11.13.09
Eventos demonstram a força da comunicação mineira
Estive presente em diversos eventos de comunicação nas duas últimas semanas, eventos organizados pela academia, por agências e pelas próprias empresas, como foi o caso do Ecom Diálogos que ocorreu nos dias 10 e 11 no UniBH, e que reuniu grandes nomes da comunicação mineira.
A programação contou com apresentações dos cases “A Guerrilha e a Internet como estratégia de Marketing”, apresentado por Rejayne Nardy, da ALE Combustíveis e “Reposicionamento de Marca”, apresentado por Mauricio Manzali, da VALE. Na quarta, 11, o evento continuou com apresentações dos cases “Comitês de Comunicação” apresentada pela equipe da V&M e Converteam e “Sustentabilidade como tema da Comunicação” apresentado por Camila Cantagalli da Coca-Cola.
Mas a reflexão que faço é em torno da qualidade dos encontros, com temas muito pontuais e a presença de grandes nomes da comunicação, seja como palestrantes ou mesmo na platéia para prestigiar seus pares. Uma demonstração clara de que a comunicação está fortalecida, com nossos profissionais realizando suas funções com primazia.
Os eventos demonstraram também que a capital mineira tem espaço para receber bons eventos de comunicação. Aliás esta é uma grande reclamação dos profissionais na área de comunicação, que tem que se deslocar para São Paulo e Rio de Janeiro para se aperfeiçoar, na busca por cursos e palestras interessantes e de conteúdo.
Eventos como o 1ª EnCom realizado pela Fabrai, o evento com a temática da mobilização social da Interface Comunicação, e agora o Ecom Diálogos promovido pelas empresas participantes do Grupo de Estudos da Comunicação demonstram que existe material humano para conduzir cursos e palestras que realmente sejam importantes para os comunicadores.
O Ecom
O Ecom é um grupo de estudos de comunicação que visa promover a integração entre profissionais ligados à área de comunicação e marketing por meio de troca de experiências, estudos de casos, debates, seminários, entre outras atividades, a fim de aperfeiçoar os seus conhecimentos e auxiliá-los em seu trabalho. É um grupo de estudos fechado do qual fazem parte algumas das maiores empresas presentes em Minas Gerais, tais como: ALESAT Combustíveis, AngloGold Ashanti Brasil, Banco Semear, CEMIG, Coca-Cola, Converteam, Diamond Mall, Gerdau Açominas, Jabil do Brasil, MASB, Mendes Júnior Engenharia, Santa Bárbara Engenharia, Vale, Uni-BH, entre outras.
08.04.09
A força de uma marca
Recebi a figura abaixo que me deixou pensativo sobre o quanto algumas marcas representam no nosso imaginário e como elas conseguem manter sua identidade visual por longos anos, mesmo em mercados altamente competitivos e inovadores.
A trajetória destas empresas demonstram uma série de dificuldades, choques culturais e até mesmo protestos diversos mundo afora, mas com uma incrível habilidade de gestão elas conseguiram se manter no mercado e mesmo não renovando sua identidade visual renovaram conceitos e implantaram estratégias criativas e inovadoras. Esta é a grande diferença de empresas como Ferrari, Mc Donald’s, Nike, dentre outras.
Confira a figura em questão:
06.12.09
Comunicadores e profissionais de marketing debateram comunicação consciente
Quem trabalha com publicidade, propaganda e marketing está acostumado a criar e trabalhar os desejos de consumo. Mas o que acontece quando o “ter” começa a ser questionado por esses profissionais? E quando a necessidade de valorização do “ser”ocupa a cabeça criativa dessas pessoas? Com essa provocação aconteceu em São Paulo o Unomarketing – Comunicação Consciente, um evento que teve como objetivo debater a sustentabilidade e o compromisso social das organizações ligadas à mídia.
