Skip to content

Abertura de capital e os impactos no mercado educacional

17/06/2008

 

É fato, o mercado educacional vem a cada dia profissionalizando sua gestão e buscando formas de manter o seu negócio saudável, com o equilíbrio de suas contas, com investimentos constantes e parcerias de valor.

 

Neste sentido, uma das situações que tem impactado a área de educação é a abertura de capital por parte de instituições de ensino. Na necessidade urgente de se capitalizar, as instituições estão abrindo mão da autonomia do gerenciamento do negócio e se curvando diante das exigências dos investidores e do mercado. A abertura de capital na bolsa de valores surge como uma tendência, principalmente para instituições medianas que buscam ter mais “bala na agulha” para desenvolver uma política agressiva de captação de novos alunos.  

 

Apesar do mercado está cada vez mais competitivo com a diminuição do número de matriculados, principalmente para os cursos superiores, grande parte da população brasileira ainda não possui um curso superior e grupos empresariais começam a enxergar neste mercado um excelente investimento e uma garantida fonte de receita.

 

Neste ínterim, grupos estrangeiros também já demonstram interesse em investir no mercado educacional, a fazer grandes aportes para aquisição de instituições já existentes e na construção de novas instituições.

 

Atento a entrada de grupos estrangeiros no controle de instituições de ensino, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee, lançou a campanha “Educação não é mercadoria” em que a frase “Comercializar alunos é crime” é completada pelo impacto causado pelo código de barras sobre o rosto de um aluno. Para a Contee a desnacionalização da educação é prejudicial à soberania do país pelo papel estratégico que exerce para o desenvolvimento. 

         

 Campanha Contee - Educação não é mercadoria

 

Apesar do movimento contrário, a educação já enfrenta um novo cenário com a entrada de grandes grupos na gestão das instituições. A competitividade tende a aumentar e os processos de captação tendem a ser mais agressivos, com a presença de novas estratégias de relacionamento e aproximação com o público alvo.

 

A esperança é que de a avidez por recursos não acabe fazendo com que a qualidade oferecida aos alunos venha a diminuir e que a resposta exigida por investidores não prejudique projetos estratégicos que são fontes primordiais para o crescimento do país.

 

Nesta nova dinâmica ficam algumas perguntas.

 

A academia vai aceitar as interferências do mercado?

 

A mesma academia vai aceitar mudar as dinâmicas internas, para os modernos conceitos das empresas de mercado? 

 

As empresas que não abrirem o capital conseguirão competir com as instituições que terão muito mais capital para investimentos em todas as áreas, inclusive em comunicação e ações de marketing?

 

Vale a reflexão.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: