10.05.09
Green Drinks em BH
A comunidade de Belo Horizonte já tem uma boa opção para discutir temas ligados a sustentabilidade, trata-se do evento originado pela ONG Green Drinks e que na capital mineira é organizado pelo Grupo Anima, mantenedora dos Centros Universitários UniBH e Una. O evento é um Happy Hour onde uma vez por mês, bares em mais de 30 países no mundo recebem especialistas sobre temas “sustentáveis” para um bate-papo informal e agradável, onde você ouve, fala e aprende com todos.
O próximo encontro acontece nesta terça, 6, com apresentação do professor Rafael Tello, que conduzirá as discussões sobre construções sustentáveis!
Anote na sua agenda:
Quando: Terça- Feira, 6 de outubro de 2009.
Horário: 19:30
Onde: Reciclo 2
Rua da Bahia n° 2164, Praça da Liberdade, Belo Horizonte.
Quem: Todos aqueles que acreditam e que se interessam pela temática que envolve a sustentabilidade (Empresas, Universidades, ONGS, Empreendedores Sociais, Associações, etc.)
Regras do jogo: Convidar amigos que tenham interesse pelo assunto!
Mais informações: Entre em contato com Poliana Abreu pelo telefone: (31) 3290.8823 ou pelo e-mail: poliana.abreu@animaeducacao.com.br
Você pode ainda participar do movimento por meio do Blog ou da comunidade no Ning.
09.22.09
Crise favoreceu o meio ambiente
O jornal britânico Financial Times antecipou nesta segunda, 21, algumas conclusões do relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que só deve ser publicado em novembro. O relatório concluiu que se a crise foi prejudicial para o empresariado e também para a maioria das nações, o planeta ao contrário agradece. No período houve redução significativa nas emissões de CO2, fruto da diminuição da atividade produtiva e do consumo de energia. A redução das emissões foram superiores a crise econômica de 1981, conhecida como a crise da Opep (petróleo).
Segundo o economista-chefe da AIE, Fatih Birol as reduções foram surpreendentes, e ajudaria bastante se o fenômeno se repetisse, minimizando as conseqüências do aquecimento global.
A notícia é um avanço para as discussões sobre o aquecimento global e um aperitivo do que será discutido no encontro da cúpula internacional em Copenhage, evento que reunirá 190 países para estabelecer um novo pacto global que busca diminuir a emissão de carbono no mundo.
Animação sobre o aquecimento global: vale a reflexão
Mas é notório que as discussões não serão fáceis, pois as grandes nações se negam a abrir mão do desenvolvimento e de atender a solicitação das nações emergentes que sugerem uma contribuição de até 1% do PIB destes países para financiar temas ligados ao clima. É lamentável que após anos de crescimento desenfreado e de acabar com todos os seus recursos naturais os países desenvolvidos não queiram negociar e abrir mão dos intensos ganhos que já perduram a diversos anos.
A crise econômica foi contornada com sabedoria por muitas nações, falta agora aplicar a mesma inteligência para a questão climática, que não é mais emergente, é urgente.
09.16.09
Sustentabilidade empresarial: ponto forte são os colaboradores
A sustentabilidade está aí, é a palavra da moda, está nas rodas de bate papo, virou tema de debates, de trabalhos acadêmicos e TCCs. Fico feliz de que a temática tenha despertado principalmente a academia e que a cada dia novos trabalhos são elaborados nesta direção. Não é a toa que os meus posts que recebem mais comentários são justamente os que discorrem sobre a sustentabilidade, normalmente questionamentos de estudantes as voltas com seus Trabalhos de Conclusão de Curso.
Mais do que estar na moda, é importante observar que a sustentabilidade vem se tornando um modelo de gestão, fazendo com que a atitude de toda uma empresa seja repensada em prol das novas exigências.
E para que a uma empresa possa cumprir seu papel sócio-ambiental e ainda gerar riquezas ela tem que contar com um elo fundamental para seu sucesso: os colaboradores.
