09.29.09

É livre a manifestação do pensamento

Enviado em Marketing Político, Reflexões, Web 2.0 e Redes Sociais, comunicação tagged , , , , , , , , às 03:12 por Ricardo Campos

O senado federal aprovou neste mês, 16, o texto base do projeto (PLC 141/09) que altera a Lei Eleitoral. Entre os destaques está a liberdade para a utilização da internet sem restrições nas eleições de 2010. As restrições formuladas pela Câmara foram derrubadas pelo Senado, demonstrando um avanço, já que seria praticamente impossível o TSE fiscalizar toda a rede em busca de provas contra milhares de candidatos por todo o país. A livre manifestação do pensamento foi respeitada pelos nobres senadores.

Assim a internet será um campo aberto para que candidatos a presidente, a senador, a governador, a deputado federal e a deputado estadual possam divulgar suas idéias, estabelecer o diálogo com seus eleitores e também confrontar seus adversários.

O tema foi destaque em vários blogs, destaque para os posts de O Cappuccino e Innova Comunicação, onde a reflexão gira em torno do desafio que os políticos terão, já que as mídias aproximam o candidato do eleitor, que está diferente de outras eleições, já que tem ao seu alcance diversos canais para se informar. Uma coisa é certa, será inevitável o combate e o caráter denuncista que a rede terá no processo de 2010.

Nas eleições de 2008 a internet já demonstrou uma eficiência extraordinária, alterando os rumos das eleições em diversas cidades, inclusive aqui em BH. Com a ampla utilização da rede os candidatos a prefeito causaram reviravoltas no processo e a corrida eleitoral ganhou conotações de emoção na alternância dos candidatos na preferência do eleitorado entre o primeiro e o segundo turno. Foram sites, blogs, vídeos que rapidamente se tornaram virais, arquivos de áudio, a sua grande maioria com denúncias sobre o outro candidato.

A decisão das eleições de BH foram analisadas no artigo apresentado pelo Professor Admir Borges no XXII Congresso Brasileiro de Comunicação – Intercom 20009. Com artigo intitulado A comunicação viral nas Eleições 2008: um recurso que alterou o processo de decisão do voto em Belo Horizonte o professor concluiu que a web teve um importante papel na decisão de voto do eleitorado de BH.

A rede propicia aos profissionais de marketing político a possibilidade da informação ser divulgada com muito mais dinamismo e alcançando uma grande massa que replica aquilo que lê, vê e ouve. Um campo fértil para a divulgação do candidato e também para denúncias contra os oponentes, de uma forma muito mais econômica. A possível contratação do coordenador de campanha online de Barack Obama, Ben Self, para a campanha de Dilma dá o tom de como será a disputa em 2010 e de como a web será amplamente utilizada pelos candidatos.

Que nos eleitores possamos ter um pouco mais de senso crítico para lidar com a informação que será gerada na disputa eleitoral de 2010, que possamos estar atentos as armadilhas preparadas por profissionais que tem apenas um interesse: eleger a qualquer custo determinado candidato, mesmo sabendo que ele não tem o preparo para assumir o grande desafio de nos representar no legislativo ou executivo. Que possamos estar conscientes no momento do voto.

03.02.09

Revista Veja se entrega e relaciona 10 razões para o otimismo do Brasil frente a crise

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais, Marketing Político, comunicação tagged , , , , , , , , às 22:14 por Ricardo Campos

 

Nem a Revista Veja consegue ir contra os fatos. Na edição desta semana a revista publica matéria de capa em que relaciona o bom momento vivido pelo país frente à crise que assola o mundo e provoca recessão nas grandes economias mundiais.

 

Considerada por muitos como um canal que hoje não trabalha com a verdade dos fatos e que muita das vezes é acusada de usar o alcance e o poder de suas páginas para alienar a classe média burguesa (quem não se lembra das denúncias contra a revista Veja do jornalista Luiz Nassif), a revista desta vez teve que se render aos resultados positivos da economia brasileira frente a crise e até fez uma relação de 10 razões para que os brasileiros possam estar otimistas com o futuro econômico do nosso país.