Vejo que o evento foi uma provocação aos profissionais que atuam na área de comunicação e marketing sobre a responsabilidade que cada um tem não apenas com a sua empresa e na geração de valor, mas principalmente com a sociedade e com o planeta. A criação de produtos e serviços deve respeitar a necessidade urgente da atuação sócio-ambiental, permeando desde o conceito até os processos de produção e de comercialização. Não tem como as empresas continuarem indiferentes no atual cenário mundial.
E a mídia tem um papel importante no fomento desta discussão e no apoio a educação da sociedade, dando também o exemplo, atuando de forma consciente e sustentável na produção de seus produtos e serviços.
A Revista Digital Envolverde cobriu o evento, além de matérias do site foi possível acompanhar os debates pelo blog do evento.
“Criar com responsabilidade. Estar atento no impacto da mensagem dentro de uma cadeia de valor e produção. Essa é uma preocupação crescente para os profissionais da mídia, que entendem sua co-responsabilidade na construção de um mundo mais sustentável.” Essa é a mensagem que fica para os profissionais de comunicação e marketing que participaram do Unomarketing e que com certeza estão mais conscientes da sua responsabilidade.
Com informações da Revista Envolverde / Mercado Ético
05.17.09
Jack Welch causa polêmica ao afirmar que gerar valor para o acionista não é estratégia
O guru da Administração, Jack Welch, causou polêmica em recente matéria para o Financial Times, onde revelou que a geração de valor para o acionista como estratégia é a idéia mais tola do mundo.
A matéria “Welch denuncia obsessões das empresas” provocou enorme reação nos meios de comunicação e na área de gestão, já que ele classificou como “equivocada” a ênfase que executivos e investidores atribuem à geração de valor.
Jack, em uma entrevista pingue-pongue discorreu sobre as reações que a matéria provocou e esclareceu seu posicionamento:
Jack, sua declaração de que a geração de valor para o acionista seria “tolice” deflagrou um debate a favor e contra sua posição. Foi isso mesmo que você disse ao FT?
Todas as minhas falas no FT foram reproduzidas corretamente. Numa entrevista sobre o futuro do capitalismo, em que foram discutidos diversos temas, o jornal me perguntou o que eu achava da “geração de valor para o acionista como estratégia”. Eu disse que a pergunta, a princípio, colocava em questão uma ideia tola. A geração de valor é resultado – e não estratégia.
Essa sua posição é recente? Tem gente que acha que você se converteu a ela não faz muito tempo.
De modo algum. A estratégia, obviamente, é o que impulsiona a empresa. Você pode, por exemplo, trabalhar com uma estratégia voltada para a inovação com o objetivo de fabricar produtos líderes em todos os ciclos; ou pode também recorrer a uma estratégia que lhe permita se tornar o principal fornecedor global no segmento de baixo custo; pode ainda adotar uma estratégia que resulte na globalização da empresa. Para isso, você pega os pontos fortes dela em um mercado e os transfere para os demais.
Você pode fazer tudo isso sem nunca dizer nada a seus funcionários: “Nossa estratégia é a geração de valor para o acionista.” Esse não é o tipo de estratégia capaz de ajudá-lo a saber o que fazer no dia-a-dia da empresa. Ela não energiza e nem motiva ninguém.
Portanto, o que quero dizer simplesmente é que o valor da sua empresa, tanto no curto quanto no longo prazo, é resultado da adoção de estratégias bem-sucedidas. Sempre acreditei nisso e nunca disse o contrário.
O artigo insinuava que você era o principal defensor do gerenciamento de curto prazo por causa de um pronunciamento seu de 1981. O que você acha disso?
O artigo dizia também que em momento algum eu usei a expressão “geração de valor para o acionista” naquela ocasião. Na verdade, o que eu disse na época tinha a ver com a estratégia de longo prazo da General Electric e com a maneira pela qual a empresa deveria operar nos 20 anos seguintes. De algum modo, esse pronunciamento foi acrescentado ao artigo do FT com o propósito de estabelecer uma relação de igualdade entre ganhos de curto prazo e geração de valor para o acionista. Confesso que não entendi.
