Emoção, orgulho e empreendedorismo na campanha da Johnnie Walker
Estes últimos dias fui abordado pelas minhas filhas que me perguntaram o sentido de uma das propagandas mais inteligentes e impactantes dos últimos tempos, a homenagem da Johnnie Walker ao Brasil. Intitulada de Keep Walking, Brazil, a campanha foi criada pela Neogama/BBH, com produção da The Mill e pela grande repercussão na rede é possível afirmar que mexeu com a emoção de muita gente.
Assim como mexeu comigo, uma pessoa que já tem algumas décadas nas costas e que cresceu ouvindo falar que o Brasil era um país de terceiro mundo, sem muitas oportunidades, vendo os brasileiros (principalmente mineiros de Governador Valadares e região) buscarem empregos nos Estados Unidos e ainda muitos declararem que não acreditavam na evolução do país. Um país grande, rico em commodities, mas que pouco produzia tecnologia e conhecimento, que pouco consumia e gerava renda, um país conhecido como um gigante adormecido.
A campanha que vem da série “Os Gigantes” já tinha veiculado outros dois grandes exemplos de superação, como o do corredor africano e do triatleta paraplégico que conseguiram superar os desafios impostos e chegaram ao topo. Mas com o último comercial a marca se relaciona diretamente com os brasileiros, um país que acordou, que hoje é uma potência mundial, que está ao lado das grandes nações, sendo convidado inclusive para ajudar a financiar a salvação da Europa que está em crise.
Mais do que uma jogada de marketing a Johnnie Walker conseguiu ir na essência do que uma boa propaganda consegue causar junto ao seu público: emoção e orgulho. Emoção e orgulho com o qual expliquei o sentido para as minhas filhas e com o qual gerou conversas entre amigos e comunicadores.
Mas além da emoção de brasileiro, a campanha também nos direciona para uma evolução contínua que merece atenção de gestores e empreendedores brasileiros.
E o que os empreendedores têm a ver com isso?
A mensagem também impacta aos empreendedores brasileiros, os chama para despertar para as grandes oportunidades que o país hoje proporciona, para que projetos possam se tornar realidade e para que sonhos possam sair do papel.
Além da imagem, um texto introdutório no canal da marca no youtube é também uma grande lição e uma demonstração de que se o gigante despertou agora é hora de mantê-lo em pé, firme como uma rocha.
Confira o texto introdutório:
No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra. Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.
Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.
Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou. Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?”.
Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo. Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo. Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.
No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”. Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta. Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte. Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo. Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino. Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.
Portanto Keep Walking, Brazil.


Boa tarde, quero fazer meu TCC que começo agora em março referente a sustentabilidade, faço administração de empresas, porém não sei o que poderia abordar dentro dedste tema, estou bem confusa. Pretendo fazer em uma empresa distribuidora de cosméticos, porém ela somente revende e distribui, não fabrica nenhum produto, o que eu poderia abordar? ou outra empresa, não sei, podes me ajudar? Pode responder para meu email, acho melhor.
Olá Soriane,
Mesmo não produzindo a empresa em que atua impacta o ambiente e a comunidade em que está inserida. Mas acredito que pensar em sustentabilidade é muito mais do que pensar nos impactos inclusive, é a responsabilidade de cada com nosso mundo, com as pessoas e tudo que nos cerca. Temos que lembrar que Sustentabilidade está balizada por três pilares: o social, o ambiental e o econômico.
Assim proporcionar ações neste três sentidos é o grande desafio. Não sei a estrutura da empresa, mas com certeza uma série de ações ela pode fazer para atuar de forma sustentável, seja internamente fazendo e incentivando a coleta seletiva, o abandono de copos descartáveis, seja incentivando os funcionários em ações sociais e de saúde, ou externamente com apoio a educação ou ações da comunidade em que está inserida. Estes são apenas alguns exemplos.
Desejo sucesso no seu TCC.
Um abraço,
Ricardo Campos