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CNO um novo nome para o profissional de relações públicas

02/06/2009

O mercado empresarial não se cansa de inventar siglas para procedimentos, metodologias e mesmo para cargos e funções. Muitas das vezes utilizam as siglas para renovar, dar cara nova ao que já existe ou mesmo como se diz no jargão popular: “dar um banho de grife”. Algumas siglas já fazem parte do cotidiano das empresas, tais como CFO (Chief Finance Officer) e CEO (Chief Executive Officer), mas a grande novidade do momento é o CNO (Chief Networking Officer), denominação para o diretor de relacionamentos de uma empresa.

Em entrevista para o Portal Administradores, a gerente de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza, as atribuições não são novas: “Na verdade, a gente fala que ele é novo, mas não é. As pessoas já faziam esse trabalho na empresa, aumentando suas atribuições. O trabalho do CNO ficava na mão de outras pessoas, até mesmo o presidente da empresa, ou o diretor de Comunicação, de Atendimento e etc”, afirma.

CNO: características de um autêntico relações públicas

CNO: características de um autêntico relações públicas

O CNO tem como função primordial gerenciar os relacionamentos com os stakeholders e públicos que estão ligados ao negócio, participa de negociações, gerencia conflitos, traça estratégias e cria sinergias para que as informações possam fluir em todos os níveis. Neli discorre que o profissional “deve ter uma visão que vai além do dia a dia, porque entende o papel do fornecedor, do cliente, do acionista e integra esses interesses. Ele deve administrar relações, ou fazer gestão de parcerias. Então, quando há uma negociação especial, ele entra não só com o papel da empresa, mas analisa o interesse de ambos os lados, para fazer com que todos ganhem”. Outras habilidades exigidas é gostar de se relacionar com as pessoas, de interagir, ter conhecimento em negociação e utilizá-la de forma conciliadora. “Tem de se colocar no lugar dos outros, ser carismático e persuasivo”, ressaltou a gerente da Ricardo Xavier.

Mas a grande questão é que o CNO chega para dar novo nome a uma profissão que já existe e que inclusive é regulamentada por lei. Trata-se da profissão de Relações Públicas, os gestores da comunicação institucional, responsáveis pelos relacionamentos e mediação dos interesses que os diversos públicos têm com as organizações.

Enquanto profissional de relações públicas julgo que criar uma nova nomenclatura para uma profissão regulamentada é extremamente perigoso, passível de fiscalização e inclusive multa para profissionais que não possuem formação e nem registro junto ao conselho de classe.

Conforme discorri no último post, o relacionamento se tornou um dos principais ativos para que as organizações vençam a crise, sendo que muitos investimentos continuam sendo feitos nesta área. Por isso a importância de se ter na linha de frente profissionais qualificados e especializados para lidar com interesses diversos, advindos dos públicos institucionais.

Não que eu seja coorporativista, mas com uma profissão regulamentada não tem como dar “um banho de grife” não é mesmo?

Com informações do Portal Administradores

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3 Comentários leave one →
  1. 04/06/2009 21:32

    Perfeitos o teu post, a tua abordagem e visão. Parabéns pela defesa da área, que realmente se veria (ou verá) novamente esculhambada pela criação de novas terminologias que, além de venderem livros, consultorias e cursos/palestras, só vão tumultuar o mercado. Todavia, claro que parece haver um movimento geral pela desregulamentação, dado que as funções se tornam cada vez mais transversais (menos os jornalistas, que querem restringir o campo de trabalho só pra eles).

  2. 04/06/2009 23:49

    Ricardo,

    muito bem escrito seu post. E nossa profissão está muito bem defendida em seu ponto de vista.
    Realmente, as novas nomenclaturas só servem para dar nova roupagem ao que já tem sido bem feito. Só que não gostei da sigla, se observarmos que network, tem um sentido mais vago, como rede de contatos.. a ideia do CNO, é interessante e suas habilidades se confundem sim com a atuação do RP.Vamos aguardar os outros pontos de vista.
    Abraços

  3. Ricardo Campos permalink*
    05/06/2009 01:19

    Olá Rodrigo e Márcia,

    Obrigado pela visita e pelos comentários. Venho acompanhando o mercado e percebo que a importância do relacionamento e mediação da comunicação com os públicos institucionais despertam o interesse não apenas dos jornalistas, mas profissionais de marketing, administração, recursos humanos, entre outros. É fato que as organizações vêm investindo cada vez mais recursos na nossa área, o que chama a atenção de outros profissionais, que para atuar necessitam criar novas nomenclaturas para driblar a fiscalização.

    É esclarecer a sociedade.

    Um abraço,

    Ricardo Campos

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