07.30.09

Ensino superior e as mídias sociais: relacionamento e transparência

Enviado em Comunicação organizacional, Educação Superior, Ensino Superior, Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, Mercado Educacional, Novas tecnologias, Web 2.0 e Redes Sociais, comunicação tagged , , , , , , , , , , às 23:43 por Ricardo Campos

Não é de hoje que as instituições de ensino superior estão ligadas nas inovações tecnológicas e na evolução de soluções específicas para a área, que possa manter a atenção do aluno e ajudá-lo no seu aprendizado. Assim temos laboratórios cada vez mais informatizados e equipados, a utilização de data-show para tornar as aulas mais atrativas e mais dinâmicas, além de gerar oportunidades para utilização de recursos multimídias, etc.

A comunicação entre as instituições e seus stakeholders também segue pelo mesmo caminho e a tecnologia surge como um elo entre a comunicação ativa e o relacionamento entre as partes. Assim, hoje é quase impossível achar uma instituição de ensino superior que não esteja antenada nas novas mídias sociais, monitorando sua imagem na web e mesmo participando ativamente das oportunidades que surgem com a utilização de canais como o Twitter, Youtube, Orkut, Flickr e os blogs corporativos.

Instituições de ensino: de olho na interatividade

Instituições de ensino: de olho na interatividade

Na busca pela comunicação transparente e na ativação do relacionamento com pais, alunos, fornecedores, parceiros e sociedade em geral, é possível perceber que as instituições estão criando canais institucionalizados onde esta comunicação ocorre sem barreiras e também sem controle.

Este aliás é um ponto de atenção que toda instituição deve ter quando institucionaliza um canal na web, afinal não basta apenas ter o canal e não fazer um acompanhamento diário sobre os comentários, número de visitações, fazer atualizações periódicas e monitorar o recall da marca.

Deve estar preparada também para enfrentar objeções, críticas e até protestos, já que na rede todos tem a liberdade de escrever sobre a sua experiência e divulgá-las para todo mundo, sendo muito mais difícil para as empresas gerenciar impactos negativos e até mesmo o início de uma crise. É notório que na rede bloquear comentários que não falam bem da empresa é um tiro no pé, todos logo ficarão sabendo por outros canais que a empresa só autoriza mensagens que falem bem da mesma e aí o “tiro sai pela culatra”.

Portanto inserir-se nas redes sociais não é uma tarefa simples para as instituições, pois traz uma série de desafios, mas também diversas oportunidades para que a comunicação flua com o dinamismo que só a rede proporciona.

07.29.09

Mercado educacional aquecido novamente

Enviado em Educação Superior, Ensino Superior, Gestão de Negócios, Mercado Educacional tagged , , , , , , às 00:16 por Ricardo Campos

Depois de um período fraco de negociações o mercado educacional teve no final deste semestre resultados positivos com negociações que envolveram o grupo Kroton e o SEB.

A rede mineira Kroton Educacional – uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil, proprietária da rede de ensino Pitágoras, recebeu um aporte de 280 milhões de reais da Advent International, empresa global de private equity. Com a operação, o fundo Advent se tornará sócio da PAP (Pitágoras Administração e Participações) com 50% das ações da holding, passando a deter indiretamente cerca de 28% do capital total da Kroton.

Outra que realizou operações e ajudou o mercado a ficar aquecido foi o SEB – Sistema Educacional Brasileiro que adquiriu por R$ 41 milhões o colégio e o sistema de ensino Pueri Domus, uma das instituições mais conhecidas de São Paulo. Desse total, R$ 32,8 milhões referem-se à aquisição propriamente dita e o restante é a dívida assumida pela SEB.

O Pueri Domus possui seis unidades, com 3,5 mil alunos matriculados. A SEB comprou as quatro maiores escolas, com 3,1 mil estudantes. As outras duas continuarão nas mãos da família Zocchio. Além do colégio, a negociação envolveu o sistema de ensino Pueri Domus, que hoje atende a 45 mil alunos de 125 escolas privadas e seis municipais.

Mercado educacional volta a ficar aquecido com aquisições

Mercado educacional volta a ficar aquecido com aquisições

O Pueri Domus é a quarta aquisição da SEB somente neste ano e a 11ª desde a abertura de capital, em outubro de 2007. No total, a SEB já investiu mais de R$ 190 milhões em aquisições. O dinheiro para compra do Pueri Domus é proveniente de recursos próprios da SEB, que ainda tem outros R$ 100 milhões para novos investimentos.

Com tanta bala na agulha fica difícil para as instituições resistirem a tentação de venderem suas unidades e sua marca, mas analistas acreditam que somente fazendo parte de um grande grupo estas instituições conseguiram se manter no concorrido mercado educacional.