 

Para o Diretor de Redação, Eurípedes Alcântara, esta é uma matéria ousada, que demonstra um otimismo contido, mas que é um reflexo realista da atual situação do Brasil em relação a maioria dos países em sua luta contra os problemas causados pela crise.

 

As 10 razões para o otimismo elaboradas pelo editor executivo de Economia da revista, Marcio Aith, contou com a ajuda de renomados economistas que concluíram que o Brasil tem boas chances de emergir em 2010 com crescimento robusto. As 10 razões são:

 

1) Reservas de 200 bilhões de dólares intocadas depois de seis meses de crise

2) Bancos competentes, regulados, com baixa exposição a riscos e provisionados contra calotes

3) Ausência de bolhas de crédito e imobiliária, com potencial de crescimento real nesses setores

4) Mercado interno forte, crescendo em poder de compra e em proporção da população

5) Matriz energética mais “verde” do mundo, com independência do petróleo importado

6) Estabilidade política, em que a democracia foi entronizada como patrimônio nacional

7) Estabilidade econômica e arcabouço regulatório imperfeito mas previsível

8) Maior exportador de alimentos do mundo, o que garante vendas externas volumosas em qualquer cenário

9) Mercado externo diversificado, com compradores em todo o mundo e mercadorias de crescente valor agregado

 

10) As mesmas projeções que apontam estagnação no mundo projetam crescimento do PIB do Brasil em 2009

 

Assim a revista Veja que vem ao longo de suas edições demonstrando ser paulatinamente contraria ao Governo Lula, se rende aos resultados de um cenário relativamente favorável para o Brasil.

 

 

 

 

 

 

Capas da revista Veja deixam claro sua posicição contrária ao Governo Lula 

 

Não por acaso, nesta semana o chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, citou o Brasil como o grande destaque pelas ações contra a crise. Lamy afirmou que se tivessem um prêmio, Lula seria o agraciado pelas ações que comandou para evitar que a recessão chegasse ao país.

 

Estaria Veja querendo adivinhar o futuro? Nos blogs de política e jornalismo, comentasse a boca pequena que a revista passou de imprensa marrom para a imprensa chapa branca.

 

E aguardar as próximas páginas…

 

Com informações da Revista Veja 

02.28.09

Lula montará canal de comunicação direta com eleitor pela internet

Enviado em Análise Crítica, Imagem e Reputação, Marketing Político tagged , , , , , , , às 04:51 por Ricardo Campos

 

Inspirado na estratégia vitoriosa de marketing de Barack Obama, a partir de abril o presidente Luiz Inácio Lula da Lula deverá ter um canal de comunicação direta com os cerca de cinqüenta milhões de usuários da internet no país. Por enquanto, o alvo principal do site www.presidencia.gov.br é a imprensa. Mas o novo portal, que será abastecido com conteúdo exclusivo de Lula em áudio e vídeo, pretende falar diretamente com o eleitor.

 

Ainda de olho na experiência americana, a secretaria de comunicação do Planalto tem recorrido a uma consultoria informal da filial brasileira do Google, que tem dado conselhos gratuitos sobre a formatação multimídia ideal para o usuário da internet discada, que é maioria no país.

 

Lula: Presidente na era da comunicação digital

Lula: Presidente na era da comunicação digital

 

A emblemática eleição de Obama trouxe a internet para agenda dos políticos brasileiros que descobriram a importância e o alcance desta mídia. Mas a utilização da internet pelos políticos traz consigo novos desafios para os eleitores, que deverão ter a capacidade crítica de verificar projetos que possam realmente agregar e outros que não passarão de instrumento de propaganda pessoal.

 

Este é o grande paradoxo da internet, que pode ser utilizada para comunicação direta, para informar e orientar, mas que também serve para atender objetivos que estão além da leitura casual e despreocupada da grande massa.