É notório que para readequar seus negócios para um modelo sustentável as empresas investem boas somas de dinheiro, mas que de nada adiantará se os próprios colaboradores não internalizarem a nova proposta. A co-responsabilidade para projetos ligados a sustentabilidade se torna a chave para o sucesso de sua implantação e perenidade. Afinal os colaboradores estão na linha de frente, em contato permanente com nossos clientes, fornecedores e demais públicos de interesse, estabelecendo conceitos e formando opinião. São eles que vão externalizar o novo momento vivido pela organização e alinhar com as expectativas dos demais públicos.
Para nós que estamos ligados as áreas de comunicação e gestão podemos dar uma importante contribuição, com campanhas de mobilização, materiais explicativos, ações internas como esquetes e outras intervenções teatrais, ampla divulgação digital, competições internas que privilegiem as reflexões em torno da proposta, etc. As possibilidades em comunicação são extensas, dependendo da verba, é claro.
Mas o mais importante é lembrar sempre que o público interno não pode ficar de fora da implantação de projetos de sustentabilidade. Este é um grande erro de estratégia.
06.12.09
Comunicadores e profissionais de marketing debateram comunicação consciente
Quem trabalha com publicidade, propaganda e marketing está acostumado a criar e trabalhar os desejos de consumo. Mas o que acontece quando o “ter” começa a ser questionado por esses profissionais? E quando a necessidade de valorização do “ser”ocupa a cabeça criativa dessas pessoas? Com essa provocação aconteceu em São Paulo o Unomarketing – Comunicação Consciente, um evento que teve como objetivo debater a sustentabilidade e o compromisso social das organizações ligadas à mídia.
Vejo que o evento foi uma provocação aos profissionais que atuam na área de comunicação e marketing sobre a responsabilidade que cada um tem não apenas com a sua empresa e na geração de valor, mas principalmente com a sociedade e com o planeta. A criação de produtos e serviços deve respeitar a necessidade urgente da atuação sócio-ambiental, permeando desde o conceito até os processos de produção e de comercialização. Não tem como as empresas continuarem indiferentes no atual cenário mundial.
E a mídia tem um papel importante no fomento desta discussão e no apoio a educação da sociedade, dando também o exemplo, atuando de forma consciente e sustentável na produção de seus produtos e serviços.
A Revista Digital Envolverde cobriu o evento, além de matérias do site foi possível acompanhar os debates pelo blog do evento.
“Criar com responsabilidade. Estar atento no impacto da mensagem dentro de uma cadeia de valor e produção. Essa é uma preocupação crescente para os profissionais da mídia, que entendem sua co-responsabilidade na construção de um mundo mais sustentável.” Essa é a mensagem que fica para os profissionais de comunicação e marketing que participaram do Unomarketing e que com certeza estão mais conscientes da sua responsabilidade.
Com informações da Revista Envolverde / Mercado Ético
04.03.09
Sustentabilidade: tema desperta a área de eventos para sua importância
Por estar constantemente publicando posts sobre a sustentabilidade venho recebendo muitos pedidos de orientação e dicas, na maioria solicitações de universitários que vão trabalhar o tema em seus TCCs. O interessante é que surgem universitários de várias áreas, inclusive de Design de Interiores, demonstrando que a sustentabilidade é um tema que já desperta todas as áreas para sua importância.
Um exemplo desta realidade foi revelado pela matéria de Pollyanna Melo para o site Administradores.com, ao discorrer sobre a estratégia da agência Plano 1 de incluir conceitos de sustentabilidade na produção de ações promocionais e eventos empresariais como diferencial. A agência acredita que medidas simples e práticas podem ser incorporadas por todas as agências para reduzir o impacto ambiental das ações promocionais e eventos.
“Cada dia mais percebemos a tendência do desenvolvimento de ações promocionais e eventos sustentáveis, mas muitas pessoas imaginam que, para tornar uma ação sustentável, basta neutralizar o carbono das emissões. Na verdade, o conceito de sustentabilidade é bem mais amplo e deve contemplar não apenas a preocupação com a natureza, mas também uma responsabilidade social”, afirma Maurício de Almeida Prado, sócio e diretor de planejamento da agência.