Muito bem, mas o que você acha da ênfase dada aos ganhos de curto prazo?
O papel do líder e de sua equipe consiste em se empenhar na concretização das decisões de curto prazo investindo ao mesmo tempo na saúde a longo prazo da empresa.
Conclusão: isso é gerenciar. Bons gerentes sabem o que fazer para comer hoje e ao mesmo tempo sonhar com o amanhã.
Qualquer indivíduo sem muito preparo é capaz de apresentar resultados no curto prazo, para isso basta espremer aqui e ali uma porção de vezes. De igual modo, qualquer um pode também se recostar e sonhar dizendo: “Venha me visitar daqui a alguns anos. Estou trabalhando em nossa estratégia de longo prazo.” Nenhuma das duas abordagens é capaz, por si só, de gerar valor sustentável para o acionista. É preciso fazer as duas coisas.
E o que acontece quando se faz as duas coisas?
Todos saem ganhando. Os empregados têm mais segurança no trabalho e melhores salários. Os clientes têm acesso a produtos e serviços de melhor qualidade. A comunidade também é beneficiada, uma vez que empresas e funcionários bem-sucedidos contribuem com seu bem-estar. Obviamente, os acionistas também são beneficiados porque podem contar com empresas que põem em prática compromissos de curto prazo sem descuidar da visão de longo prazo.
Na sua opinião, por que seus comentários teriam causado tanta polêmica?
No atual clima econômico, as pessoas estão passando por muitas dificuldades e questionam tudo. Elas querem saber o que as empresas fazem, como remuneram seus funcionários e que interesses defendem. A entrevista do FT deve ser lida no contexto do futuro do capitalismo. É com isso que as pessoas estão preocupadas atualmente, portanto é um bom tema para debate.
Análise:
Não é a toa que Jack Welch é um dos grandes pensadores da Administração. A sua capacidade de análise está além dos desejos corporativistas dos administradores de demonstrar o valor de suas decisões colocando como premissa gerar valores para aqueles que investem no negócio. Como ele bem refletiu a geração de valor é a conclusão de estratégias bem sucedidas que geram valor para todo o negócio, inclusive para o acionista.
Outro ponto interessante que Welch discorre vem de que expor esta premissa de gerar valor para o acionista não motiva as equipes a gerarem resultados. As equipes querem gerar valores que beneficiem a todos, inclusive a si próprios. Novamente o valor de se pensar globalmente, em toda cadeia administrativa.
Atuar com planejamento de curto e longo prazo na estratégia empresarial também é outra grande lição, afinal todos devem estar antenados nas demandas diárias, mas olhando e se preparando para o futuro, para visão definida, para onde a empresa quer chegar.
Com informações do Portal Exame
04.28.09
A Web 2.0 como foco do Marketing
Stuart Read, responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Publicação da IMD, em matéria para o Portal Mundo do Marketing falou sobre a Web 2.0 e de como esta onda colocou a internet de cabeça para baixo e deixou profissionais de marketing de cabelos em pé por não acreditarem e nem considerarem a tendência em suas estratégias.
A inovação proposta pelas redes sociais e as excelentes oportunidades de comunicação com clientes, geram, segundo o autor, vantagens competitivas para aqueles profissionais de marketing que dominam as novas ferramentas.
Read relaciona ainda algumas informações sobre como otimizar os resultados com a Web 2.0
1. Ouça e entenda. Os consumidores interagem na web através de tecnologias sociais como blogs, YouTube, Orkut, Facebook e fórum de consumidores. Sintoniza com ideias valiosas com as necessidades e desejos dos consumidores. Del Monte, por exemplo, usa uma comunidade privada para entender os desejos dos donos de animais de estimação.
