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Da crise a redenção

18/09/2009

A última terça-feira, 15, marcou um ano do início da crise econômica mundial, data em que o Banco Lehman Brothers quebrou revelando uma grande farsa na questão das hipotecas e levando o mundo a derrocada. Estima-se que a crise pulverizou 50 trilhões de dólares, o equivalente ao PIB produzido em todo o mundo.

Neste período empresas quebraram, assim como outras instituições financeiras, o desemprego aumentou e com ele a recessão que prometia conseqüências piores do que a depressão causada pela quebra da bolsa em 1929. A marolinha acabou virando um tsunami (não no Brasil, segundo o Lula e o Le Monde) que poderia acabar com qualquer nação que duvidasse da sua força. Mas o alarme foi soado a tempo e após um ano o mundo volta a respirar, já estamos com o pé no pós-crise.

Mas a crise, assim como todos os problemas enfrentados pela humanidade, traz uma série de ensinamentos que nos possibilitará, no futuro, se precaver de novos acontecimentos. E uma das grandes lições que esta crise demonstrou foi a fragilidade do sistema financeiro mundial, principalmente nos Estados Unidos, que não mantém uma política rigorosa de controle sobre as instituições financeiras. Eles aprenderam com o Brasil de que é necessário um controle maior do Estado para que a irresponsabilidade de alguns empresários não cause danos a nações inteiras.

Os países emergentes, justamente por manterem políticas próprias e por terem escutado a tempo o soar do alarme, tomaram providências para que as conseqüências sobre as economias locais fossem reduzidas.

Segundo o Le Monde Lula tinha razão: no Brasil crise foi apenas uma marolinha

Segundo o Le Monde Lula tinha razão: no Brasil crise foi apenas uma marolinha

O Brasil, quem diria, entrou em cena e virou destaque dentro do turbilhão, justamente por ser um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair, utilizando como estratégia a redução de impostos, a concessão de incentivos fiscais, aumento do crédito, etc. Nosso país sai desta crise fortalecido estando presente nos principais fóruns de discussão e reuniões sobre economia, algo inimaginável a alguns anos atrás. Estamos dando aula de economia para os gringos, sendo que a poucos anos atrás tínhamos o FMI ditando o que deveríamos fazer ou não.

E assim, após um ano do início de uma das piores crises econômicas mundiais, o Brasil demonstrou a sua maturidade, demonstrou que está pronto para fazer parte do círculo das nações mais respeitadas do mundo, que pode hoje negociar de igual para igual com os grandes, deixando para trás a herança de uma nação subalterna proveniente da época colonial. Somos sim, uma grande nação!    

Para gestores, bem como comunicadores, a crise diminuiu o budget, houve adequações, mas a necessidade de se comunicar com clientes e demais públicos fez com que a área mantivesse-se movimentada. Os investimentos começam a voltar, com parcimônia, como deve ser mesmo, o setor se restabelecendo frente a um cenário controverso, principalmente nas organizações que tem no mercado internacional a sua base comercial. Com certeza, todos terão a possibilidade, assim como a maioria das organizações brasileiras, de passar da crise a redenção.

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