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Contee generaliza e acusa o setor privado

28/02/2009

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ensino representa os sindicatos dos professores e técnico-administrativos da educação privada de todo o País, do ensino infantil ao superior. Ao todo são 68 sindicatos e 6 federações filiados, envolvendo mais de 500 mil trabalhadores da educação.

 

Com a bandeira “educação não é mercadoria” a entidade vem ao longo dos últimos anos lutando pela regulamentação da educação privada como bem público e concessão do Estado. Pode-se dizer que esta luta é extremamente louvável, mas não podemos esquecer que o setor privado contribuiu e muito para o desenvolvimento do país e para a formação de qualidade de milhares de pessoas.

 

Contee: educação privada como bem público

Contee: educação privada como bem público

 

Não é possível colocar dentro do mesmo bojo, instituições sem compromisso com a educação, com cursos de baixa qualidade e instituições que realmente dão sua contribuição para uma formação plena e cidadã e para o crescimento e desenvolvimento do Brasil.  

 

A Contee em suas reportagens sempre carrega no discurso e faz esta generalização, como ao comentar a matéria do Jornal Estado de São Paulo que discorria sobre uma pesquisa encomendada pelo Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo (SEMESP) e que aponta redução das matrículas no Ensino Superior privado na região. A pesquisa do SEMESP teria sido respondida por 266 instituições, apenas 69,5% do total de São Paulo. Delas, 41,5% dizem que terão um volume menor de novos alunos (ingressantes) neste ano em relação à 2008 e 26,8% afirmaram que terão mais ingressos em 2009.

Segundo a entidade, a má qualidade dos cursos, as administrações temerosas, a própria expansão do setor público de educação superior não são consideradas pelas instituições que demonstram oportunismo e total falta de compromisso com a educação. Para eles as instituições privadas aproveitam a crise econômica para “beliscar” mais alguns milhões de reais dos cofres públicos para fortalecimento do setor privado o que poderia ser evitado com a redução das respectivas margens de lucro das instituições.

É preciso cautela ao analisar o mercado de educação superior e o aumento da ociosidade nas universidades, pois cada caso pode ter suas particularidades. O mais correto seria uma intervenção do Ministério da Educação (MEC) barrando a farra das novas faculdades que surgem sem nenhuma infra-estrutura, com projetos pedagógicos fracos, que conseguem autorização estadual de funcionamento e ainda tiram alunos das boas faculdades e universidades particulares que tem realmente um compromisso com a educação.

 

Com informações do site da Contee

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