2. Fale. Blogs executivos como o FastLane da GM são um caminho rápido e direto para falar e conversar com a base de consumidores. Mas os negócios devem estar propensos a abandonar o controle de mensagem de métodos antigos. Postagens de blogs não são assinadas pelo setor de relações públicas. Se sim, elas serão percebidas como falsas. Outra forma de alcançar a audiência é criando podcasts como a IBM. Aumente o impacto de podcasts incluindo textos para garantir que sejam encontrados por mecanismos de buscas e encorajando a assinatura de RSS.
3. Energize, apoio e embarque. Use tecnologias sociais para unir seus mais entusiásticos consumidores, dar força ao seu poder de boca-a-boca e transformá-los em embaixadores da marca, como a Fiskar Brands fez com a sua comunidade “Fiskateers” ou a Nike com a Nike+. Ferramentas como fóruns e wikis ajudam consumidores a apoiarem uns aos outros e pode poupar custos para companhias que mantém fóruns, como Intuit. Os consumidores podem também ser integrados nos negócios. A IdeaStorm da Dell é um poderoso exemplo de como as sugestões dos consumidores podem ajudar a melhorar produtos.
4. Persiga e gerencie a marca. Quando consumidores dividem informações através de tecnologias sociais, eles podem ter um real impacto na sua marca. Use o Technorati (Technorati.com) para saber quem está blogando sobre você, onde e o quê está sendo dito.
5. Ganhe a dianteira com informação atualizada. Assine fontes RSS para entregar informação atualizada e valiosa para você. Algumas fontes RSS úteis que você pode assinar:
• Blogs, sites de notícia, etc. que falam de sua companhia ou produto
• Website de concorrentes, novidades e blogs que cobrem competidores
• Buscador de notícias e tendências relacionados ao seu mercado.
6. Reforce a comunicação interna. Use as ferramentas da Web 2.0 para melhorar a efetividade das organizações através de um melhor gerenciamento de conhecimento, encorajando colaboração, reforçando a cultura da companhia e fornecendo oportunidades de treinamento.
Análise da matéria
A matéria de Read não traz muitas novidades na discussão conceitual sobre a Web 2.0, mas reforça o coro sobre sua importância e aplicabilidade, principalmente em tempos de crise.
Uma das análises também diz respeito ao uso de assinaturas do setor de relações públicas em blogs. É importante destacar que a profissão surge como uma das mais atuantes na Web 2.0 justamente por já ter como premissa básica o relacionamento e a interlocução com os públicos institucionais. Mas o papel do profissional de Relações Públicas é agir nos bastidores, não assinando diretamente os posts de um blog institucional, sendo dever do presidente ou de um representante do alto escalão institucional.
O fato é que o diálogo na Web 2.0 deve ser franco, transparente, pois qualquer iniciativa contrária pode levar todo o projeto por “água abaixo”.
Com informações da matéria de Stuart Read para o Portal Mundo do Marketing
01.12.09
A crise diante do setor privado da educação
A crise econômica que afeta o mundo pode chegar à educação? Especialistas da área preferem tratar o assunto com cautela. Admitem que o impacto possa provocar insegurança nos pais e familiares, mas recomendam que todos sejam pacientes e aguardem novas perspectivas.
Para Guilhermino Figueira Neto, diretor geral do Pueri Domus Escolas Associadas, instituição responsável pelo sistema de ensino de mais de 160 escolas em todo o País, as incertezas sobre os rumos da economia podem fazer com que os pais estejam mais atentos e precavidos: “Mesmo sofrendo o impacto da diminuição em seus salários, a classe média, público-alvo das instituições particulares, valoriza o ensino de qualidade e, por isso, deve se comprometer no valor das mensalidades por pelo menos um ano”.
Segundo Guilhermino, o setor está otimista e, no curto prazo, a demanda por vagas não deve cair, entretanto, os gestores já devem estar sentindo esse impacto, pois financeiramente todos os setores, sejam produtivos ou prestadores de serviços, incorreram em aumento de custos. “Aguardar é o melhor caminho para lidar com os efeitos da crise econômica. Claro que não podemos ignorar o fato de que a crise pode se prolongar e se por um lado temos uma perspectiva negativa de que a demanda pode cair significativamente, caso isso aconteça, por outro, teríamos um grande desafio pela frente: continuar modernizando os modelos pedagógicos apesar das dificuldades financeiras.” – conclui.

