10.05.09
Green Drinks em BH
A comunidade de Belo Horizonte já tem uma boa opção para discutir temas ligados a sustentabilidade, trata-se do evento originado pela ONG Green Drinks e que na capital mineira é organizado pelo Grupo Anima, mantenedora dos Centros Universitários UniBH e Una. O evento é um Happy Hour onde uma vez por mês, bares em mais de 30 países no mundo recebem especialistas sobre temas “sustentáveis” para um bate-papo informal e agradável, onde você ouve, fala e aprende com todos.
O próximo encontro acontece nesta terça, 6, com apresentação do professor Rafael Tello, que conduzirá as discussões sobre construções sustentáveis!
Anote na sua agenda:
Quando: Terça- Feira, 6 de outubro de 2009.
Horário: 19:30
Onde: Reciclo 2
Rua da Bahia n° 2164, Praça da Liberdade, Belo Horizonte.
Quem: Todos aqueles que acreditam e que se interessam pela temática que envolve a sustentabilidade (Empresas, Universidades, ONGS, Empreendedores Sociais, Associações, etc.)
Regras do jogo: Convidar amigos que tenham interesse pelo assunto!
Mais informações: Entre em contato com Poliana Abreu pelo telefone: (31) 3290.8823 ou pelo e-mail: poliana.abreu@animaeducacao.com.br
Você pode ainda participar do movimento por meio do Blog ou da comunidade no Ning.
09.02.09
Mercado Educacional: comunicação mercadológica ou institucional
Alguns mercados têm características peculiares, fatores próprios que podem aumentar ainda mais a tensão sobre a equipe de comunicação e marketing. Assim é o mercado educacional que tem no vestibular o grande ápice da sua comunicação mercadológica.
O desafio enfrentado pelos profissionais que atuam nesta área reside no fato de que a complexidade aumenta quando levamos em consideração que o vestibular acontece semestralmente, ou seja, a captação de novos alunos tem dia e hora para acabar, não dando chances, na maioria das vezes, que possíveis erros da campanha possam passar por estratégias corretivas.
A maioria das instituições inicia suas inscrições um mês antes da prova, mas muita das vezes a campanha só vai para a rua na metade do prazo, dificultando a formação de conceitos e conseqüente impacto no número de inscrições. O perigo é que as instituições optam por se comunicar com a sociedade sazonalmente, somente na época do vestibular.
Sabemos que a escolha de uma instituição por parte de um determinado aluno vem de fatores clássicos, como localização, infra-estrutura, valor da mensalidade, imagem percebida, atividades extracurriculares, inserção no mercado de trabalho, etc. E também de fatores psicológicos complexos, como os valores globais da instituição que se apresentam dentro de uma perspectiva de vida e de futuro para o aluno, relacionamentos sociais, status, etc. Daí levarmos em consideração de que o processo de decisão sobre a instituição que se pretende estudar parte muito antes deste contato com a comunicação mercadológica.
Surge então a importância da comunicação institucional, realizada das mais diferentes formas, seja no patrocínio de eventos de alto impacto entre os jovens, na comunicação de massa destacando aspectos positivos de sua atuação na sociedade, no relacionamento aberto com a sociedade, gerando parcerias de valor e garantindo uma ampla divulgação espontânea. Enfim, é possível trilhar caminhos que permitam a instituição estar em constante destaque, principalmente nas áreas de ensino em que atua, possibilitando indicações e referências que a comunicação mercadológica não consegue proporcionar.
A resposta para a pergunta do título deste post então é lógica, o investimento tem que ser feito contemplando as duas frentes, iniciando uma campanha institucional antes do período do vestibular e na sequência alinhar a campanha mercadológica, garantindo presença e a lembrança na cabeça dos potenciais prospects.
08.06.09
Apollo se rende a Di Gênio
Segundo notícias do Blog do Prof. Alberto Claro o fundo de investimentos Apollo fez novas investidas junto ao Grupo Objetivo, de João Carlos Di Gênio. O fundo que em 2008 fez uma oferta pelas ações do grupo, desta vez apresentou um modelo de controle e gestão compartilhados, modelo que teria agradado Di Gênio.
A nova proposta demonstra que o fundo de investimentos aprendeu a lição e fez uma proposta que torna favorável o negócio com um dos maiores grupos educacionais do país.
É o mercado educacional se mostrando aquecido novamente. Confira a matéria no Blog do Prof. Alberto Claro.