Com informações da CM Consultoria e Valor Econômico

07.23.09

Mundo do Marketing destaca atuação das Relações Públicas na área digital

Enviado em Novas tecnologias, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, Web 2.0 e Redes Sociais tagged , , , , , , às 00:16 por Ricardo Campos

Em matéria de Bruno Mello, o Portal Mundo do Marketing destacou a atuação das Relações Públicas nas mídias digitais em prol da marca e a contratação de Risoletta Miranda, especialista em marketing digital, para o comando da unidade de negócio digital da FSB.

A matéria destaca que com a internet, o contato do consumidor se multiplicou em sites corporativos, blogs e redes sociais, tornando o gerenciamento de imagem uma tarefa extremamente difícil e que as empresas como Nike, Microsoft, Ipiranga, Ministério da Saúde e a Confederação Nacional da Indústria já sabem disso e contratam agências para gerenciar sua imagem na web. “Relações publicas no Brasil hoje é evento. Aqui se pensa de uma forma um pouco mais diferenciada. Fazer a comunicação não pode mais não passar pelo digital”, afirmou Risoletta ao Mundo do Marketing.

Relações Públicas: destaque no gerenciamento de imagem pela web

Relações Públicas: destaque no gerenciamento de imagem pela web

Um dos focos deste segmento de negócio é fazer uma conexão do que está na rede para pautar as mídias tradicionais e ajudar a posicionar a empresa na web conforme ela deseja. “Quando se identifica uma tendência, pode-se criar uma agenda positiva, esclarecer antes que vire um boato”, aponta Risoletta.

Para a especialista é importante ter estratégia para fazer a diferença no mundo digital, fortalecendo a marca.

Fonte: Mundo do Marketing

07.09.09

5º Café Horizonte RP: participe

Enviado em Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes tagged , , , , às 17:18 por Ricardo Campos

No Brasil a Internet supera as mídias tradicionais

Enviado em Fontes de informação, Interfaces Comunicacionais, Novas tecnologias, comunicação tagged , , , , , , às 00:49 por Ricardo Campos

Recente matéria de Venício Lima para site Envolverde/Carta Maior conseguiu demonstrar a supremacia das mídias digitais sobre as mídias tradicionais. Baseado em recentes pesquisas ficou claro que a Internet hoje tem uma grande representatividade quando se busca informação, diversão, cultura e serviços.

Mas diferentemente das mídias tradicionais o usuário deixa a passividade de lado para assumir o comando na emissão das informações e na elaboração de conteúdo. Segundo a matéria, uma pesquisa revelou que 83% dos consumidores de mídia no Brasil produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede.

Lima afirma que a Internet ultrapassou a televisão, conforme revelou uma pesquisa feita pelas Consultorias Deloitte Touche Tohmatsu e pelo Harrison Group, denominada de “O Futuro da Mídia”. A pesquisa, realizada simultaneamente nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra, no Japão e no Brasil, identificou como pessoas entre 14 e 75 anos “consomem” mídia hoje e o que esperam da mídia no futuro. A pesquisa feita no segundo semestre de 2008 teve a amostra dividida em quatro grupos de faixas etárias: a “Geração Y”, com idade entre 14 e 25 anos; a “Geração X”, que tem entre 26 e 42 anos; a “Geração Baby Boom”, formada por pessoas entre 43 e 61 anos; e a “Geração Madura”, que compreende os consumidores entre 62 e 75 anos. No Brasil, foram ouvidas 1.022 pessoas, classificadas nas quatro faixas etárias.

A pesquisa concluiu que os brasileiros são os mais consomem informações dos mais variados canais, em comparação com os demais países, com destaque especial para as atividades on-line. Os consumidores brasileiros gastam 82 horas por semana interagindo com diversos tipos de mídia, incluindo o celular.

Um dado extremamente revelador é que assistir à televisão é a fonte de entretenimento preferida pelos entrevistados de todos os países participantes da pesquisa, com exceção do Brasil. Entre nós, a TV aparece em terceiro lugar, as revistas em sétimo, o rádio em nono e os jornais em décimo.

Internet supera mídias tradicionais

Internet supera mídias tradicionais

O quadro (adaptado) abaixo revela as preferências brasileiras.

