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Genialidade não vem de berço

11/09/2009

Outro dia, lendo uma matéria publicada em Época Negócios por Clemente Nóbrega e intitulada de “Gênios por acaso” me deparei com uma grande verdade: “a história da inovação é assim: alguém inventa, outro pega e dá um uso estranho a intenção original.” A síntese da matéria é que a inovação ocorre por meio de uma seqüência de adaptações, uma puxando a outra e que raramente criamos com base nas nossas necessidades.

A matéria cita diversos exemplos de invenções que foram adaptadas e fizeram mais sucesso que a idéia original, como o fax inventado pelos americanos, mas que com os japoneses fez tanto sucesso e gerou tanto dinheiro, ou a história da Sony, empresa japonesa que comprou a custos módicos de uma empresa americana a patente do transistor, lançando em 1955 o primeiro rádio a pilha, mudando a história da comunicação e do mundo.

A matéria também demonstrou que muita das vezes uma idéia revolucionária não é criada com base nas necessidades do cliente, mas a necessidade é criada com a própria idéia após ser transformada em um produto ou serviço.

Hoje, enquanto profissionais, somos impelidos a ser criativos, a criar estratégias inovadoras que mudem a cara de nossos negócios e gerem mais valor, e tudo em tempo recorde, afinal com um mundo tão dinâmico as exigências são cada vez maiores.

Inovação: genialidade não vem de berço

Inovação: genialidade não vem de berço

Mas já que a genialidade não vem de berço, o ponto forte para esta reflexão vem da capacidade dos profissionais terem a sensibilidade para adaptar boas idéias nos negócios em que atuam, não sendo necessário uma cobrança surreal pelo novo, a expectativa pela genialidade que só existe na cabeça dos patrões.

Em conversa com uma amiga profissional da área de RH ela também me revelou que na empresa em que atua a cobrança desenfreada por novas estratégias já chegou a beira do exagero, e que as estratégias criadas anteriormente não tem tempo de ser internalizada pelos colaboradores. “Com tanta coisa nova o cara fica perdido e a gente também”, completa.

Este é um dos exemplos de como uma gestão inábil pode prejudicar uma organização, fazendo com que boas estratégias caiam no ostracismo justamente pela falta de percepção de líderes que julgam que a quantidade de novas idéias é melhor que uma boa idéia. Idéia esta que com qualidade deve ter seu ciclo de maturação respeitado, para que consequentemente gere os resultados esperados e automaticamente demonstre a necessidade da implantação de novas estratégias.

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2 Comentários leave one →
  1. 11/09/2009 22:31

    Muito bom. E indico um vídeo (já deve ter visto) em que mario sergio cortella que a melhor saída está no estoque de conhecimento.A questão é que hoje em dia, onde há concorrência não há tempo a perder. Segue o link

    Abraços, mateus

    • Ricardo Campos permalink*
      17/09/2009 00:05

      Olá Mateus,
      Muito boa a indicação. É isso mesmo…em tempos de concorrência….
      Abs.

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