07.30.09
Ensino superior e as mídias sociais: relacionamento e transparência
Não é de hoje que as instituições de ensino superior estão ligadas nas inovações tecnológicas e na evolução de soluções específicas para a área, que possa manter a atenção do aluno e ajudá-lo no seu aprendizado. Assim temos laboratórios cada vez mais informatizados e equipados, a utilização de data-show para tornar as aulas mais atrativas e mais dinâmicas, além de gerar oportunidades para utilização de recursos multimídias, etc.
A comunicação entre as instituições e seus stakeholders também segue pelo mesmo caminho e a tecnologia surge como um elo entre a comunicação ativa e o relacionamento entre as partes. Assim, hoje é quase impossível achar uma instituição de ensino superior que não esteja antenada nas novas mídias sociais, monitorando sua imagem na web e mesmo participando ativamente das oportunidades que surgem com a utilização de canais como o Twitter, Youtube, Orkut, Flickr e os blogs corporativos.
Na busca pela comunicação transparente e na ativação do relacionamento com pais, alunos, fornecedores, parceiros e sociedade em geral, é possível perceber que as instituições estão criando canais institucionalizados onde esta comunicação ocorre sem barreiras e também sem controle.
Este aliás é um ponto de atenção que toda instituição deve ter quando institucionaliza um canal na web, afinal não basta apenas ter o canal e não fazer um acompanhamento diário sobre os comentários, número de visitações, fazer atualizações periódicas e monitorar o recall da marca.
Deve estar preparada também para enfrentar objeções, críticas e até protestos, já que na rede todos tem a liberdade de escrever sobre a sua experiência e divulgá-las para todo mundo, sendo muito mais difícil para as empresas gerenciar impactos negativos e até mesmo o início de uma crise. É notório que na rede bloquear comentários que não falam bem da empresa é um tiro no pé, todos logo ficarão sabendo por outros canais que a empresa só autoriza mensagens que falem bem da mesma e aí o “tiro sai pela culatra”.
Portanto inserir-se nas redes sociais não é uma tarefa simples para as instituições, pois traz uma série de desafios, mas também diversas oportunidades para que a comunicação flua com o dinamismo que só a rede proporciona.
07.29.09
Mercado educacional aquecido novamente
Depois de um período fraco de negociações o mercado educacional teve no final deste semestre resultados positivos com negociações que envolveram o grupo Kroton e o SEB.
A rede mineira Kroton Educacional – uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil, proprietária da rede de ensino Pitágoras, recebeu um aporte de 280 milhões de reais da Advent International, empresa global de private equity. Com a operação, o fundo Advent se tornará sócio da PAP (Pitágoras Administração e Participações) com 50% das ações da holding, passando a deter indiretamente cerca de 28% do capital total da Kroton.
Outra que realizou operações e ajudou o mercado a ficar aquecido foi o SEB – Sistema Educacional Brasileiro que adquiriu por R$ 41 milhões o colégio e o sistema de ensino Pueri Domus, uma das instituições mais conhecidas de São Paulo. Desse total, R$ 32,8 milhões referem-se à aquisição propriamente dita e o restante é a dívida assumida pela SEB.
O Pueri Domus possui seis unidades, com 3,5 mil alunos matriculados. A SEB comprou as quatro maiores escolas, com 3,1 mil estudantes. As outras duas continuarão nas mãos da família Zocchio. Além do colégio, a negociação envolveu o sistema de ensino Pueri Domus, que hoje atende a 45 mil alunos de 125 escolas privadas e seis municipais.
O Pueri Domus é a quarta aquisição da SEB somente neste ano e a 11ª desde a abertura de capital, em outubro de 2007. No total, a SEB já investiu mais de R$ 190 milhões em aquisições. O dinheiro para compra do Pueri Domus é proveniente de recursos próprios da SEB, que ainda tem outros R$ 100 milhões para novos investimentos.
Com tanta bala na agulha fica difícil para as instituições resistirem a tentação de venderem suas unidades e sua marca, mas analistas acreditam que somente fazendo parte de um grande grupo estas instituições conseguiram se manter no concorrido mercado educacional.
Com informações da CM Consultoria e Valor Econômico
02.28.09
Contee generaliza e acusa o setor privado
A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ensino representa os sindicatos dos professores e técnico-administrativos da educação privada de todo o País, do ensino infantil ao superior. Ao todo são 68 sindicatos e 6 federações filiados, envolvendo mais de 500 mil trabalhadores da educação.
