05.29.09

Crise na Gazeta Mercantil compromete circulação

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, comunicação tagged , , , , , , às 19:10 por Ricardo Campos

Com dívidas trabalhistas de mais de 200 milhões de reais, o Jornal Gazeta Mercantil, um dos principais diários de economia e negócios da América Latina, agoniza e deve deixar de circular a partir da próxima segunda-feira, 01, quando oficialmente a Editora JB S/A deixa de ser a responsável pelo controle da marca. Assim a Gazeta Mercantil volta para o proprietário das marcas nominais, o Grupo Gazeta Mercantil S/A (GZM), da família Levy.

Segundo o vice-presidente da Editora JB, Eduardo Jacome, a CBM (Companhia Brasileira de Multimídia) empresa que controla a editora e atual licenciadora da marca Gazeta, os grupos não chegaram a um acordo sobre as dívidas trabalhistas que somam mais de 200 milhões de reais. O entendimento é que este passivo pertence a GZM.

Gazeta Mercantil: sem negociação esta edição pode ser a última a circular

Gazeta Mercantil: sem negociação esta edição pode ser a última a circular

Se as negociações não evoluírem, chega ao fim a trajetória de um dos mais conceituados jornais de economia e negócios do Brasil. Fundado em 1920 como um pequeno boletim econômico voltado para o mercado paulista, que naquela época já era a ponta da economia nacional, o jornal ganhou corpo em 1934 quando foi comprado pela família Levy, se tornando um dos principais jornais de economia e negócios da América Latina.

Segundo informações da imprensa, existem propostas de outros grupos para assumir a marca e continuar a circulação dos jornais.

05.26.09

4º Café Horizonte RP

Enviado em Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes tagged , , , , às 18:24 por Ricardo Campos

Acontece na próxima quarta-feira, dia 06 de junho, o 4º Café Horizonte RP, evento promovido pelo Grupo Horizonte RP e que já se tornou referência para o networking de profissionais de Relações Públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Com um formato diferenciado o evento é um momento de descontração, onde os profissionais tem a oportunidade de se relacionarem, debater a profissão, os cases  de sucesso além de conversar sobre amenidades, tudo ao sabor de uma boa culinária, boa música e um chopinho gelado (para quem gosta).

Vale a pena participar.

05.21.09

Na crise das oportunidades o relacionamento é o foco

Enviado em Gestão de Negócios, Imagem e Reputação, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , , , às 21:47 por Ricardo Campos

Já não é novidade para ninguém, mas com a crise mundial e a redução dos investimentos, uma das saídas encontradas pelos gestores foi o investimento em estratégias de relacionamento, que geram economia e resultados consideráveis com relação as estratégias tradicionais de comunicação e gestão.

E muitos ainda pensam no relacionamento como estratégias mirabolantes sendo que muitas das vezes a simplicidade é a melhor pedida, a atenção aos detalhes e até mesmo um sorriso, situações do cotidiano que as deixamos passar despercebido.

Existe um famoso case de gestão que demonstra a importância dos pequenos detalhes que transformam a experiência do cliente e que trazem resultados surpreendentes. E o melhor, sem a geração de custos exorbitantes, o que em tempos de crise é um grande diferencial.

Um hotel especial

Um homem está dirigindo há horas e, cansado da estrada, decidiu procurar uma pousada ou hotel para descansar e dormir. Avistou um luminoso com o nome Hotel Veneza. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “Bem-vindo ao Veneza!”. Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos, tudo muito rápido e prático. 

Relacionamento: os detalhes fazem a diferença

Relacionamento: os detalhes fazem a diferença

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). 

A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado naquele local até então. Retornou ao quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela! Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo da copa do apartamento e descobriu uma cafeteira ligada por um timer automático, seu café e, junto um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!” Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe. 

De repente, lembrou-se: no jantar lhe perguntaram qual a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas, como pode? É o meu jornal! Como eles adivinharam?” Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou a recepcionista lhe perguntara qual seu jornal preferido. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal!

Estabeleceram relacionamento!

05.17.09

Jack Welch causa polêmica ao afirmar que gerar valor para o acionista não é estratégia

Enviado em Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, Marketing tagged , , , , , , às 03:56 por Ricardo Campos

O guru da Administração, Jack Welch, causou polêmica em recente matéria para o Financial Times, onde revelou que a geração de valor para o acionista como estratégia é a idéia mais tola do mundo. 

A matéria “Welch denuncia obsessões das empresas” provocou enorme reação nos meios de comunicação e na área de gestão, já que ele classificou como “equivocada” a ênfase que executivos e investidores atribuem à geração de valor.

