04.28.09

A Web 2.0 como foco do Marketing

Enviado em Comunicação organizacional, Marketing, Web 2.0 e Redes Sociais, comunicação tagged , , , , às 23:58 por Ricardo Campos

 

Stuart Read, responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Publicação da IMD, em matéria para o Portal Mundo do Marketing falou sobre a Web 2.0 e de como esta onda colocou a internet de cabeça para baixo e deixou profissionais de marketing de cabelos em pé por não acreditarem e nem considerarem a tendência em suas estratégias.

 

A inovação proposta pelas redes sociais e as excelentes oportunidades de comunicação com clientes, geram, segundo o autor, vantagens competitivas para aqueles profissionais de marketing que dominam as novas ferramentas.

 

O marketing descobre a Web 2.0

O marketing descobre a Web 2.0

 

Read relaciona ainda algumas informações sobre como otimizar os resultados com a Web 2.0

 

1. Ouça e entenda. Os consumidores interagem na web através de tecnologias sociais como blogs, YouTube, Orkut, Facebook e fórum de consumidores. Sintoniza com ideias valiosas com as necessidades e desejos dos consumidores. Del Monte, por exemplo, usa uma comunidade privada para entender os desejos dos donos de animais de estimação.

 

2. Fale. Blogs executivos como o FastLane da GM são um caminho rápido e direto para falar e conversar com a base de consumidores. Mas os negócios devem estar propensos a abandonar o controle de mensagem de métodos antigos. Postagens de blogs não são assinadas pelo setor de relações públicas. Se sim, elas serão percebidas como falsas. Outra forma de alcançar a audiência é criando podcasts como a IBM. Aumente o impacto de podcasts incluindo textos para garantir que sejam encontrados por mecanismos de buscas e encorajando a assinatura de RSS.

 

3. Energize, apoio e embarque. Use tecnologias sociais para unir seus mais entusiásticos consumidores, dar força ao seu poder de boca-a-boca e transformá-los em embaixadores da marca, como a Fiskar Brands fez com a sua comunidade “Fiskateers” ou a Nike com a Nike+. Ferramentas como fóruns e wikis ajudam consumidores a apoiarem uns aos outros e pode poupar custos para companhias que mantém fóruns, como Intuit. Os consumidores podem também ser integrados nos negócios. A IdeaStorm da Dell é um poderoso exemplo de como as sugestões dos consumidores podem ajudar a melhorar produtos.

 

4. Persiga e gerencie a marca. Quando consumidores dividem informações através de tecnologias sociais, eles podem ter um real impacto na sua marca. Use o Technorati (Technorati.com) para saber quem está blogando sobre você, onde e o quê está sendo dito. 

 

5. Ganhe a dianteira com informação atualizada. Assine fontes RSS para entregar informação atualizada e valiosa para você. Algumas fontes RSS úteis que você pode assinar:


• Blogs, sites de notícia, etc. que falam de sua companhia ou produto
• Website de concorrentes, novidades e blogs que cobrem competidores
• Buscador de notícias e tendências relacionados ao seu mercado.

 

6. Reforce a comunicação interna. Use as ferramentas da Web 2.0 para melhorar a efetividade das organizações através de um melhor gerenciamento de conhecimento, encorajando colaboração, reforçando a cultura da companhia e fornecendo oportunidades de treinamento.

 

Análise da matéria

 

A matéria de Read não traz muitas novidades na discussão conceitual sobre a Web 2.0, mas reforça o coro sobre sua importância e aplicabilidade, principalmente em tempos de crise.

 

Uma das análises também diz respeito ao uso de assinaturas do setor de relações públicas em blogs. É importante destacar que a profissão surge como uma das mais atuantes na Web 2.0 justamente por já ter como premissa básica o relacionamento e a interlocução com os públicos institucionais. Mas o papel do profissional de Relações Públicas é agir nos bastidores, não assinando diretamente os posts de um blog institucional, sendo dever do presidente ou de um representante do alto escalão institucional.

 

O fato é que o diálogo na Web 2.0 deve ser franco, transparente, pois qualquer iniciativa contrária pode levar todo o projeto por “água abaixo”.

 

Com informações da matéria de Stuart Read para o Portal Mundo do Marketing

04.23.09

Fusões: comunicação transparente contra a crise

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , às 15:07 por Ricardo Campos

   

No último post podemos ver o tamanho dos desafios enfrentados por Falco. E não é para menos, já que segundo dados recolhidos no mercado pela consultoria Accenture, que ajudou a Oi a planejar a integração, 60% das fusões de grandes empresas não dão certo ou porque as pessoas não têm clareza sobre o rumo a seguir ou por causa do choque de culturas.