De acordo com a Plano1, para tornar um evento ou ação sustentável, as cinco principais etapas são:
Substituição de materiais
Ao invés de utilizar cenografias em madeira, bastante comuns para ambientação de ações promocionais e eventos, a dica é substituir por estruturas modulares reaproveitáveis. Outra opção é a substituição destas estruturas por tecidos ou apenas por efeitos de iluminação e projeção.
Neutralização de carbono
Em parceria com consultoria especializada, é possível neutralizar do carbono emitido durante o evento ou ação. A empresa calcula a quantidade de poluentes lançados e compensa a emissão por meio do plantio de árvores, em número equivalente ao necessário para neutralizar o que foi gerado.
Brindes verdes
Outra iniciativa é a distribuição de itens ecológicos nas ações que requerem brindes. Na confecção destes materiais, a madeira de reflorestamento pode ser preferida ao invés do plástico, o que reduz o impacto ao meio ambiente. “Parcerias com ONGs também podem garantir “brindes verdes”, ao mesmo tempo em que auxiliam no desenvolvimento de comunidades carentes”, acrescenta Almeida Prado.
Reciclagem
As agências podem firmar parcerias com empresas especializadas em descarte e reciclagem do material utilizado em eventos e ações promocionais. “O objetivo deste projeto é contribuir com toda a cadeia beneficiada nesta prática, tanto as cooperativas, quanto os catadores que fazem a coleta e a seleção”, afirma o diretor.
Campanhas educativas
A agência também orienta seus clientes ao desenvolvimento de material de comunicação que informe a preocupação da empresa com a preservação ambiental. “Esta é uma maneira de associar a marca a atitudes positivas e corretas, ao mesmo tempo em que ajuda a conscientizar o público-alvo da importância de se ter uma consciência ambiental”, completa.
Fonte: Administradores.com
03.28.09
Cadê a sustentabilidade que estava aqui?
É provável que nos últimos tempos uma das palavras mais pronunciadas no meio empresarial e adjacências tenha sido sustentabilidade. Pronunciada em vão, talvez vacilante, sem muita convicção e conhecimento de toda a gama de significados que essa causa carrega. Acima de tudo, minha percepção é que, ao se falar deste fascinante tema, sempre faltou algo fundamental quando se fala de comunicação: alma.
Partir da perfeita compreensão e significação simbólica e concreta, antes de aplicá-la em discursos e peças de comunicação, é um primeiro passo essencial. Engajar-se na causa da sustentabilidade exige que se trabalhe obrigatoriamente a interdependência entre três amplos conceitos – social, ambiental e econômico. Quanto mais presentes e equilibrados entre si, mais acertado é o caminho escolhido pela organização praticante. Mas podem existir casos em que a mão pese mais em um ou dois destes conceitos.
Não há uma regra rígida, mas sim uma atitude inegociável: olhar para o mundo na perspectiva destas três vertentes, aguçando a consciência, a atenção e o cuidado em se considerar o indivíduo em todos os seus papéis e a sociedade em todas as suas necessidades e aspirações, futuras e atuais. Sob este prisma, investir em ações de empreendedorismo, inclusão social, distribuição de renda, uso consciente dos recursos naturais e orientação financeira surgem como decorrências naturais de uma crença, uma causa maior.
No entanto, ainda existe uma dose considerável de ceticismo no mercado; algumas empresas e executivos não acreditam ser possível ter um bom retorno financeiro e fazer negócios respeitando as pessoas e o meio ambiente. O que podemos é mostrar argumentos que provam o contrário. O mercado financeiro comporta bons exemplos de que cada vez mais investidores individuais e institucionais direcionam seus recursos para empresas que desenvolvem ações com foco na sustentabilidade, pois sabem que essas empresas têm um futuro mais promissor. Aliás, um bom argumento é uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria A.T. Kearney sobre a performance de empresas sustentáveis no mercado financeiro.
