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Kroton mira no ensino superior para crescer em ritmo forte

23/07/2008

 

Em recente entrevista para a InfoMoney, um respeitado site de finanças e aplicações, a vice-presidente do Grupo Kroton, Alicia Figueiró, revelou que após o lançamento das ações do grupo na Bovespa  as expectativas para crescimento nos negócios está na expansão da atuação no ensino superior.

 

Confira as principais partes desta entrevista feita pela jornalista Camila da Rocha Mendes para a InfoMoney:

 

SÃO PAULO – Prestes a completar um ano entre as empresas listadas na Bovespa, no próximo dia 23, a Kroton Educacional (KROT11) está em franca expansão de seus negócios e ainda nem sequer gastou todo o montante captado com a abertura de capital.

O foco da empresa neste ano é aumentar sua oferta no ensino superior, o que já proporcionou um crescimento substancial tanto da receita bruta quanto do lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, que subiram 130,7% e 72,3%, respectivamente, na comparação anual.

A Kroton possui R$ 240 milhões em caixa que serão utilizados tanto para o desenvolvimento de tecnologia educacional, quanto para aquisições, em projeto detalhado por Alicia Figueiró, vice-presidente executiva e diretora de Relações com Investidores da companhia, em entrevista a InfoMoney.

InfoMoney – Gostaria que a senhora me esclarecesse os ramos de atuação da Kroton. Vocês têm uma editora?

Alicia Figueiró – A editora fornece material de ensino para a rede Pitágoras, de educação básica, que atende a 600 escolas e já está com planos de atender a escolas católicas e também públicas.

A rede Pitágoras provê um pacote de serviços – de gestão, treinamento e avaliação da escola em si e material didático. Pitágoras é o nome fantasia da editora que aparece no balanço da empresa.

Para a rede pública, projeto que devemos dar início no ano que vem, vamos criar outra marca. Vamos participar de licitações em municípios no ano que vem, mas já estamos com o projeto pronto.

 

No ensino superior, operamos com a marca Pitágoras para cursos de bacharelados e com a marca Ined para cursos tecnólogos. O primeiro produto atende à classe média e média baixa e o segundo à classe média baixa e baixa. No ensino superior temos escolas próprias, com todo o controle operacional.

IM- Quais são os planos de investimento para 2008? Algum segmento será privilegiado?

Figueiró – Nosso foco de crescimento é o ensino superior. Quando fizemos o IPO (Initial Public Offering) tínhamos oito faculdades, com 18 mil alunos, hoje temos 25 faculdades e aproximadamente 35 mil alunos.

Do IPO, ainda temos em torno de R$ 240 milhões, que serão destinados ao crescimento do ensino superior e ao desenvolvimento de tecnologias educacionais.

Nossa estratégia de crescimento é assim: fazemos pequenas aquisições, de faculdades que tenham no máximo três mil alunos, em cidades que estejam em franca expansão e desenvolvimento. A partir daí, solicitamos junto ao ministério da educação a aprovação de novos cursos e, assim, seguimos crescendo.

Então, não tem nenhuma aquisição que esteja totalmente maturada. Nossos investimentos são divididos, para o processo de maturação e para as aquisições.

IM- Por que o ensino superior é o foco?

Figueiró – Hoje, a educação básica tem um número de alunos estabilizados, são 53 milhões de alunos, sendo que 48 milhões estão na área pública e 5 milhões na privada. Já o ensino superior tem 4,7 milhões de alunos matriculados, 1,2 milhão na área pública e 3,5 milhões na área privada. Então o espaço de alunos que saem da educação básica para a superior é muito grande, uma massa sem ser atendida.

O grande mercado em crescimento em educação nos próximos anos é o ensino superior.

IM- Como está o caixa da empresa?

Figueiró – O caixa da empresa, para o nosso plano de crescimento hoje, tem os recursos necessários. Caso nos deparemos com alguma oportunidade de aquisição extra, vamos buscar capital no mercado financeiro.

 

Alicia Figueiró - Vice- Presidente da Kroton

Alícia Figueiró - Vice- Presidente da Kroton

 

IM – Quais as expectativas em relação às recentes aquisições de escolas superiores – No Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais?

Figueiró – O grande impacto na receita virá a partir do primeiro trimestre do ano que vem, pois vamos pedir para estas faculdades recém-compradas a aprovação de novos cursos, que são concedidas em cerca de oito meses, e então teremos uma aceleração de crescimento nessas unidades.

Mas até lá, já vamos ter um ganho de escala com estas aquisições.

IM- Quais foram os principais fatores que levaram a um aumento de 72% no lucro do primeiro trimestre, na base anual de comparação?

