06.12.09
Comunicadores e profissionais de marketing debateram comunicação consciente
Quem trabalha com publicidade, propaganda e marketing está acostumado a criar e trabalhar os desejos de consumo. Mas o que acontece quando o “ter” começa a ser questionado por esses profissionais? E quando a necessidade de valorização do “ser”ocupa a cabeça criativa dessas pessoas? Com essa provocação aconteceu em São Paulo o Unomarketing – Comunicação Consciente, um evento que teve como objetivo debater a sustentabilidade e o compromisso social das organizações ligadas à mídia.
Vejo que o evento foi uma provocação aos profissionais que atuam na área de comunicação e marketing sobre a responsabilidade que cada um tem não apenas com a sua empresa e na geração de valor, mas principalmente com a sociedade e com o planeta. A criação de produtos e serviços deve respeitar a necessidade urgente da atuação sócio-ambiental, permeando desde o conceito até os processos de produção e de comercialização. Não tem como as empresas continuarem indiferentes no atual cenário mundial.
E a mídia tem um papel importante no fomento desta discussão e no apoio a educação da sociedade, dando também o exemplo, atuando de forma consciente e sustentável na produção de seus produtos e serviços.
A Revista Digital Envolverde cobriu o evento, além de matérias do site foi possível acompanhar os debates pelo blog do evento.
“Criar com responsabilidade. Estar atento no impacto da mensagem dentro de uma cadeia de valor e produção. Essa é uma preocupação crescente para os profissionais da mídia, que entendem sua co-responsabilidade na construção de um mundo mais sustentável.” Essa é a mensagem que fica para os profissionais de comunicação e marketing que participaram do Unomarketing e que com certeza estão mais conscientes da sua responsabilidade.
Com informações da Revista Envolverde / Mercado Ético
06.10.09
Curtas da Comunicação
Microsoft lança Bing na tentativa de minimizar o poder da Google.
O novo motor de busca chega para substituir o Live Search e segundo a Microsoft ajudará os utilizadores a pesquisar de forma mais objetiva e simplificada. Será que o Bing conseguirá competir com o Google? É ver para crer.
Perfil das redes sociais no Brasil
Edney Souza (Interney/Pólvora) em sua palestra no Social Media Brasil, realizado em SP, deu um panorama atual das redes sociais no Brasil.
Orkut:
- 35 milhões de perfis brasileiros ativos/mês.
- Média de 4hs de navegação por usuário/mês.
- 79% dos brasileiros online.
- O que se faz: seeding (Permissão), pesquisas de opinião (enquetes), compra de logos e links em perfis de comunidades, casting de supermoderadores, OpenSocial.
Blogs:
(Fontes: Cetic.br, Ibope/Netratings, Wave McCann)
- Pessimista/Realista: 17% dos internautas criam/atualizam blogs e websites.
- 51% dos internautas residenciais lêem blogs.
- Otimista/Restrita: 45% criam/atualizam.
- O que fazer (do mais para o menos polêmico): Publicam editoriais identificados, envoi de releases, envoi de mídias kit, casting (eventos), amostra de produtos/serviço, entrevistas com executivos, produção patrocinada de conteúdo, avaliação técnica de produtos e compra de banners.
Flickr / Fotolog:
- O que fazer: Casting com fotógrafos, grupos de flickrs, seeding e release.
- 70% compartilham fotos (Wave McCann).
- 34 % fazem uploads todos os dias (Wave McCann).
Twitter:
- Mais de 18 mil perfis em lingual portuguesa (Ranking do Cris Dias).
- Possibilidades: Divulgar links interessantes, conversar com usuários / SAC, Promoções.
Youtube / Videolog:
- 49% assistem videos online (Cetic.br).
- 15% fazem uploads de vídeos.
- Pode ser feito: Produção com hubs sociais/videomakers, videos interativos, canais customizados, post roll, seeding/releases.
Blip FM / My Space / Last FM:
- 43% ouvem radio em tempo real (Cetic.br).
- 32% fazem download de filmes, músicas ou software’s (Cetic.br).
- Rádios personalizadas, seeding, releases.
Facebook:
- 40 mil perfis de brasileiros (Ibope / Netratings).
- Principais ações possíveis: Eventos para early adopters / tecnologia, anúncios de texto, aplicativos.
Linkedin / Pearibus / Via6:
- Corpo a corpo, campanhas B2B.
MeAdiciona:
- Organizando a bagunça
Top redes sociais no Brasil:
1. Orkut
2. Sonico
3. Myspace
4. Via6
5. Facebook
6. Multiply
7. Twitter
8. Hi5
Fonte: Wagner Fontoura – Boombust
06.02.09
CNO um novo nome para o profissional de relações públicas
O mercado empresarial não se cansa de inventar siglas para procedimentos, metodologias e mesmo para cargos e funções. Muitas das vezes utilizam as siglas para renovar, dar cara nova ao que já existe ou mesmo como se diz no jargão popular: “dar um banho de grife”. Algumas siglas já fazem parte do cotidiano das empresas, tais como CFO (Chief Finance Officer) e CEO (Chief Executive Officer), mas a grande novidade do momento é o CNO (Chief Networking Officer), denominação para o diretor de relacionamentos de uma empresa.
Em entrevista para o Portal Administradores, a gerente de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza, as atribuições não são novas: “Na verdade, a gente fala que ele é novo, mas não é. As pessoas já faziam esse trabalho na empresa, aumentando suas atribuições. O trabalho do CNO ficava na mão de outras pessoas, até mesmo o presidente da empresa, ou o diretor de Comunicação, de Atendimento e etc”, afirma.
O CNO tem como função primordial gerenciar os relacionamentos com os stakeholders e públicos que estão ligados ao negócio, participa de negociações, gerencia conflitos, traça estratégias e cria sinergias para que as informações possam fluir em todos os níveis. Neli discorre que o profissional “deve ter uma visão que vai além do dia a dia, porque entende o papel do fornecedor, do cliente, do acionista e integra esses interesses. Ele deve administrar relações, ou fazer gestão de parcerias. Então, quando há uma negociação especial, ele entra não só com o papel da empresa, mas analisa o interesse de ambos os lados, para fazer com que todos ganhem”. Outras habilidades exigidas é gostar de se relacionar com as pessoas, de interagir, ter conhecimento em negociação e utilizá-la de forma conciliadora. “Tem de se colocar no lugar dos outros, ser carismático e persuasivo”, ressaltou a gerente da Ricardo Xavier.
Mas a grande questão é que o CNO chega para dar novo nome a uma profissão que já existe e que inclusive é regulamentada por lei. Trata-se da profissão de Relações Públicas, os gestores da comunicação institucional, responsáveis pelos relacionamentos e mediação dos interesses que os diversos públicos têm com as organizações.
Enquanto profissional de relações públicas julgo que criar uma nova nomenclatura para uma profissão regulamentada é extremamente perigoso, passível de fiscalização e inclusive multa para profissionais que não possuem formação e nem registro junto ao conselho de classe.
Conforme discorri no último post, o relacionamento se tornou um dos principais ativos para que as organizações vençam a crise, sendo que muitos investimentos continuam sendo feitos nesta área. Por isso a importância de se ter na linha de frente profissionais qualificados e especializados para lidar com interesses diversos, advindos dos públicos institucionais.
Não que eu seja coorporativista, mas com uma profissão regulamentada não tem como dar “um banho de grife” não é mesmo?
Com informações do Portal Administradores