Após analisar 99 empresas, a consultoria concluiu que, durante a atual crise econômica, as companhias que têm um comprometimento real com a sustentabilidade apresentaram uma melhor performance no mercado financeiro quando comparadas aos seus pares. Em 16 das 18 indústrias pesquisadas, as companhias reconhecidas pelo foco em sustentabilidade tiveram uma performance 10% melhor do que seus pares; em seis meses, a diferença de performance foi de 15%, o que corresponde a uma média de US$ 650 milhões de capitalização por empresa.
No Banco Real, integrante do Grupo Santander Brasil, a sustentabilidade passou a ser adotada em 2001 e assumida no modelo mental dos nossos executivos, o que inspirou e estruturou nosso jeito de fazer negócios, nossa visão da sociedade que queremos ajudar a construir, nos valores que praticamos todos os dias. Para que não corrêssemos o risco de cair no discurso vazio, no uso apelativo de uma visão que agrega tanto valor ao nosso trabalho, desde então mantemos programas internos em processos contínuos sobre práticas sustentáveis e formação de líderes para a sustentabilidade. A partir do envolvimento de nossas lideranças e desses programas de disseminação e fóruns de discussão, instalou-se um ambiente interno propício e estimulante para o engajamento de nossos funcionários e também de nossos fornecedores.
No Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, todo o processo de comunicação acontece de dentro para fora. Acreditamos que uma imagem forte só se sustenta apoiada em uma identidade e uma prática diária correspondente e coerente. Assim ampliamos, gradativamente, o raio de ação da comunicação, externalizando nossa visão de negócios que pode ser sintetizada em: um novo Banco para uma nova sociedade. Queremos ser o melhor Banco para nossos funcionários trabalharem, o melhor Banco em retorno aos acionistas e o melhor Banco em satisfação de clientes. E é com base nesse nosso jeito de ser e de fazer que estamos vivenciando nossa nova essência, diariamente, provocando reflexões, acolhendo a diversidade de idéias, e valorizando o diálogo com nossos funcionários, fornecedores, clientes e com a sociedade como um todo.
Por isso, nos sentimos confiantes ao dizer que queremos ser agentes, como organização e como indivíduos, dessa evolução de nossa sociedade, cada vez mais bem informada e consciente, buscando a integração do humano e do ambiental com o econômico em todas as suas realizações. E o caminho é tão simples e tão complexo quanto essa reflexão. É preciso estar determinado, aberto ao diálogo, principalmente para ouvir, ter serenidade para encarar os dilemas, saber superar algumas inevitáveis tentativas frustradas. Ao mesmo tempo é preciso saber atrair adeptos à causa, gente com este novo olhar, gente capaz de entender que o projeto é coletivo, tem movimento, carece de interdependência entre tudo e todos e é muito baseado na confiança. E, claro, como tudo, acontece por meio da comunicação.
Como podemos ver, essa é a hora de olhar para frente e focar nas oportunidades que surgem quando há o objetivo de construção conjunta. Hoje eu posso afirmar que no Grupo Santander Brasil não saberíamos tomar decisões sem considerar todos os aspectos que envolvem este novo olhar sobre o mundo, do presente e do futuro, e sobre os processos de geração de valor em nossa sociedade.
Análise:
A matéria acima é um artigo/depoimento de Fernando Martins, Diretor Executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Grupo Santander Brasil, publicado originalmente no Portal Mundo do Marketing.
Analisando a matéria é possível identificar porque o Banco Real, agora do Grupo Santander, é notoriamente reconhecido como um agente em prol da sustentabilidade, com enfoque especial para o pilar ambiental. Um case muito interessante sobre como a sustentabilidade pode ser um modelo de gestão, utilizado para gerar valor para a marca e também para a sociedade.
Não podemos deixar de analisar o artigo por um prisma mais crítico, como ferramenta de divulgação institucional e embarcar no idealismo do autor que quer demonstrar uma total perfeição que não existe. Um exemplo são as altas taxas de juros que são cobradas pelos bancos, inclusive pelo Santander e Real. Apesar disso, o texto é com certeza uma boa referência de leitura.