Especialistas estão otimista, mas ainda é cedo para avaliar os impactos da crise no setor de educação
Esta matéria publicada no Portal Administradores destaca o papel dos pais neste cenário e portanto nos leva a crer que faz uma análise tendo como foco o ensino infantil e médio. Mas na educação superior a situação é um pouco diferente, pois na grande maioria das vezes são os próprios alunos que pagam as suas mensalidades, cabendo aos pais somente o papel de opinar sobre a qualidade da universidade. Assim a crise pode sim interferir nos números de matrículas, mas somente no segundo semestre de 2009, onde poderemos ter uma noção mais clara do impacto da crise no setor de educação superior.
Em Belo Horizonte, a maioria das faculdades e universidades particulares tiveram que programar novos vestibulares para janeiro, na tentativa de suprimir as vagas ociosas. Este não é um cenário causado propriamente pela crise, mas de um mercado que se tornou extremamente competitivo.
Apesar deste cenário voraz, as campanhas em Belo Horizonte continuam um pouco mais do mesmo. Salvo algumas exceções as campanhas ainda priorizam o reconhecimento do mercado como mote de campanha, como se somente este fato fizesse o candidato escolher a instituição de ensino. O mercado é importante, mas existem uma série de fatores que poderiam ser aproveitados nas campanhas como forma de se criar vantagens competitivas em relação a concorrência, mas que são completamente ignoradas pelas áreas de comunicação e marketing das instituições mineiras.
Com informações de Portal Administradores
12.16.08
Experimentação 4º ato: reflexiones
O artigo de Nahas vem corroborar com outros posts que escrevi e para os quais chamei a atenção do marketing de experiências, no poder do encantamento dos públicos que se relacionam com a sua organização.
Setores importantes da economia brasileira já adotaram esta estratégia de gestão como uma forte propulsora para os resultados. Entre eles o setor de educação, conforme discorri em recente artigo apresentado no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o Intercom 2008.
Muitos podem achar que praticar esta estratégia de gestão é necessário um alto investimento, mas nem sempre isso é uma realidade, dependendo principalmente de qual será o nível de encantamento que se pretende alcançar sua ao seu público. Refiro-me ao investimento, pois dependendo do caso, apenas adequações feitas no ponto de venda, no atendimento e no pós-venda, já são suficientes para encantar aquele cliente acostumado ao tratamento frio e sem “paixão” praticado pela grande maioria das lojas do varejo e do atacado, além do setor de serviços.
Além disso, o marketing de experiência está ligado diretamente ao cliente na interação com o produto ou serviço oferecido, como pode ser observado nos vídeos abaixo. O lançamento do Palio Weekend Adventure Looked é um bom exemplo, onde os consumidores não fizeram apenas um Test Drive em uma pista comum ou pelas ruas de uma cidade, mas em pistas criadas especialmente para demonstrar o diferencial blocante da dianteira, que melhora o desempenho em pisos muito irregulares. Uma experiência marcante e que fez deste lançamento mais um case de sucesso da montadora italiana.
Test Drive de lançamento da Palio Weekend Adventure Looked é um case de sucesso de como você pode surpreender o consumidor com ações que privilegiam a interação com o produto e produzem momentos inesquecíveis.
12.15.08
Experimentação 3º ato: princípios-chave para o marketing de experiência
Em recente matéria para o Portal Mundo do Marketing, Jorges Nahas, economista e diretor de Experiências do Grupo O Melhor Da Vida, discorreu sobre mudanças que vem ocorrendo no mundo e o início de um ciclo que ele chama de Economia de Experiências. Neste terceiro ato ele discorre sobre alguns princípios-chave para o marketing de experiências.
