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Negociação entre Fundac-BH e a Anima enfrenta oposição do sindicato

15/02/2009

 

Diferentemente do que aconteceu com diversas outras instituições de Belo Horizonte que foram vendidas para outros grupos educacionais e empresariais, a parceria envolvendo a Fundac-BH e o Grupo Anima para o controle do Uni-BH vem dando o que falar e enfrenta forte oposição por parte da categoria dos professores.

 

O negócio vem sendo contestado pelo Sindicato dos Professores – Sinpro-MG, que alega temer mudanças no plano pedagógico, demissões de professores e a perda de benefícios. Outro temor, segundo os representantes do sindicato é a perda da qualidade do ensino. Levantando a bandeira da Contee, o sindicato diz que “educação não é mercadoria”, e promete mobilizar a categoria para entrar em greve caso uma série de reivindicações não sejam atendidas.

 

A disputa entre Fundac/Anima versus o Sinpro esquentou ainda mais após a veiculação de matéria do Jornal Estado de Minas que revelou possíveis problemas relacionados aos negócios envolvendo a Unimonte e a Una, também mantidas pelo Grupo Anima. O presidente do grupo, Sr. Daniel Castanho, informou em reunião com funcionários que todas as ações movidas por sócios minoritários são contra operações que respeitaram todas as prerrogativas legais, e que os questionamentos não atrapalham a negociação com a Fundac.

 

Quem está com a razão?

 

Desde Setembro o Uni-BH já vinha sofrendo com a falta de recursos para honrar seus compromissos com funcionários, professores e fornecedores. Inclusive uma comissão formada por professores e funcionários foi criada para acompanhar a entrada de recursos da Fundac, garantindo o repasse de 80% de todos os valores que entrassem para pagamento dos atrasados. Mas pelas quantias que são devidas percebeu-se que não teria como realizar os pagamentos e nem fazer a rolagem das dívidas.

Parceria Fundac/Uni-BH e Anima enfrenta oposição do Sindicato dos Professores

Parceria Fundac/Uni-BH e Anima enfrenta oposição do Sindicato dos Professores

 

Para que não acontecesse a insolvência da instituição a Fundac procurou um parceiro que mais se adequasse aos propósitos e valores presentes nos 45 anos de existência do Uni-BH. O Grupo Anima, que já vinha mantendo conversas com a Fundac para parcerias acadêmicas acabou surgindo como a solução para os problemas imediatos enfrentados e para garantia da sustentabilidade do negócio.

 

Mas diante do impasse criado para concretização do negócio, a pergunta que não quer se calar é:

 

No caso da não conclusão do negócio, existe um “Plano B” que possa tirar a Fundac/Uni-BH desta situação?

 

O fato é que a educação superior passa por um momento delicado, com mais de 50% de ociosidade nas vagas ofertadas – segundo dados do Inep – e a crise interna pode proporcionar a perda de credibilidade da instituição e conseqüente evasão de alunos, que culmina em última instância com a insolvência da instituição e a perda do emprego de professores e funcionários.

 

O valor da marca também sai prejudicado diante dos rumores e contornos delineados por este embate. Quanto mais o negócio demora para se concluir, quanto mais a possibilidade de greve se aproxima, quanto mais as notícias dos jornais especulam o destino da instituição, mais o valor da marca e conseqüente credibilidade, construída ao longo de 45 anos, vai diminuindo, se esvaindo.

 

E na ponta do iceberg estão os alunos, motivos da existência de qualquer instituição de ensino, que se vêem bombardeado por informações que transmitem uma visão parcial e generalista. Perdidos entre o tiroteio deveriam ter a atenção e a consideração de ambos os lados, pois até agora eles não exigiram nada, pois só querem estudar.

 

Com informações do Jornal Estado de Minas, Sinpro, Uni-BH.

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2 Comentários leave one →
  1. Ezequias de Almeida Lopes permalink
    17/02/2009 11:52

    Qual a posição do Governo diante do impasse? Apesar de instituições privadas, nós alunos temos contratos que garantem as aulas, entre outros pormenores, tal documento se fundamenta na istituição desse país, o governo ou autoridades as quais competem tal responsabilidade,não apresentaram nada de concreto ate o momento… Por outro lado fomos comunicados pela ANIMA; esclarecimentos eu diria; mas estamos cansados de ouvir esclarecimentos acerca da educação nesse país, queremos ações eficazes.É compreensivel a posição do corpo docente da UNI, mas a situação tem outras consequencias sobre nós alunos, tal impasse não justifica destruir a imagem da instituição ou comprometer o ensino, o que seria, e está sendo, rídiculo.
    Ezequias de Almeida Lopes 1º Periodo Ciêcias da Computação

    • Ricardo Campos permalink*
      17/02/2009 17:56

      Olá Ezequias,

      Também acho lamentável que todos estes fatos estejam acontecendo. Em minha opinião a greve dos professores é um tiro no pé já que uma comissão de professores e funcionários analisaram as contas do Uni-BH e sabem que a situação não é boa. Apesar de ter um grande patrimônio, a instituição não consegue crédito nos bancos para rolar as dívidas. Ter dívidas e fazer a rolagem dos débitos é muito comum em qualquer empresa, não fosse o fato de o crédito sumiu após o anúncio da crise.

      Portanto, no meu ponto de vista, esta parceria é a solução imediata para que a instituição possa ganhar fôlego e para que possa garantir a sustentabilidade e a perenidade do seu negócio. Além disso, o grupo que assume, diferentemente de outros grupos educacionais, vem fazendo um bom trabalho na Una e garantindo a qualidade do ensino.

      Lógico que mudanças vão ter que ocorrer é claro, como em qualquer negócio, mas acredito que seja para melhorar a gestão, o atendimento aos alunos e principalmente, para que a instituição não passe por momentos conturbados como este.

      Outras instituições em Belo Horizonte foram vendidas ou fizeram fusões e não me lembro de professores e sindicato terem feito tantas manifestações contrárias ao processo. Assim, acredito que muito além da manutenção da qualidade do ensino e do pagamento dos atrasados, o que está em jogo são outras motivações das quais todos nós não conhecemos.

      Que vocês, alunos, possam ser os menos prejudicados nesta história toda, é o que espero sinceramente.

      Um abraço,

      Ricardo Campos

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