02.20.09
Valor da marca: a difícil missão do Santander
Muitos acharam que não aconteceria, mas a troca de marca das agências do Banco Real pela do Santander já tem data para acontecer: a partir de 2010 o processo terá início.
Pode parecer simples, mas a operação de aquisição de uma marca e conseqüente absorção pela marca compradora é um processo extremamente complexo, principalmente de uma marca forte como a do Banco Real que é a quarta maior instituição do país no setor. Por causa desta força de marca é que ABN Amro Bank resolveu integrar as marcas na aquisição ocorrida em 1998.
Outro problema é a questão cultural entre as duas marcas, algumas chegam a ser antagônicas. O Portal Exame destacou algumas destas diferenças: enquanto o Santander é mais identificado com uma postura de agressividade comercial e centralização, o Real há anos levanta a bandeira da sustentabilidade e sempre foi acompanhado a distância pela antiga matriz holandesa. “As diferenças culturais fazem desta uma das integrações mais complexas entre empresas no país hoje”, diz Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional.
Responsável por comandar a complexa transferência entre os dois bancos, o espanhol Marcial Portela, que é formado em ciências políticas e sociologia, nesse caso preferiu deixar de lado o estilo de integração “terra arrasada” habitualmente empregado pelo Santander (como aconteceu, por exemplo, no caso do Banespa, a primeira grande aquisição do banco, realizada em 2000). A manutenção de Fabio Barbosa, presidente do Real, à frente do novo banco é uma prova dessa postura. A razão para essa exceção, porém, não tem nada de filosófica. Uma pesquisa feita em 2008 pela consultoria americana CVA Solutions com 4 200 correntistas das dez maiores instituições de varejo públicas e privadas brasileiras colocou o Real na primeira posição – enquanto o Santander estava na sétima. O estudo mediu a opinião dos entrevistados em relação aos produtos oferecidos pelos bancos, os serviços prestados e os preços cobrados. “Na pesquisa, o Santander está abaixo do Real, sobretudo na imagem da marca e na avaliação do atendimento ao cliente”, diz Sandro Cimatti, sócio da CVA. Para Portela, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio entre a cultura do Real e a do Santander. “Essa vai ser a arte”, diz. Ele se refere sobretudo à incorporação de algumas áreas tradicionais do Real, como a de sustentabilidade, dentro da estrutura do Santander.
O diretor de marketing e ex-diretor executivo de estratégia de marca do Banco Real, Sr. Fernando Martins, coaduna de que será possível transferir os atributos da marca do Real para o Santander. Para ele esta é a primeira vez que uma empresa comprada está levando a sua cultura para a empresa compradora. Ele completa avaliando que não é a morte de uma marca, mas de um nome. Haverá a transferência de valores, práticas e do jeito de fazer negócio para o Santander. Não é uma ruptura. É uma evolução, uma integração.
Apesar do otimismo dos responsáveis pela transição, é notório o tamanho do desafio e dos riscos envolvidos na operação.
Com informações do Portal Exame e Mundo do Marketing
01.26.09
Sustentabilidade: modismo ou uma necessidade?
O tema sustentabilidade não e novidade para todos os profissionais de comunicação e principalmente de gestão, mas trago o tema novamente para debate, pois é comum ainda ouvirmos por parte de pessoas esclarecidas e que estão na linha de frente de empresas a dúvida de que exista a necessidade urgente de uma nova mentalidade empresarial na produção e comercialização de produtos e serviços.
Para reflexão posto um vídeo que já se tornou um clássico do Youtube, uma referência, onde os autores botam o dedo na ferida e demonstram como o consumismo tem feito o mundo esquecer de valores importantes, interferindo de forma rápida e intensa nas perspectivas de sobrevivência do planeta.
