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Direto de Natal – Intercom 2008: relações públicas é para qualquer comunicador?

06/09/2008

 

Outro tema muito discutido nos eventos do Intercom e inclusive nos núcleos de pesquisa é a pluralidade de papel do comunicador. Apesar de reconhecer a importância do profissional de relações públicas dentro das organizações, muitos profissionais de outras áreas estão atuando com atividades para as quais não tem competência técnica para realizá-la.

 

Muitos profissionais, a maioria jornalistas, engrossam o coro de que não cabe a uma área específica a condição de gestora da comunicação. Para eles não importa qual a formação, o importante é que hoje os comunicadores adotem posturas pró-ativas em relação aos problemas da sociedade e no apoio a gestão das organizações.

 

Infelizmente não tive a felicidade de ver nenhum jornalista dizendo que assessoria de impressa é papel de RP e que a assinatura de matérias jornalísticas também deveria ser um papel de todo o comunicador.

 

Para mim fica claro que até mesmo a academia vem validando o pensamento de que profissionais de outras áreas que vem atuando em áreas prioritárias da profissão, como relações públicas comunitárias e no terceiro setor, assessoria de imprensa, relacionamento institucional, eventos, entre outras, possam fazê-lo de forma totalmente livre e sem nenhum debate mais aprofundado.

 

 

A mensagem que eles nos enviam é de que tudo isso é natural, que até mesmo a sociedade não define o RP como a atividade mais importante ligada diretamente ao interesse público. Como se não existisse uma legislação que deve ser respeitada.

 

Não sou a favor de atitudes que pretendam garantir reserva de mercado, ou radical quanto à atuação de profissionais com competência e experiência para atuar com relações públicas, mas então para quer manter uma legislação que não é respeitada nem pela academia.     

 

Transformemos jornalistas, publicitários e relações públicas em comunicadores e creditamos a eles a responsabilidade de se especializar em uma das áreas. Assim, estaremos dando a todas as áreas a condição de buscar o seu espaço de forma democrática, não condenando profissionais que hoje além de ter que demonstrar o valor do seu trabalho, tem que competir com profissionais vindos das redações.

 

Fica aqui o meu manifesto.

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