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Eleições 2008: a cobertura da mídia foi isenta?

28/10/2008

 

Neste último domingo, 26, milhares de brasileiros tiveram que retornar as urnas para o segundo turno das eleições municipais. Terminou assim mais um processo eleitoral que ajudou a eleger vereadores e os prefeitos para um mandato de quatro anos.

 

Entre diversos acontecimentos que marcaram as eleições está a independência do povo que hoje faz questão de exercer a sua cidadania e o seu direito ao voto, de escolher quem ele julga melhor preparado para comandar a sua cidade. Mesmo com as distorções que hoje encontramos no processo eleitoral, a democracia se faz presente.

 

Mas e como foi o comportamento da mídia nesta eleição? Ela ajudou e levantar ou derrubar candidatos de sua preferência, como ocorreu em outros momentos da recente história política do nosso país? Quem não se lembra da Rede Globo de televisão que ajudou Collor em detrimento de Lula? Para ilustrar vale a pena ver o vídeo abaixo, uma apresentação do grupo Melhores do Mundo. 

 

 

Em Belo Horizonte a mídia como veículo de comunicação dos candidatos demonstrou que ainda exerce sobre a população um grande poder de influência. Com o advento da internet e das redes sociais este poder aumentou consideravelmente e mudou a história das eleições municipais.

 

No primeiro turno o candidato Márcio Lacerda sofreu uma forte campanha de denúncias pela internet e pela TV, que tentava ligá-lo ao escândalo do mensalão e que tratava também sobre a sua riqueza acumulada. Márcio que até então vinha em primeiro lugar disparado, com chances de ganhar ainda no primeiro turno, teve que ir para o segundo turno com Leonardo Quintão que na pesquisa aparecia como terceiro colocado na opinião do eleitorado.

 

Declarado como um erro de estratégia da campanha, Márcio voltou para o segundo turno para se defender e também para bater, assim como fizeram seus oponentes. Com uma chuva de vídeos no youtube, e-mails e também pela televisão, foram feitas muitas denúncias contra Quintão que acabou derrotado. As primeiras pesquisas do segundo turno acusavam Quintão eleito com mais de 60% dos votos, mas na reta final e diante de uma estratégia agressiva, Márcio Lacerda tornou-se prefeito de Belo Horizonte.

 

Nos debates, apenas por algumas nuances, os jornalistas deixaram transparecer a sua preferência por determinado candidato. Eles sabem que apesar de não ser maioria, parte da população já está mais esclarecida e não aceita interferências pontuais nos debates. Desta forma apenas com uma pergunta mais combativa, uma insinuação aqui, outra acolá foi possível perceber quem estava ao lado de quem.

 

O balanço que faço é de que temos evoluído, mas que há um longo caminho a ser percorrido para que não haja nenhum tipo de interferência midiática nos resultados das eleições no Brasil.

 

Apesar dos pesares: Viva a democracia

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