Figueiró – Principalmente, foi a expansão do ensino superior, pois na medida em que crescemos temos uma diluição de custos gerais e administrativos. As faculdades que adquirimos logo após o IPO estão em processo de maturação, mas já estão gerando resultados que vieram a se agregar no nosso lucro.

IM – Como foi possível aumentar a participação do ensino superior na receita da companhia? Isto ocorreu por reajustes de matrículas ou pela conquista de mais alunos?

 

Figueiró – Foi pela incorporação de novos alunos. Nesse ano, a composição da nossa receita já deve mudar, com 75% vindo do ensino superior. Nós crescemos também na educação básica, mas numa proporção menor.

IM – Em um ambiente competitivo, de que forma a Kroton pode reduzir os seus custos, já que uma melhora na qualidade do ensino pode implicar em mais gastos? Como resolver esta equação?

Figueiró – Nós temos uma estratégia de organização que só vale se tivermos os resultados acadêmicos. Temos uma metodologia de padronização do sistema educacional muito forte. Nosso material é aliado ao projeto didático e os professores são treinados. Ao mesmo tempo, esse padrão nos gera ganho de escala, o que melhora a rentabilidade e garante a qualidade de ensino.

IM- Os incentivos do governo, como o programa ProUni, beneficiam a Kroton?

Figueiró – O ProUni contribui com a isenção de PIS e Cofins sobre a receita, e do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro. Então o grande impacto destas medidas governamentais é que o maior crescimento da nossa receita, nos próximos anos, virá do ensino superior.

IM – Por oferecer desde o ensino básico, a Kroton tem como estratégia manter seus alunos até o ensino superior? Como isso é feito?

Figueiró – Temos uma estratégia de fidelização do aluno. Nas cidades de pequeno e médio porte ela é mais forte, pois nelas não existe faculdade federal, então há uma tendência de que o aluno que sai de uma de nossas escolas associadas à rede Pitágoras estude numa faculdade privada.

IM – Qual a sua avaliação sobre o desempenho acionário da Kroton, que acumula valorização no ano?

Figueiró – O que eu poderia dizer é que a companhia está entregando os resultados assumidos com o mercado. Então, o que a ação sofreu meses atrás foi o impacto do mercado financeiro, e por ser um papel de menor liquidez, ele sofre mais. Mas como a empresa está demonstrando bom desempenho, a ação reflete isso.

 

Fonte: InfoMoney 

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6 Comentários leave one →
  1. Jose Geraldo permalink
    16/12/2008 17:24

    Prezados Senhores.

    Sou aluno do curso de gestão financeira da faculdade INED unidade Pampulha.( Grupo Kroton )

    Venho por este mail, expressar todo o meu descontentamento e repúdio a decisão arbitrária e absurda do fechamento da unidade INED Pampulha.

    Como aluno me sinto extremamente lesado com esta decisão, nada profissional deste grupo, que não levou em consideração em momento nenhum o aluno e nem mesmo o corpo docente da instituição, e os motivos que os levaram a escolher a unidade Pampulha para sua graduação e trabalho.

    Em nossa faculdade temos um corpo discente formado em grande parte por pessoas intelectualmente capacitadas e que buscam sempre a melhora em suas vidas profissionais através de novas graduações e reciclagens, sendo desta fora conhecedoras de suas obrigações e principalmente de seus direitos, que estão sendo totalmente desrespeitados.

    O que esta havendo é uma grande quebra de contrato, unilateral,o que poderá ser resolvida por vias amigáveis ou judiciais.

    Também esta havendo uma quebra no processo da governança corporativa , por se tratar de uma empresa com ações na bolsa de valores, isso poderá gerar uma série de denuncias a CVM, além de orgãos como MEC, secretaria de Educação,Tribunal de relações de consumo, delegacia de Ordem econômica, PROCON e Ministério Público além da imprensa, que com certeza serão efetuadas.

    Solicito, cordialmente, que seja revista esta posição e que seja, no mínimo, negociado um prazo para que os alunos posam fazer a opção entre serem transferidos arbitrariamente para a unidade centro ou procurarem uma nova instituição educacional para terminar os seus cursos sem prejuízos de tempo.

    Atenciosamente.

    No Aguardo.

    Alunos Ined

    • Ricardo Campos permalink*
      17/12/2008 19:21

      Olá José,

      Lamentável o processo que você descreveu sobre o fechamento da Ined Pampulha. Realmente esta era uma preocupação de entidades de classe que defendem os interesses da área de educação, já que a aquisição de instituições de ensino por grandes grupos empresariais e a abertura de capital na bolsa poderia levar estes grupos a ter uma maior preocupação com o lucro do que com o ensino de qualidade.

