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Fusões: os grandes desafios enfrentados pela comunicação e pela gestão

15/04/2009

A semana passada foi muito intensa para mim, logo depois veio um feriado prolongado e acabei não conseguindo postar minhas reflexões sobre diversos temas interessantes que tem acontecido no cenário da comunicação e gestão.

Retomo hoje com um assunto que julgo muito pertinente tanto do ponto de vista da comunicação como também da gestão. Trata-se do processo de fusão entre empresas e dos diversos desafios que aparecem quando este processo ocorre.

O atual cenário econômico mundial tem proporcionado muitas aquisições por parte de empresas que atentas as oportunidades e as dificuldades de seus concorrentes conseguem fazer bons negócios e matar dois coelhos com uma “cajadada só”, afinal obsorvem um concorrente e aumentam consideravelmente sua carteira de clientes e as possibilidades de gerar lucros surpreendentes.

Mas nem tudo são flores, afinal os desafios enfrentados pela equipe de transição são determinantes para o sucesso da operação e muita das vezes para a sobrevivência de ambas instituições. E os desafios são tão intensos e em tantas áreas da empresa o que torna o processo delicado e cheio de tensões.

Um dos grandes desafios é o choque de culturas entre as empresas, entre quem comprou e quem foi comprado. Você já imaginou estar ligado a processos, ter uma metodologia de trabalho e alguém um dia chega e fala para você esquecer tudo que sabe e se adequar a uma nova forma de trabalho. Realmente não é fácil.

Ao mesmo tempo surgem as conversas de corredor, o clima, o medo de ser mandado embora, a resistência a mudança. Os desafios são imensos para os gestores e principalmente para quem lida com a comunicação, que tem um papel fundamental neste momento: o de comunicar, relacionar e de proporcionar uma ambiente de tranqüilidade para todos os públicos institucionais, garantindo que todo o processo se conclua com menos traumas possíveis.

Com a crise econômica os exemplos aparecem aos montes e nos fornecem elementos interessantes para análise.

Vejamos o exemplo do Santander e do Banco Real. Inicialmente surgiu a informação de que a compradora, que é espanhola e é conhecida pela sua agressividade mercadológica e frieza nos relacionamentos, iria acabar com a bandeira Real ABN Amro Bank que tem um reconhecimento notório dos brasileiros e principalmente dos seus modelos de gestão que tem a sustentabilidade como foco. No início houve uma reação contrária muito forte, fazendo com que este processo de fusão e absorção da marca se prolongasse. Somente agora foi dado o start para a substituição da marca, com a sinalização de serão mantidos os valores que fizeram do Banco Real uma marca apreciada por grande parte dos brasileiros.

Outro exemplo do grande desafio enfrentado nos processos de fusão vem do processo entre a Oi e a BrT que tem pelo caminho a integração de 26 mil funcionários e onde o objetivo é economizar mais de 1 bilhão de reais em sinergias. Coube ao Presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, assumir o comando para garantir o sucesso da fusão e alcançar os números surpreendentes a que se propõe a mega operadora de telefonia.

Não é a toa que a Revista Exame revela que o presidente encarnou uma espécie de guru de autoajuda e se transformou em Falco, o comunicador. Para tranqüilizar as equipes, principalmente por que as demissões já haviam começado, Falco percorreu dez capitais e reuniu mais de 6 mil funcionários para explicar as metas da Oi para o próximo ano.

Em Porto Alegre, sede da BrT, temendo que Falco sofresse alguma hostilidade, a Oi escalou diretores gaúchos para falar de carreira, contar casos e criar uma identificação com a platéia. A ideia era dizer claramente que não vamos apenas misturar as duas empresas mantendo uma divisão entre ‘vermelhos’ e ‘amarelos’. Vamos criar uma nova companhia em que todo mundo tenha as mesmas chances e só fique quem tiver talento”, diz Falco. Desta vez, a ideia é simplesmente estar presente e mostrar que ele se importa com cada um. “O que as pessoas precisam agora é ser ouvidas. Eu vou ouvir todo mundo e responder a todas as dúvidas”, completa.

Neste momento o sentido de pertencer e a oportunidade de poder manifestar suas duvidas e apreensões são importantes para que a equipe da empresa que foi comprada possa ter mais confiança e aceite as novas diretrizes.

No decorrer da semana continuarei a escrever sobre o assunto.

Com informações da Revista Exame em matéria de Malu Gaspar

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