Jack, em uma entrevista pingue-pongue discorreu sobre as reações que a matéria provocou e esclareceu seu posicionamento:

Jack, sua declaração de que a geração de valor para o acionista seria “tolice” deflagrou um debate a favor e contra sua posição. Foi isso mesmo que você disse ao FT?

Todas as minhas falas no FT foram reproduzidas corretamente. Numa entrevista sobre o futuro do capitalismo, em que foram discutidos diversos temas, o jornal me perguntou o que eu achava da “geração de valor para o acionista como estratégia”. Eu disse que a pergunta, a princípio, colocava em questão uma ideia tola. A geração de valor é resultado – e não estratégia.

Essa sua posição é recente? Tem gente que acha que você se converteu a ela não faz muito tempo.

De modo algum. A estratégia, obviamente, é o que impulsiona a empresa. Você pode, por exemplo, trabalhar com uma estratégia voltada para a inovação com o objetivo de fabricar produtos líderes em todos os ciclos; ou pode também recorrer a uma estratégia que lhe permita se tornar o principal fornecedor global no segmento de baixo custo; pode ainda adotar uma estratégia que resulte na globalização da empresa. Para isso, você pega os pontos fortes dela em um mercado e os transfere para os demais.

Você pode fazer tudo isso sem nunca dizer nada a seus funcionários: “Nossa estratégia é a geração de valor para o acionista.” Esse não é o tipo de estratégia capaz de ajudá-lo a saber o que fazer no dia-a-dia da empresa. Ela não energiza e nem motiva ninguém.

Portanto, o que quero dizer simplesmente é que o valor da sua empresa, tanto no curto quanto no longo prazo, é resultado da adoção de estratégias bem-sucedidas. Sempre acreditei nisso e nunca disse o contrário.

O artigo insinuava que você era o principal defensor do gerenciamento de curto prazo por causa de um pronunciamento seu de 1981. O que você acha disso?

O artigo dizia também que em momento algum eu usei a expressão “geração de valor para o acionista” naquela ocasião. Na verdade, o que eu disse na época tinha a ver com a estratégia de longo prazo da General Electric e com a maneira pela qual a empresa deveria operar nos 20 anos seguintes. De algum modo, esse pronunciamento foi acrescentado ao artigo do FT com o propósito de estabelecer uma relação de igualdade entre ganhos de curto prazo e geração de valor para o acionista. Confesso que não entendi.

Muito bem, mas o que você acha da ênfase dada aos ganhos de curto prazo?

O papel do líder e de sua equipe consiste em se empenhar na concretização das decisões de curto prazo investindo ao mesmo tempo na saúde a longo prazo da empresa.

Conclusão: isso é gerenciar. Bons gerentes sabem o que fazer para comer hoje e ao mesmo tempo sonhar com o amanhã.

Qualquer indivíduo sem muito preparo é capaz de apresentar resultados no curto prazo, para isso basta espremer aqui e ali uma porção de vezes. De igual modo, qualquer um pode também se recostar e sonhar dizendo: “Venha me visitar daqui a alguns anos. Estou trabalhando em nossa estratégia de longo prazo.” Nenhuma das duas abordagens é capaz, por si só, de gerar valor sustentável para o acionista. É preciso fazer as duas coisas.

E o que acontece quando se faz as duas coisas?

Todos saem ganhando. Os empregados têm mais segurança no trabalho e melhores salários. Os clientes têm acesso a produtos e serviços de melhor qualidade. A comunidade também é beneficiada, uma vez que empresas e funcionários bem-sucedidos contribuem com seu bem-estar. Obviamente, os acionistas também são beneficiados porque podem contar com empresas que põem em prática compromissos de curto prazo sem descuidar da visão de longo prazo.

Na sua opinião, por que seus comentários teriam causado tanta polêmica?

No atual clima econômico, as pessoas estão passando por muitas dificuldades e questionam tudo. Elas querem saber o que as empresas fazem, como remuneram seus funcionários e que interesses defendem. A entrevista do FT deve ser lida no contexto do futuro do capitalismo. É com isso que as pessoas estão preocupadas atualmente, portanto é um bom tema para debate.

O meste Jack Welch surpreendendo mais uma vez

O meste Jack Welch surpreendendo mais uma vez

Análise:

Não é a toa que Jack Welch é um dos grandes pensadores da Administração. A sua capacidade de análise está além dos desejos corporativistas dos administradores de demonstrar o valor de suas decisões colocando como premissa gerar valores para aqueles que investem no negócio. Como ele bem refletiu a geração de valor é a conclusão de estratégias bem sucedidas que geram valor para todo o negócio, inclusive para o acionista.

