem suas opiniões e sua defesa de modo rápido e com grande repercusão.

    Renata Arruda

    • Ricardo Campos permalink*
      20/01/2010 23:52

      Realmente Renata,
      Lamentável uma pessoa que é conhecida pela credibilidade soltar tal comentário, mesmo não sabendo que o aúdio estava aberto.
      Obrigado pela sua participação.
      Um abraço,

      Ricardo Campos

  5. Karla Guimarães permalink
    11/02/2010 01:19

    Olá Ricardo! Quanto tempo!!

    Olha seu blog é 10! Adorei o post. E para registrar a minha participação deixo a seguinte mensagem: Reconhecemos uma pessoa ética nas pequenas práticas e gestos, e no caso do Casoy bastou “sair do ar” para ele dar esse escorregão em rede nacional.. que vergonha mesmo! Agora com um processo nas costas e com a imagem manchada.

    Abração!
    Karla Guimarães

    • Ricardo Campos permalink*
      21/02/2010 01:49

      Olá Karla,

      Saudades de vc e de seus comentários.

      Lamentável a postura do Boris…..o sempre defensor da boa moral….do alto do seu microfone.

      Minha atitude foi deixar de ver o telejornal comandado por ele, não dou conta de ver aquela cara lavada…rs.

      Um abraço e aguardo novas visitas.

      Ricardo Campos

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