 

Com informações de Ângela Pimenta para o Portal Exame

11.25.08

Obama e a internet: o poder das novas tecnologias e das redes sociais

Enviado em Marketing Político, Novas tecnologias tagged , , , , , às 16:48 por Ricardo Campos

 

Deixei para discorrer sobre as eleições do Obama somente agora, após o a intensa cobertura da mídia e as opiniões tendenciosas de jornalistas e dos “analistas de plantão”. Após a “nuvem de opiniões” é possível avaliar com mais isenção alguns detalhes do pleito americano.

 

As eleições nos Estados Unidos foi um momento histórico, com a chegada de um negro ao poder da maior potência econômica e política mundial, com a participação maciça da população que fez questão de votar e escolher seu presidente e também pela intensa utilização das novas tecnologias pelos candidatos Obama e McCain.

 

Mas Obama deu um show a parte, dispensou o financiamento público e utilizou a internet para arrecadar mais de US$ 150 milhões somente em setembro, totalizando mais de US$ 600 milhões durante toda a campanha. O mais impressionante é que a maioria das contribuições girou em torno de US$ 10 e US$ 20 por doação, demonstrando que ele conseguiu atingir um número maior de pessoas pela comunicação via web.

 

Obama mostrou que a Web 2.0 veio para ficar

Eleições americanas: Obama mostrou que a Web 2.0 veio para ficar

 

Os celulares também estiveram presentes no processo eleitoral americano, com os próprios eleitores dialogando com os comitês dos candidatos.

 

Assim como no Brasil, as eleições nos Estados Unidos demonstraram o poder da internet no contato com os eleitores e na intensa movimentação das redes sociais. As novas tecnologias surgem neste processo eleitoral como oportunidades de ampliar a comunicação com os eleitores, de formar opinião e ajudar a definir os rumos de uma eleição.

 

Obama e sua equipe demonstraram que a Web 2.0 veio para ficar e que hoje é uma poderosa estratégia para a comunicação e o marketing político.

11.23.08

Uma nova era para as eleições

Enviado em Imagem e Reputação, Marketing Político tagged , , , , , às 01:32 por Ricardo Campos

 

Após o alvoroço causado pelas eleições é importante fazer algumas reflexões em torno do papel da internet nas eleições.

 

Com o fortalecimento da democracia e o surgimento de novas formas de comunicação estas eleições, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, ganharam uma nova dimensão: o da persuasão via internet.

 

No Brasil temos exemplos muito pontuais de como a internet alterou o modo de se fazer campanha nas eleições municipais e de como este novo meio foi utilizado maciçamente pelos eleitores para buscar informações sobre candidatos e seus projetos e assim fundamentar a sua escolha.

 

Em São Paulo Marta Suplicy e Gilberto Kassab travaram uma árdua disputa que teve a internet como meio de comunicação com seus eleitores. Mas em Belo Horizonte esta disputa pelos meios digitais teve um grande alcance e proporcionou entre o primeiro e o segundo turno, mudanças consideráveis na preferência do eleitorado.

 

Leonardo Quintão e Márcio Lacerda  utilizaram a rede de forma muito intensa e com apoio das redes sociais, formadas por apoiadores e detratores, conseguiram transformar a disputa na capital mineira em uma das mais emocionantes dos últimos tempos.

 

 

O vídeo acima foi divulgado pelas redes sociais e visto maciçamente pelos eleitores de Belo Horizonte. Vídeos como este, ajudaram a definir os rumos das eleições municipais.

 

Em recente conversa com pesquisadores no I Simpósio Nacional de Marketing Político e Opinião Pública, foi possível perceber que a forma de como a campanha aconteceu pela internet e os resultados de todo este processo serão alvo de futuras pesquisas sobre o tema.

 

Mesmo o TRE tentando engessar a divulgação pela internet, com a lei 22.718, mais uma vez ficou provado que a internet é um espaço livre para manifestações democráticas e também um canal importante de informação e denúncia, e no qual não se consegue impor um rígido controle.

 

O fato é que a internet verdadeiramente mudou as estruturas e os resultados das eleições, bem como a forma de se comunicar com os eleitores.