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Entenda a crise dos Estados Unidos

29/09/2008

 

Na última sexta feira, dia 26 de setembro, Heberth Xavier escreveu sobre o lado irônico da crise mundial, na coluna de economia do Portal Uai – Estado de Minas. Transcrevo parte da matéria, pois acredito que é uma forma totalmente coloquial para explicar a crise e a ironia que assola todos os mercados mundiais, afinal, as instituições norte-americanas que sempre deram palpites sobre a economia mundial hoje enfrentam dificuldades e ainda ameaçam levar todo o mundo para “o buraco”.

 

Conheça o lado irônico da crise financeira mundial

 

Vamos combinar o seguinte: esta crise financeira nos Estados Unidos já é uma grande ironia. Ela ocorre depois de um tempo de bonança e crescimento econômico contínuo do país mais rico do mundo. Os EUA, sempre metidos a dar palpite quando a crise não é com eles, agora são obrigados a rever uma série de conceitos: antes pregadores de um liberalismo quase semelhante ao do século 19, quando era proibido falar em intervenção estatal, têm de meter a mão no bolso para salvar tradicionais casas das finanças. Ou, como lembrou o próprio ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega: “Deixe-me mostrar a ironia dessa situação: países que eram referência de boa governabilidade, dos códigos e padrões para os sistemas financeiros, são os mesmos países que estão enfrentando sérios problemas de fragilidade financeira, colocando em risco a prosperidade da economia mundial”.

 

 

Piada na web

 

Já circula pela internet uma piada sobre a crise americana. É uma tentativa bem-humorada de explicar a turbulência para os leigos. É assim: “O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de MBA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia. Uns seis executivos de bancos mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, o Bar do seu Biu vai à falência e… toda a cadeia de espertos dança!”

 

Fonte: Heberth Xavier – Estado de Minas  

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