Outro ponto interessante que Welch discorre vem de que expor esta premissa de gerar valor para o acionista não motiva as equipes a gerarem resultados. As equipes querem gerar valores que beneficiem a todos, inclusive a si próprios. Novamente o valor de se pensar globalmente, em toda cadeia administrativa.

Atuar com planejamento de curto e longo prazo na estratégia empresarial também é outra grande lição, afinal todos devem estar antenados nas demandas diárias, mas olhando e se preparando para o futuro, para visão definida, para onde a empresa quer chegar.

Com informações do Portal Exame

05.14.09

Parceria beneficia os leitores deste blog

Enviado em Interfaces Comunicacionais, Marketing, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes tagged , , , , , , às 04:54 por Ricardo Campos

05.09.09

Revista Veja destaca vídeos do Youtube

Enviado em Interfaces Comunicacionais, Novas tecnologias, Web 2.0 e Redes Sociais tagged , , , , , , , às 22:19 por Ricardo Campos

A Revista Veja publica na edição desta semana matéria sobre os vídeos anônimos que fazem sucesso no Youtube. Vídeos que produziram uma onda viral e onde alguns dos produtores conseguiram alcançar objetivos maiores do que o simplesmente ser visto por mais de 118 milhões de pessoas.

São as redes sociais produzindo a conexão de milhares de pessoas e possibilitando a divulgação de idéias, sonhos e potencializando carreiras.

O vídeo abaixo é o 2º mais visto do Youtube, onde o bailarino Judson Laipply encorajado por um grupo de estudantes demonstra suas habilidades. O vídeo fez tanto sucesso que o bailarino alimentou o Life Is Change, endereço em que os fãs podem assistir ao vídeo, esclarecer dúvidas sobre o dançarino e participar de um jogo em que é possível colocar uma foto num corpo virtual que dança como Judson.

Já o vídeo abaixo é de um garoto que faz a versão na guitarra da música Canon. Após o sucesso ele promoveu um curso de guitarra pela internet.

Dos vídeos destacados, outro que chama a atenção é o vídeo que ajudou a beneficiar a banda Ok Go e sua música Here It Goes Again. O grupo se beneficiou bastante da internet: conseguiu destaque moderado no mundo virtual no fim de 2005 e alavancou o sucesso global com a música Here it Goes Again em 2006 .  Confira o site da banda Ok Go.

Criatividade e ousadia fazem parte dos vídeos mais vistos do Youtube e demonstra uma oportunidade de divulgação de talentos, de idéias e de marcas.

05.06.09

Planejamento é coisa séria

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes tagged , , às 22:22 por Ricardo Campos

Hoje compartilho com vocês um texto muito importante de Paulo Roberto Lucas de Oliveira que foi publicada pelo Portal Administradores, intitulado de “Um bom planejamento depende de adequada execução”.

O texto do Oliveira nos leva a reflexão sobre a importância do planejamento para a sobrevivência das empresas, afinal a crise colocou por terra planejamentos de grandes empresas que não conseguiram prever a crise e que acabaram com furos enormes em seu faturamento. Mais do que o modismo, o planejamento estratégico é um instrumento valioso e que norteia os futuros passos de qualquer organização e que portanto deve ser validado e acompanhado periodicamente para sofrer as interferências necessárias afim de evitar problemas futuros.

Um texto que deve constar nas suas referências. Confira.

Nas últimas décadas, a expressão “Planejamento Estratégico” é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições. A despeito da suposta adoção maciça desta prática, a crise mundial pegou muitos setores desprevenidos. Será que eles não tinham um planejamento estratégico ou este não foi devidamente elaborado?

Podemos dizer que as micro e pequenas empresas não têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões. É possível, também, afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real. No entanto, é incomum entre os especialistas em gestão atribuir estes resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado.

Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode denotar falta de visão do planejador. Porém, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado. No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou. No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.

Planejamento Estratégico: questão de sobrevivência

Planejamento Estratégico: questão de sobrevivência

Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais frequentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade.

Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de “onde se quer chegar” o “como chegar”, qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.

No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.

Em síntese, a mensagem que desejamos deixar é esta: sem planejamento não se chega a lugar algum! Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento demorem a ser atingidos, a receita é muito simples:

1. Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;
2. Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;
3. Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;
4. Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;
5. Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções.

Texto de Paulo Roberto Lucas de Oliveira para Portal Administradores