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Fim da obrigatoriedade do diploma traz lições para as RP

03/07/2009

Estive duas semanas afastados por motivo de saúde, um tempo imenso na era da informação. Até mesmo os textos que já estavam preparados para ser publicados ficaram démodés. 

Durante este tempo muita coisa aconteceu e a comunicação ficou abalada com a queda da exigência do diploma de jornalismo e com a possibilidade de que este fato repercuta nas relações públicas. Foi possível ver os ânimos exaltados de ambos os lados, relações públicas comemorando a quebra da reserva de mercado dos nossos “hermanos” e jornalistas com discursos inflamados sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para as relações públicas, querendo vingança. Realmente uma briga desnecessária num momento em que a comunicação deveria estar unida, afinal é inadmissível para qualquer comunicador aceitar que um senhor “de capa preta” compare uma profissão da área com a de um cozinheiro. Nada contra os cozinheiros, mas é notório que estes profissionais não necessitam de conhecimentos em nível superior para execução da sua profissão, diferentemente dos jornalistas que necessitam de saberes específicos.

Deixando de lados as polêmicas de profissionais pouco esclarecidos é importante destacar alguns ensinamentos que a situação do jornalismo pode trazer para as relações públicas, em especial aqui no nosso estado, quando no tocante da mobilização.

Quando o debate sobre a exigência do diploma de jornalismo ainda estava no início, muita gente se mobilizou para que fosse feito um debate mais intenso e muitas manifestações foram previamente agendadas para que unidos os profissionais pudessem marcar presença, lutar pela permanência do diploma e pela importância da profissão. Mas o que se viu nos dias seguintes aos agendamentos foi a constatação de que a categoria não estava unida e disposta a lutar pelos seus direitos. Foi comum na lista de discussão de jornalistas ouvir reclamações de ativistas que dedicaram seu tempo a uma causa que deveria ser comum aos profissionais de uma mesma classe, mas em que a grande maioria simplesmente resolveu se abster. Com a decisão do STF estas listas “bobaram” como nunca se viu, discursos inflamados, revoltosos e cheios de “verdade”. Mas aí a “vaca já tinha ido para o brejo” e as vozes indignadas já não podiam ser ouvidas.

Assim como no jornalismo as relações públicas carecem de um maior envolvimento dos profissionais com as causas de nossa profissão. Vejo muitas reclamações de profissionais e estudantes que estão completamente desconectados com o que anda acontecendo na profissão, nos Conselhos Federal e Regional, nos grupos de discussão, nas comunidades, etc. Querem empregos, reconhecimento, valorização, mas sem entender que para chegar neste nível é importante a participação e envolvimento de todos. Tenho me aproximado do Conrerp e as histórias de luta e de conquistas demonstram o heroísmo de pessoas que querem realmente dar a sua contribuição, de forma espontânea, enquanto a grande massa permanece inerte, reclamando da anuidade, isso quando paga.

Que possamos estar atentos aos movimentos da profissão, participando ativamente de tudo que acontece no Conselho, movimentos independentes como listas de discussão, comunidades, etc. Somente assim poderemos estar realmente unidos e fortalecidos caso a bonança se transforme em tempestade.

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