      Este processo, na minha opinião, é extremamente desgastante para a imagem da Ined, principalmente num momento difícil para a educação superior que está inserida num mercado altamente concorrencial.

      Fiquei inclusive surpreso, afinal, como você leu nesta mensagem, a intenção é de investimento na ampliação e aquisição de novas unidades, sendo que você demonstrou que o discurso é diferente da prática.

      Acredito e espero sinceramente que eles possam rever a decisão ou no mínimo convocar os alunos para prestar esclarecimentos, para que o processo possa ser feito com transparência e anuência de todos.

      Indico também que este manifesto possa ser encaminhado para a instituição, para que eles possam estar cientes do descontentamento de todos os alunos.

      Um abraço e muito sucesso para você e para todos os alunos da Ined.

      Ricardo Campos

  2. Marcos Bruno permalink
    18/09/2009 13:20

    As arbitrariedades do Diretor da Faculdade Pitágoras – Unidade Divinópolis não param!!!!

    Alunos do Curso de Administração estão sendo expulsos do Campus – Fadom para o Centro da Cidade.

    A decisão arbitrária e inconseqüente do Gestor e Diretor, Sr. Cláudio Oliveira Nascimento, está causando grande insatisfação em mais de 90% dos alunos do Curso de Administração. Os alunos de acordo com ordem expressa e autoritária deverão se apresentar às novas dependências, antigo prédio da INED, que se localiza no Centro da cidade. Ocorre que todos os alunos, já inseridos e acostumados com a estrutura do Campus, onde por demais que haja mazelas e desorganização, ali, podem contar com a segurança de seus veículos, laboratórios, biblioteca, integração com os demais cursos, secretaria, Diretório Acadêmico, etc. O motivo para tal fato se dá justamente, no momento em que esta Instituição capitalista, trata o ensino como mercadoria. Mestres e Doutores com experiência de vinte anos de magistratura foram demitidos e novos Professores com salários a R$20,00 hora/aula, foram contratados. Não há qualidade de ensino e consequentemente respeito com os alunos. Uma vergonha!!!!

    • Ricardo Campos permalink*
      22/09/2009 18:10

      Olá Marcos,

      Uma pena saber que isso tem acontecido na Faculdade Pitágoras que vem crescendo e se tornando uma das grandes instituições de ensino superior do país. Espero que esta situação possa se resolver e que vocês, alunos, não sejam prejudicados.
      Um abraço,

      Ricardo Campos

  3. Antonio permalink
    08/05/2010 20:13

    Senhores,Bom dia !!!

    Será que devemos aceitar todas as novas imposições,feitas pela a direção da faculdade pitagoras unidade Betim, entendo assim por não terem sido discutidas previamente com os representantes dos alunos, sem manifestarmos nossa insatisfação, pois estão sendo alterados os horarios, a dinâmica do curso e a carga horária,sem falar em termos uma unica matéria por dia ,Compreendi as explicações dadas pelo coordenador do curso de que a nossa carga horária será a mesma, apesar de não entender como isso será possível, Mas o que mais nos prejudicará será termos uma única aula por dia e o horario de aula ser reduzindo em 40 minutos, o que afetará a nossa absorção de conhecimento, as faltas serão mais prejudiciais e os próprios professores terão dificuldades na preparação da aula. .
    Qual seria o motivo para essas mudanças?Encontrei algumas matérias sobre a faculdade ter sido vendida em ações, e nesse caso a empresa passa à visar o lucro dos acionistas, se esquecendos aulos que só buscam um diploma mas sim uma realização de vida.
    Sugiro que estimulemos as negociações e que possamos participar das mesmas, entendo até mesmo que os professores não concordam com as mudanças,mas são precionados à se omitirem, precisamos aproveitarmos o fato de não estudarmos de graça para reenvidicarmos aquilo que é justo e foi acertado em contrato.

    • Ricardo Campos permalink*
      09/05/2010 00:10

      É o que eu sempre digo, negócios na educação tem que ter como prioridade o aluno. Na educação superior particular é importante lembrar que alunos escolhem uma instituição por uma série de fatores, preço, qualidade do ensino, grande currícular, local do campus, enfim, uma série de itens que o ajudam no processo de escolha. A expectativa é que aqueles fatores sejam respeitados até o fim de sua graduação, mas nem sempre isso acontece.
      O problema maior é a falta de comunicação que as instituições tem com seus alunos, o que azeda a relação e gerando um descontentamento traduzido nas palavras do Antônio.
      Desejo sorte aos alunos da unidade Betim e sugiro que possam procurar a direção da escola e solicitar outras informações e negociar uma solução que seja boa para ambas as partes.

      Ricardo Campos

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