Com a bandeira “educação não é mercadoria” a entidade vem ao longo dos últimos anos lutando pela regulamentação da educação privada como bem público e concessão do Estado. Pode-se dizer que esta luta é extremamente louvável, mas não podemos esquecer que o setor privado contribuiu e muito para o desenvolvimento do país e para a formação de qualidade de milhares de pessoas.
Não é possível colocar dentro do mesmo bojo, instituições sem compromisso com a educação, com cursos de baixa qualidade e instituições que realmente dão sua contribuição para uma formação plena e cidadã e para o crescimento e desenvolvimento do Brasil.
A Contee em suas reportagens sempre carrega no discurso e faz esta generalização, como ao comentar a matéria do Jornal Estado de São Paulo que discorria sobre uma pesquisa encomendada pelo Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo (SEMESP) e que aponta redução das matrículas no Ensino Superior privado na região. A pesquisa do SEMESP teria sido respondida por 266 instituições, apenas 69,5% do total de São Paulo. Delas, 41,5% dizem que terão um volume menor de novos alunos (ingressantes) neste ano em relação à 2008 e 26,8% afirmaram que terão mais ingressos em 2009.
Segundo a entidade, a má qualidade dos cursos, as administrações temerosas, a própria expansão do setor público de educação superior não são consideradas pelas instituições que demonstram oportunismo e total falta de compromisso com a educação. Para eles as instituições privadas aproveitam a crise econômica para “beliscar” mais alguns milhões de reais dos cofres públicos para fortalecimento do setor privado o que poderia ser evitado com a redução das respectivas margens de lucro das instituições.
É preciso cautela ao analisar o mercado de educação superior e o aumento da ociosidade nas universidades, pois cada caso pode ter suas particularidades. O mais correto seria uma intervenção do Ministério da Educação (MEC) barrando a farra das novas faculdades que surgem sem nenhuma infra-estrutura, com projetos pedagógicos fracos, que conseguem autorização estadual de funcionamento e ainda tiram alunos das boas faculdades e universidades particulares que tem realmente um compromisso com a educação.
Com informações do site da Contee
02.20.09
Greve termina e negócio Fundac/Anima fica próximo da conclusão
Depois de terem a maioria de suas reivindicações atendidas pelo Grupo Anima e pela Fundac-BH, os professores do Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni-BH decidiram encerrar a greve que foi iniciada na última segunda-feira, 16, para o alívio dos mais de 15 mil alunos da instituição. A decisão foi tomada em assembléia realizada nesta quinta-feira,19, na Faculdade de Direito da UFMG.
A negociação aprovada prevê a quitação imediata do 13º salário, das férias e um terço constitucional até 13 de março, a garantia de emprego até junho deste ano, a manutenção das bolsas de estudo e a ampliação de mais 200 bolsas para alunos carentes, o pagamento dos dias parados durante a greve, entre outras garantias.
Com o fim da greve e a volta as aulas, a Anima e a Fundac poderiam em tese se preocupar exclusivamente com a troca da mantença e conseqüente conclusão do negócio. Mas a situação de troca de mantença do Uni-BH ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira.
Pimenta na negociação
Para apimentar ainda mais a troca de mantença envolvendo o Uni-BH, o Grupo Splice, que mantém o controle do Centro Universitário Newton de Paiva, revelou que também tem interesse em assumir o Uni-BH e questionou a negociação entre Fundac e o Grupo Anima.

Uni-BH: Splice demonstra interesse e apimenta a conclusão do negócio entre Fundac/Anima. - Imagem publicada originalmente no Jornal Estado de Minas.
Segundo informações da Rádio Itatiaia e do Jornal Hoje em Dia, o reitor da Newton Paiva, Luis Carlos de Souza Vieira, protocolou junto ao Ministério Público uma carta em que questiona a compra do Uni-BH e, ao mesmo tempo, demonstra interesse em assumir a mantença da instituição.
Para Vieira, o Uni-BH pertencia à Fundação Cultural de Belo Horizonte (Fundac), que não tem fins lucrativos e, portanto, sua venda teria que passar por uma concorrência de mercado, o que não aconteceu. Na carta, protocolada na Promotoria de Tutela das Fundações, a Newton Paiva expressa o interesse do Grupo Splice em participar do processo de transferência (do Uni-BH), inclusive com a apresentação de proposta.