Fontes de entretenimento favoritas – Brasil

1º – Assistir a filmes em casa (não inclui filmes na TV) ………55 %
2º – Navegar na internet por interesses pessoais ou sociais……53 %
3º – Assistir à televisão …………………………………………………….46 %
4º – Ouvir música (usando qualquer dispositivo ………………….36 %
5º – Ir ao cinema ……………………………………………………………..30 %
6º – Ler livros (impressos ou on-line) …………………………………25 %
7º – Ler revistas (impressas ou on-line) ………………………………16 %
8º – Jogar videogames ou jogos de computador …………………..14 %
9º – Ouvir rádio ……………………………………………………………….13 %
10º – Ler jornais (impressos ou on-line) ……………………………..12 %

Destaque para as redes sociais

A pesquisa Deloitte/Harrison faz referencia a outra pesquisa divulgada em junho de 2008 pelo Ibope/Net Ratings sobre o surgimento das “redes sociais virtuais”, ou seja, os sites de relacionamento que reúnem internautas com os mesmos interesses. Segundo esta pesquisa, 18,5 milhões de pessoas haviam navegado neste tipo de site em maio de 2008. Se somados os fotologs, videologs e programas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões.

Lima destaca ainda que no painel de abertura do 8º Tela Viva Móvel, dia 20/5, em São Paulo, o gerente de conteúdo e aplicações da Oi, Gustavo Alvim, informou que as redes sociais já desempenham papel mais importante que o acesso a emails no cenário da internet mundial. Em média, enquanto 65,1% dos usuários mundiais de internet acessam emails, 66,8% acessam redes sociais. “E o Brasil é o líder absoluto em redes sociais, com 85% de seus internautas que acessam pelo menos uma rede social”.

Oportunidades para quem não quer ficar de fora deste grande filão.

Com informações da matéria de Venício Lima, Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília – NEMP – UNB, para o Portal Envolverde/Agência Carta Maior

07.03.09

Fim da obrigatoriedade do diploma traz lições para as RP

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais, Relações Públicas, comunicação tagged , , , , , , , às 15:10 por Ricardo Campos

Estive duas semanas afastados por motivo de saúde, um tempo imenso na era da informação. Até mesmo os textos que já estavam preparados para ser publicados ficaram démodés. 

Durante este tempo muita coisa aconteceu e a comunicação ficou abalada com a queda da exigência do diploma de jornalismo e com a possibilidade de que este fato repercuta nas relações públicas. Foi possível ver os ânimos exaltados de ambos os lados, relações públicas comemorando a quebra da reserva de mercado dos nossos “hermanos” e jornalistas com discursos inflamados sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para as relações públicas, querendo vingança. Realmente uma briga desnecessária num momento em que a comunicação deveria estar unida, afinal é inadmissível para qualquer comunicador aceitar que um senhor “de capa preta” compare uma profissão da área com a de um cozinheiro. Nada contra os cozinheiros, mas é notório que estes profissionais não necessitam de conhecimentos em nível superior para execução da sua profissão, diferentemente dos jornalistas que necessitam de saberes específicos.

Deixando de lados as polêmicas de profissionais pouco esclarecidos é importante destacar alguns ensinamentos que a situação do jornalismo pode trazer para as relações públicas, em especial aqui no nosso estado, quando no tocante da mobilização.

Quando o debate sobre a exigência do diploma de jornalismo ainda estava no início, muita gente se mobilizou para que fosse feito um debate mais intenso e muitas manifestações foram previamente agendadas para que unidos os profissionais pudessem marcar presença, lutar pela permanência do diploma e pela importância da profissão. Mas o que se viu nos dias seguintes aos agendamentos foi a constatação de que a categoria não estava unida e disposta a lutar pelos seus direitos. Foi comum na lista de discussão de jornalistas ouvir reclamações de ativistas que dedicaram seu tempo a uma causa que deveria ser comum aos profissionais de uma mesma classe, mas em que a grande maioria simplesmente resolveu se abster. Com a decisão do STF estas listas “bobaram” como nunca se viu, discursos inflamados, revoltosos e cheios de “verdade”. Mas aí a “vaca já tinha ido para o brejo” e as vozes indignadas já não podiam ser ouvidas.

Assim como no jornalismo as relações públicas carecem de um maior envolvimento dos profissionais com as causas de nossa profissão. Vejo muitas reclamações de profissionais e estudantes que estão completamente desconectados com o que anda acontecendo na profissão, nos Conselhos Federal e Regional, nos grupos de discussão, nas comunidades, etc. Querem empregos, reconhecimento, valorização, mas sem entender que para chegar neste nível é importante a participação e envolvimento de todos. Tenho me aproximado do Conrerp e as histórias de luta e de conquistas demonstram o heroísmo de pessoas que querem realmente dar a sua contribuição, de forma espontânea, enquanto a grande massa permanece inerte, reclamando da anuidade, isso quando paga.

Que possamos estar atentos aos movimentos da profissão, participando ativamente de tudo que acontece no Conselho, movimentos independentes como listas de discussão, comunidades, etc. Somente assim poderemos estar realmente unidos e fortalecidos caso a bonança se transforme em tempestade.