Para Nahas alguns princípios-chave podem ajudar na criação de momentos únicos. Confira:
· Associe as experiências a um tema. Quando decide ir jantar ao Hard Rock Café, ao Planet Hollywood ou ao Rainforest Café, você sabe exatamente o que o espera no interior do restaurante. Eles sabem definir um tema claro e coerente. Ainda mais brilhante é o exemplo do famoso Ceasar Palace, de Las Vegas. A forma como explora o tema do Império Romano é simplesmente brilhante. Desde a arquitetura exterior — o chão em mármore, as estátuas, os pilares e os jardins, até à porta de entrada, guardada por centuriões que saúdam o visitante com um sonoro Hail, Cesa, e culminando no interior a tapeçaria luxuosa, a decoração dos tetos, das salas de jogo, dos restaurantes e das lojas. É um espetáculo que deixa uma impressão positiva.
· Tente deixar uma impressão positiva. O tema é o alicerce de uma experiência. A impressão positiva é o resultado desejado. Para atingir cada funcionário terá de ir deixando pistas positivas junto do cliente. Enquanto nos restaurantes tradicionais os empregados se limitam a anunciar “a mesa está pronta”, no Rainforest Café um som sonoro anuncia “Sejam bem vindos – A sua aventura está prestes a começar”. É um bom exemplo de como cada trabalhador é um ator que prepara o palco para uma experiência inesquecível.
· Elimine as mensagens indesejáveis. Cada trabalhador deve igualmente ser capaz de eliminar as pistas negativas. Para dar asas a criatividade as mensagens indesejáveis devem ser abolidas. Jamais se deve permitir que qualquer evento ou experiência contrarie o visitante. Eis um exemplo daquilo que não deve acontecer. Na porta de uma casa de espetáculos famosa em São Paulo, lê-se escrito em um cartaz de péssimo visual: “Não recebemos cartão de crédito”. Não satisfeitos, os gestores escreveram em outro cartaz, igualmente mau feito: “Não recebemos cheques de outra praça”. Mensagens como estas que descrevi avivam recordações negativas.
· Tire partido das recordações. Todos gostam de produtos que recordem momentos agradáveis. Os turistas compram postais de viagem, os golfistas ostentam chapéus do seu campo de golfe favorito e os adolescentes pagam uma fortuna por uma T-shirt alusiva a um concerto rock. Por que é que as empresas de serviços não aproveitam o promissor mercado do merchandising de recordações? A razão é simples: as experiências e os eventos que oferecem não são, em regra, suficientemente fortes para que os clientes os desejem recordar.
· Estimule os cinco sentidos do cliente. Os estímulos sensoriais associados a cada experiência devem suportar e reforçar o tema escolhido. Quanto mais sentidos forem despertados, mais eficaz e memoriável será a experiência. Os engraxadores sabem que, quanto mais intenso for o cheiro da graxa e mais ruidosos forem os seus movimentos, maior será a convicção de que os sapatos estão polidos.
A aplicação destes cinco princípios não é uma garantia imediata de sucesso. Tal como um bom argumento ou bons atores não implicam necessariamente no êxito de uma peça de teatro. Algumas das empresas que referimos as pioneiras da economia de experiências estão passando por um momento delicado. À medida que a economia de experiências evolui, é natural que se vá assistindo à queda de conceitos antigos e à ascensão de novos competidores. O conceito de “destruição criativa”, de Schumpeter, será mais pertinente do que nunca. As empresas limitadas à economia dos bens e serviços correrão o risco de irrelevância. Enquanto as pioneiras e as mais inovadoras da economia de experiências prosperarão. E a sua empresa? Vende produtos e serviços ou eventos e experiências?
Fonte: Mundo do Marketing – Matéria “Venda experiências e não produtos” por Jorge Nahas.
Clientes querem experiências marcantes, querem ser surpreendidos, serem mimados, como muito bem demonstrado nesta clássica propaganda do Unibanco






