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Varejo sustentável: empresas fazem projetos engajados na causa verde – Parte 02

18/12/2008

 

Com a crescente preocupação dos consumidores com o meio ambiente, alternativas sustentáveis podem ganhar destaque num futuro próximo também pela economia de verba, como é o caso da Masterplastic, empresa que trouxe da Europa carrinhos de compra feitos à base de plástico reciclável e nylon. Diferente dos tradicionais fabricados com ferro, o produto da Masterplastic não sofre oxidação, é de fácil manutenção e os danos podem ser reparados com maior rapidez.

 

Atualmente o carrinho da Masterplastic pode ser encontrado em redes de varejo do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. “Este trabalho requer mudança de conceito e isto é um processo delicado. Estamos introduzindo aos poucos no mercado brasileiro”, diz Venceslau Salmeron, Diretor Comercial da empresa em entrevista ao Mundo do Marketing.

 

De acordo com Salmeron, o plástico que serve de matéria prima para o carrinho é completamente reciclável e o varejista pode obter desconto ao entregar o produto danificado em troca de um novo. Além do carrinho de compra começar a adquirir características verdes, as sacolas de plástico estão perdendo espaço no varejo. Desenvolvida pela Realcenter, as eco-bags – que poderão substituir as atuais de plástico – são fabricadas com garrafas PET recicladas.

 

As eco-bags estão em circulação no varejo da região Sul do Brasil após a empresa oferecer a sacola aos participantes de uma feira de negócios. “O produto ganhou visibilidade internacional porque oferecemos aos participantes de forma promocional em um evento para indústrias. Porém, não temos planos de expandir para o exterior ainda”, avalia Marcos Izidoro, Coordenador de Marketing da Realcenter.

 

Papel e notas digitais

 

Referência em consumo, o McDonald’s também aderiu à sustentabilidade e inaugura ainda este ano um restaurante sustentável em São Paulo. O estabelecimento seguirá projetos de uso racional de água, energia elétrica e matéria-prima. A redução de aproximadamente 14% do consumo de energia e de 50% no de água potável do restaurante resulta na melhor das ofertas oferecidas pela rede no quesito sustentabilidade.

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De olho no projeto de lei do Governo que obriga empresas a adotarem a nota fiscal eletrônica até o fim de 2010, a NeoGrid já desenvolve este serviço para empresas do Brasil. Por enquanto, a nota fiscal eletrônica está sendo usada em transações B2B. “Normalmente o custo de emissão por nota fiscal de papel é em torno de R$ 4,00. A nota eletrônica custa menos de R$ 1,00. Dependendo da empresa, a economia total pode ser de mais de 50%. Uma empresa que emite notas com três ou quatro vias poderá concentrar todas elas em apenas uma folha gerando uma redução de 80 a 90% na emissão de papel”, explica o Diretor-executivo da NeoGrid, Wellington Machado.

 

Mudando conceitos e opiniões

 

Com tantas estratégias e posicionamentos favoráveis à preservação do meio ambiente, é possível crer que os consumidores poderão mudar de opinião quanto ao comprometimento das empresas com a causa verde. Porém, Solitaire Townsend, co-fundadora da Futerra, agência internacional de comunicação focada em sustentabilidade, afirma que esta conscientização levará mais tempo do que se imagina.

 

“Os consumidores sempre terão uma expectativa maior em relação ao comportamento das empresas do que elas realmente podem atingir. Nenhum de nós está fazendo o suficiente pelo meio ambiente, se levarmos em conta os desafios que precisamos enfrentar”, afirma a executiva inglesa ao Mundo do Marketing durante a palestra “Acertos e Desacertos do Marketing e da Propaganda Verde”, promovida pela ESPM no Rio de Janeiro.

 

Apesar da demora para que as pessoas acreditem no posicionamento sustentável de companhias no Brasil, é preciso que as empresas envolvidas com a causa se comuniquem com o consumidor sobre impactos materiais causados por ela no meio ambiente e comece a fazer algo para reduzir os efeitos. “O que as empresas não podem fazer é maquiar o problema com outras ações sustentáveis que não resolverão o problema causado”, completa Solitaire.

 

Fonte: Thiago Terra para Mundo do Marketing

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