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Eleições 2008: a ressaca dos resultados

14/10/2008

 

No mês passado escrevi sobre as eleições e sobre a possibilidade de mudanças ou a perpetuação de um cenário. Naquele artigo relatei a importância de um voto consciente e da possibilidade de mudança na câmara municipal de Belo Horizonte que teve no primeiro semestre de 2008 grande parte dos seus trabalhos direcionados a comendas como títulos de cidadão honorário, entrega de diplomas, etc. Dos projetos de lei propostos muitos não são exeqüíveis e a outros tratam de situações que não alteram a dinâmica da cidade, como a mudança do nome das ruas.

 

Destaquei também a propaganda eleitoral e seus atores, pessoas que desafiam a inteligência da população com a utilização de nomes estranhos, fantasias, músicas e rimas de péssimo gosto. Sem falar naqueles “caras de pau” que já tiveram seu nome envolvido em casos de corrupção e que não comprovaram sua inocência, artistas que utilizam a fama para tentar uma vaga e outras aberrações que só aparecem na época do pleito.

 

 

E conforme escrevi, me parece que teremos mais quatro anos de inércia, pois apesar da massa reclamar pelas ruas dos problemas que persistem da cidade e da postura dos nossos políticos, eles sempre votam nos mesmos que já estão no poder. O índice de renovação na câmara municipal de Belo Horizonte foi muito baixo, em torno de 40%, e figuras conhecidas perpetuaram-se no poder, alguns com mais de três mandatos como representantes do povo.

 

Outra surpresa foi a volta ao poder de um candidato envolvido no caso da máfia das ambulâncias. Com uma ampla votação este candidato demonstrou que o povo brasileiro ainda está longe de ter uma consciência política mais madura.

 

A lição que fica para mim é de que na eleição para vereadores a população pensa nos benefícios individuais e não prioriza o coletivo. Muitos políticos se transformam em verdadeiros heróis ao montar ongs e institutos em suas bases eleitorais, com intuitos de dar “migalhas” ao povo, que obtendo benefícios individuais como cestas básicas, remédios, transporte, não se manifesta sobre o cenário de inércia na câmara onde ações e propostas de leis municipais poderiam beneficiar a todos os cidadãos.

 

Em Belo Horizonte a política está igual a letra daquele funk carioca: “Tá dominado, tá tudo dominado”.ngs e instit formam o.idual e nena eleiç. sos poltro anos de in

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