Um vídeo interessante que nos leva a reflexão. Confira:
12.18.08
Varejo sustentável: empresas fazem projetos engajados na causa verde – Parte 02
Com a crescente preocupação dos consumidores com o meio ambiente, alternativas sustentáveis podem ganhar destaque num futuro próximo também pela economia de verba, como é o caso da Masterplastic, empresa que trouxe da Europa carrinhos de compra feitos à base de plástico reciclável e nylon. Diferente dos tradicionais fabricados com ferro, o produto da Masterplastic não sofre oxidação, é de fácil manutenção e os danos podem ser reparados com maior rapidez.
Atualmente o carrinho da Masterplastic pode ser encontrado em redes de varejo do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. “Este trabalho requer mudança de conceito e isto é um processo delicado. Estamos introduzindo aos poucos no mercado brasileiro”, diz Venceslau Salmeron, Diretor Comercial da empresa em entrevista ao Mundo do Marketing.
De acordo com Salmeron, o plástico que serve de matéria prima para o carrinho é completamente reciclável e o varejista pode obter desconto ao entregar o produto danificado em troca de um novo. Além do carrinho de compra começar a adquirir características verdes, as sacolas de plástico estão perdendo espaço no varejo. Desenvolvida pela Realcenter, as eco-bags – que poderão substituir as atuais de plástico – são fabricadas com garrafas PET recicladas.
As eco-bags estão em circulação no varejo da região Sul do Brasil após a empresa oferecer a sacola aos participantes de uma feira de negócios. “O produto ganhou visibilidade internacional porque oferecemos aos participantes de forma promocional em um evento para indústrias. Porém, não temos planos de expandir para o exterior ainda”, avalia Marcos Izidoro, Coordenador de Marketing da Realcenter.
Papel e notas digitais
Referência em consumo, o McDonald’s também aderiu à sustentabilidade e inaugura ainda este ano um restaurante sustentável em São Paulo. O estabelecimento seguirá projetos de uso racional de água, energia elétrica e matéria-prima. A redução de aproximadamente 14% do consumo de energia e de 50% no de água potável do restaurante resulta na melhor das ofertas oferecidas pela rede no quesito sustentabilidade.
De olho no projeto de lei do Governo que obriga empresas a adotarem a nota fiscal eletrônica até o fim de 2010, a NeoGrid já desenvolve este serviço para empresas do Brasil. Por enquanto, a nota fiscal eletrônica está sendo usada em transações B2B. “Normalmente o custo de emissão por nota fiscal de papel é em torno de R$ 4,00. A nota eletrônica custa menos de R$ 1,00. Dependendo da empresa, a economia total pode ser de mais de 50%. Uma empresa que emite notas com três ou quatro vias poderá concentrar todas elas em apenas uma folha gerando uma redução de 80 a 90% na emissão de papel”, explica o Diretor-executivo da NeoGrid, Wellington Machado.
Mudando conceitos e opiniões
Com tantas estratégias e posicionamentos favoráveis à preservação do meio ambiente, é possível crer que os consumidores poderão mudar de opinião quanto ao comprometimento das empresas com a causa verde. Porém, Solitaire Townsend, co-fundadora da Futerra, agência internacional de comunicação focada em sustentabilidade, afirma que esta conscientização levará mais tempo do que se imagina.
“Os consumidores sempre terão uma expectativa maior em relação ao comportamento das empresas do que elas realmente podem atingir. Nenhum de nós está fazendo o suficiente pelo meio ambiente, se levarmos em conta os desafios que precisamos enfrentar”, afirma a executiva inglesa ao Mundo do Marketing durante a palestra “Acertos e Desacertos do Marketing e da Propaganda Verde”, promovida pela ESPM no Rio de Janeiro.
Apesar da demora para que as pessoas acreditem no posicionamento sustentável de companhias no Brasil, é preciso que as empresas envolvidas com a causa se comuniquem com o consumidor sobre impactos materiais causados por ela no meio ambiente e comece a fazer algo para reduzir os efeitos. “O que as empresas não podem fazer é maquiar o problema com outras ações sustentáveis que não resolverão o problema causado”, completa Solitaire.
Fonte: Thiago Terra para Mundo do Marketing