O Grupo Splice além de controlar a Newton de Paiva, administra há 32 anos a Faculdade de Engenharia de Sorocaba (SP). Além disso, é dono do Banco Credibel e da BR Vias, concessionária de rodovias.
02.15.09
Negociação entre Fundac-BH e a Anima enfrenta oposição do sindicato
Diferentemente do que aconteceu com diversas outras instituições de Belo Horizonte que foram vendidas para outros grupos educacionais e empresariais, a parceria envolvendo a Fundac-BH e o Grupo Anima para o controle do Uni-BH vem dando o que falar e enfrenta forte oposição por parte da categoria dos professores.
O negócio vem sendo contestado pelo Sindicato dos Professores – Sinpro-MG, que alega temer mudanças no plano pedagógico, demissões de professores e a perda de benefícios. Outro temor, segundo os representantes do sindicato é a perda da qualidade do ensino. Levantando a bandeira da Contee, o sindicato diz que “educação não é mercadoria”, e promete mobilizar a categoria para entrar em greve caso uma série de reivindicações não sejam atendidas.
A disputa entre Fundac/Anima versus o Sinpro esquentou ainda mais após a veiculação de matéria do Jornal Estado de Minas que revelou possíveis problemas relacionados aos negócios envolvendo a Unimonte e a Una, também mantidas pelo Grupo Anima. O presidente do grupo, Sr. Daniel Castanho, informou em reunião com funcionários que todas as ações movidas por sócios minoritários são contra operações que respeitaram todas as prerrogativas legais, e que os questionamentos não atrapalham a negociação com a Fundac.
Quem está com a razão?
Desde Setembro o Uni-BH já vinha sofrendo com a falta de recursos para honrar seus compromissos com funcionários, professores e fornecedores. Inclusive uma comissão formada por professores e funcionários foi criada para acompanhar a entrada de recursos da Fundac, garantindo o repasse de 80% de todos os valores que entrassem para pagamento dos atrasados. Mas pelas quantias que são devidas percebeu-se que não teria como realizar os pagamentos e nem fazer a rolagem das dívidas.
Para que não acontecesse a insolvência da instituição a Fundac procurou um parceiro que mais se adequasse aos propósitos e valores presentes nos 45 anos de existência do Uni-BH. O Grupo Anima, que já vinha mantendo conversas com a Fundac para parcerias acadêmicas acabou surgindo como a solução para os problemas imediatos enfrentados e para garantia da sustentabilidade do negócio.
Mas diante do impasse criado para concretização do negócio, a pergunta que não quer se calar é:
No caso da não conclusão do negócio, existe um “Plano B” que possa tirar a Fundac/Uni-BH desta situação?
O fato é que a educação superior passa por um momento delicado, com mais de 50% de ociosidade nas vagas ofertadas – segundo dados do Inep – e a crise interna pode proporcionar a perda de credibilidade da instituição e conseqüente evasão de alunos, que culmina em última instância com a insolvência da instituição e a perda do emprego de professores e funcionários.
O valor da marca também sai prejudicado diante dos rumores e contornos delineados por este embate. Quanto mais o negócio demora para se concluir, quanto mais a possibilidade de greve se aproxima, quanto mais as notícias dos jornais especulam o destino da instituição, mais o valor da marca e conseqüente credibilidade, construída ao longo de 45 anos, vai diminuindo, se esvaindo.
E na ponta do iceberg estão os alunos, motivos da existência de qualquer instituição de ensino, que se vêem bombardeado por informações que transmitem uma visão parcial e generalista. Perdidos entre o tiroteio deveriam ter a atenção e a consideração de ambos os lados, pois até agora eles não exigiram nada, pois só querem estudar.
Com informações do Jornal Estado de Minas, Sinpro, Uni-BH.
02.13.09
Aumento do emprego em algumas áreas surpreendem
Nos últimos dias o noticiário mundial não traz novidades, a manchete é sempre a mesma. Logo cedo ao folhear o jornal, ao ligar a TV, ou mesmo dentro do carro ouvindo os programas jornalísticos, a crise é o centro das atenções, e com ela os milhares de empregos perdidos por trabalhadores em todo o mundo.
Aqui no Brasil, esta também é a realidade de vários setores da economia, principalmente das grandes empresas que têm em outros mercados a fonte de escoamento de sua produção.