 

Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) com executivos de cem empresas brasileiras que passaram recentemente por processos de fusão e aquisição, mostra que um dos aspectos mais críticos é a evasão do capital intelectual. Em média, 25% dos gestores decidem não permanecer na empresa em virtude de políticas contratuais estabelecidas pela nova administração.

 

Este dado do relatório da Price demonstra como uma fusão sem planejamento pode ser perigosa, inclusive para a sobrevivência do negócio, afinal perder parte do capital intelectual num momento tão delicado costuma ser fatal para o sucesso do processo. O relatório aponta ainda que as empresas não preparam seus funcionários para conviver com o ex-competidor dentro da empresa.

 

Fusões: o lucro ou a crise - processo deve ser detalhadamente planejado

Fusões: o lucro ou a crise - processo deve ser detalhadamente planejado

 

O número elevado de fusões que não dão certo é preocupante, principalmente pela recorrência que estes processos vêm ocorrendo no mundo. No Brasil, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), somente em 2008 foram realizadas 94 operações girando valores na ordem de 100,4 bilhões de reais.

 

Os processos de fusão demonstram que o envolvimento dos gestores é essencial para o sucesso da operação e que a comunicação deve ser clara, objetiva e envolvente. É fato que ganhos com sinergias serão necessários para que o novo grupo possa obter ganhos com a otimização de pessoal, mas até este processo dever estar estabelecido dentro de uma estratégia eficaz de comunicação.

 

É notório que os funcionários, diante de um processo de fusão, experimentam momentos de insegurança, ansiedade e medo. O que eles querem é respeito, que traduzindo significa uma comunicação transparente.

 

Realizar um processo deste com certeza é uma arte, que exige envolvimento e muita dedicação, para vencer os desafios e não deixar que o que era para ser lucrativo se transforme em uma grande crise com conseqüências danosas a imagem e aos objetivos institucionais.

04.15.09

Fusões: os grandes desafios enfrentados pela comunicação e pela gestão

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , , , , , , às 01:26 por Ricardo Campos

A semana passada foi muito intensa para mim, logo depois veio um feriado prolongado e acabei não conseguindo postar minhas reflexões sobre diversos temas interessantes que tem acontecido no cenário da comunicação e gestão.

Retomo hoje com um assunto que julgo muito pertinente tanto do ponto de vista da comunicação como também da gestão. Trata-se do processo de fusão entre empresas e dos diversos desafios que aparecem quando este processo ocorre.

O atual cenário econômico mundial tem proporcionado muitas aquisições por parte de empresas que atentas as oportunidades e as dificuldades de seus concorrentes conseguem fazer bons negócios e matar dois coelhos com uma “cajadada só”, afinal obsorvem um concorrente e aumentam consideravelmente sua carteira de clientes e as possibilidades de gerar lucros surpreendentes.

Mas nem tudo são flores, afinal os desafios enfrentados pela equipe de transição são determinantes para o sucesso da operação e muita das vezes para a sobrevivência de ambas instituições. E os desafios são tão intensos e em tantas áreas da empresa o que torna o processo delicado e cheio de tensões.

Um dos grandes desafios é o choque de culturas entre as empresas, entre quem comprou e quem foi comprado. Você já imaginou estar ligado a processos, ter uma metodologia de trabalho e alguém um dia chega e fala para você esquecer tudo que sabe e se adequar a uma nova forma de trabalho. Realmente não é fácil.

Ao mesmo tempo surgem as conversas de corredor, o clima, o medo de ser mandado embora, a resistência a mudança. Os desafios são imensos para os gestores e principalmente para quem lida com a comunicação, que tem um papel fundamental neste momento: o de comunicar, relacionar e de proporcionar uma ambiente de tranqüilidade para todos os públicos institucionais, garantindo que todo o processo se conclua com menos traumas possíveis.

Com a crise econômica os exemplos aparecem aos montes e nos fornecem elementos interessantes para análise.

Vejamos o exemplo do Santander e do Banco Real. Inicialmente surgiu a informação de que a compradora, que é espanhola e é conhecida pela sua agressividade mercadológica e frieza nos relacionamentos, iria acabar com a bandeira Real ABN Amro Bank que tem um reconhecimento notório dos brasileiros e principalmente dos seus modelos de gestão que tem a sustentabilidade como foco. No início houve uma reação contrária muito forte, fazendo com que este processo de fusão e absorção da marca se prolongasse. Somente agora foi dado o start para a substituição da marca, com a sinalização de serão mantidos os valores que fizeram do Banco Real uma marca apreciada por grande parte dos brasileiros.

Outro exemplo do grande desafio enfrentado nos processos de fusão vem do processo entre a Oi e a BrT que tem pelo caminho a integração de 26 mil funcionários e onde o objetivo é economizar mais de 1 bilhão de reais em sinergias. Coube ao Presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, assumir o comando para garantir o sucesso da fusão e alcançar os números surpreendentes a que se propõe a mega operadora de telefonia.