Mas em algumas áreas o mercado de trabalho surpreendeu ao obter crescimentos superiores comparados ao mesmo período do ano passado. Segundo pesquisa realizada pela Catho Online divulgada na última terça-feira (10), o mês de janeiro de 2009 foi muito positivo para as contratações nas áreas de Relações Internacionais, Médico/Hospitalar, Jurídica, Recursos Humanos, dentre outras.
Uma das áreas que obteve um grande destaque foi a educação, que teve um aumento no número de contratações, chegando a mais de 40% se comparado com o mesmo período de 2008.
De acordo com o diretor de Marketing da Catho Online, Adriano Meirinho, as demissões em determinados setores causou apenas uma oscilação no número de contratações, mas outras organizações continuam a contratar e a criar boas oportunidades.
A pesquisa da Catho demonstra o quanto nossa imprensa adora as más notícias, afinal é o que vende mais jornal. Mas estes bons índices não ganham o devido destaque, o que ajudaria a melhorar o clima de insegurança que acompanha grande parte da população brasileira. Que este cenário persista e que possamos sair fortalecidos desta crise que assola o mundo, mas que por enquanto no Brasil, ainda não causou maiores danos.
Com informações da Catho Online
02.09.09
Mercado anuncia a conclusão de mais um negócio na área da educação superior
O Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni-BH, uma das instituições mais tradicionais de Belo Horizonte, após anunciar dificuldades na gestão do seu negócio pela sua mantenedora, a Fundação Cultural de Belo Horizonte – Fundac-BH e enfrentar a ameaça de greve por parte dos professores e funcionários, anunciou no início desta semana a concretização de uma parceria com o Grupo Educacional Anima, mantenedora do Centro Universitário Monte Serrat, de Santos, e da mineira Una.

Os jornais da capital anunciaram a venda do Uni-BH para a Anima que se torna um dos maiores grupos educacionais de Belo Horizonte
Com a concretização do negócio o Grupo Anima se posiciona como um dos maiores grupos educacionais de Belo Horizonte e região, quiçá do estado de Minas Gerais. Juntos, os dois centros universitários de Belo Horizonte mantêm mais de 30 mil alunos, distribuídos em diversos cursos e áreas do conhecimento.
Segundo informações do Portal Uai, para efetivar o negócio, a Fundac-BH deverá transferir a mantença do centro universitário para uma fundação a ser criada pelo Anima. O valor da operação só será fechado depois que uma empresa especializada, a ser escolhida em comum acordo pelas duas partes, fizer um inventário dos ativos mobiliários e do valor da marca do centro universitário.
45 anos de controle da Fundac-BH
Com a confirmação da compra do Uni-BH pela Anima chega ao fim 45 anos de controle autônomo do centro universitário pela Fundação Cultural de Belo Horizonte – Fundac-BH. Criada em 1964, a instituição que antes se chamava Fafi-BH, foi a primeira a oferecer cursos superiores noturnos na capital mineira.
Ao longo destes 45 anos a instituição adquiriu reconhecimento e notoriedade em diversas áreas, como as licenciaturas, comunicação e os cursos da área da saúde. O ápice deste reconhecimento foi a autorização do Ministério da Educação – MEC, para a oferta do curso de Medicina, vinculado ao Sistema Federal de Ensino. Vinculados aos cursos, a instituição tem como pilar um alto investimento em projetos de pesquisa e extensão, beneficiando milhares de pessoas da capital mineira e região.
Mas nem tudo são flores. Por ser uma instituição filantrópica, esta é a segunda vez que o Uni-BH passa por dificuldades na administração e gestão dos seus negócios, a primeira vez foi em 2003. Não é raro ouvir pelos corredores que os gestores repetiram os mesmos erros do passado e que a instituição, mesmo sendo filantrópica, não trabalhou corretamente de forma a garantir a sustentabilidade do negócio, sendo pressionado pela crise e falta de crédito no mercado financeiro.
Num cenário de extrema competição e com a profissionalização da gestão de outras instituições, termina assim a gestão da Fundac-BH, que mantêm no negócio seus ativos imóveis, e cria-se um grande grupo educacional que promete brigar com as gigantes do setor que também já estão presentes no mercado mineiro, como a Anhanguera, a Estácio e a Kroton.
Veja a nota do Grupo Anima sobre a parceria