Não é a toa que a Revista Exame revela que o presidente encarnou uma espécie de guru de autoajuda e se transformou em Falco, o comunicador. Para tranqüilizar as equipes, principalmente por que as demissões já haviam começado, Falco percorreu dez capitais e reuniu mais de 6 mil funcionários para explicar as metas da Oi para o próximo ano.

Em Porto Alegre, sede da BrT, temendo que Falco sofresse alguma hostilidade, a Oi escalou diretores gaúchos para falar de carreira, contar casos e criar uma identificação com a platéia. A ideia era dizer claramente que não vamos apenas misturar as duas empresas mantendo uma divisão entre ‘vermelhos’ e ‘amarelos’. Vamos criar uma nova companhia em que todo mundo tenha as mesmas chances e só fique quem tiver talento”, diz Falco. Desta vez, a ideia é simplesmente estar presente e mostrar que ele se importa com cada um. “O que as pessoas precisam agora é ser ouvidas. Eu vou ouvir todo mundo e responder a todas as dúvidas”, completa.

Neste momento o sentido de pertencer e a oportunidade de poder manifestar suas duvidas e apreensões são importantes para que a equipe da empresa que foi comprada possa ter mais confiança e aceite as novas diretrizes.

No decorrer da semana continuarei a escrever sobre o assunto.

Com informações da Revista Exame em matéria de Malu Gaspar

04.03.09

Sustentabilidade: tema desperta a área de eventos para sua importância

Enviado em Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, Sustentabilidade tagged , , , , às 00:25 por Ricardo Campos

 

Por estar constantemente publicando posts sobre a sustentabilidade venho recebendo muitos pedidos de orientação e dicas, na maioria solicitações de universitários que vão trabalhar o tema em seus TCCs. O interessante é que surgem universitários de várias áreas, inclusive de Design de Interiores, demonstrando que a sustentabilidade é um tema que já desperta todas as áreas para sua importância.

 

Um exemplo desta realidade foi revelado pela matéria de Pollyanna Melo para o site Administradores.com, ao discorrer sobre a estratégia da agência Plano 1 de incluir conceitos de sustentabilidade na produção de ações promocionais e eventos empresariais como diferencial. A agência acredita que medidas simples e práticas podem ser incorporadas por todas as agências para reduzir o impacto ambiental das ações promocionais e eventos.

“Cada dia mais percebemos a tendência do desenvolvimento de ações promocionais e eventos sustentáveis, mas muitas pessoas imaginam que, para tornar uma ação sustentável, basta neutralizar o carbono das emissões. Na verdade, o conceito de sustentabilidade é bem mais amplo e deve contemplar não apenas a preocupação com a natureza, mas também uma responsabilidade social”, afirma Maurício de Almeida Prado, sócio e diretor de planejamento da agência.

 

Eventos: sustentabilidade em pauta

Eventos: sustentabilidade em pauta

De acordo com a Plano1, para tornar um evento ou ação sustentável, as cinco principais etapas são:

Substituição de materiais


Ao invés de utilizar cenografias em madeira, bastante comuns para ambientação de ações promocionais e eventos, a dica é substituir por estruturas modulares reaproveitáveis. Outra opção é a substituição destas estruturas por tecidos ou apenas por efeitos de iluminação e projeção.

Neutralização de carbono


Em parceria com consultoria especializada, é possível neutralizar do carbono emitido durante o evento ou ação. A empresa calcula a quantidade de poluentes lançados e compensa a emissão por meio do plantio de árvores, em número equivalente ao necessário para neutralizar o que foi gerado.


Brindes verdes

Outra iniciativa é a distribuição de itens ecológicos nas ações que requerem brindes. Na confecção destes materiais, a madeira de reflorestamento pode ser preferida ao invés do plástico, o que reduz o impacto ao meio ambiente. “Parcerias com ONGs também podem garantir “brindes verdes”, ao mesmo tempo em que auxiliam no desenvolvimento de comunidades carentes”, acrescenta Almeida Prado.

Reciclagem


As agências podem firmar parcerias com empresas especializadas em descarte e reciclagem do material utilizado em eventos e ações promocionais. “O objetivo deste projeto é contribuir com toda a cadeia beneficiada nesta prática, tanto as cooperativas, quanto os catadores que fazem a coleta e a seleção”, afirma o diretor.

Campanhas educativas

A agência também orienta seus clientes ao desenvolvimento de material de comunicação que informe a preocupação da empresa com a preservação ambiental. “Esta é uma maneira de associar a marca a atitudes positivas e corretas, ao mesmo tempo em que ajuda a conscientizar o público-alvo da importância de se ter uma consciência ambiental”, completa.

 

Fonte: Administradores.com