03.28.09

Cadê a sustentabilidade que estava aqui?

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Imagem e Reputação, Sustentabilidade tagged , , , , às 23:26 por Ricardo Campos

É provável que nos últimos tempos uma das palavras mais pronunciadas no meio empresarial e adjacências tenha sido sustentabilidade. Pronunciada em vão, talvez vacilante, sem muita convicção e conhecimento de toda a gama de significados que essa causa carrega. Acima de tudo, minha percepção é que, ao se falar deste fascinante tema, sempre faltou algo fundamental quando se fala de comunicação: alma.

Partir da perfeita compreensão e significação simbólica e concreta, antes de aplicá-la em discursos e peças de comunicação, é um primeiro passo essencial. Engajar-se na causa da sustentabilidade exige que se trabalhe obrigatoriamente a interdependência entre três amplos conceitos – social, ambiental e econômico. Quanto mais presentes e equilibrados entre si, mais acertado é o caminho escolhido pela organização praticante. Mas podem existir casos em que a mão pese mais em um ou dois destes conceitos.

Não há uma regra rígida, mas sim uma atitude inegociável: olhar para o mundo na perspectiva destas três vertentes, aguçando a consciência, a atenção e o cuidado em se considerar o indivíduo em todos os seus papéis e a sociedade em todas as suas necessidades e aspirações, futuras e atuais. Sob este prisma, investir em ações de empreendedorismo, inclusão social, distribuição de renda, uso consciente dos recursos naturais e orientação financeira surgem como decorrências naturais de uma crença, uma causa maior.

No entanto, ainda existe uma dose considerável de ceticismo no mercado; algumas empresas e executivos não acreditam ser possível ter um bom retorno financeiro e fazer negócios respeitando as pessoas e o meio ambiente. O que podemos é mostrar argumentos que provam o contrário. O mercado financeiro comporta bons exemplos de que cada vez mais investidores individuais e institucionais direcionam seus recursos para empresas que desenvolvem ações com foco na sustentabilidade, pois sabem que essas empresas têm um futuro mais promissor. Aliás, um bom argumento é uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria A.T. Kearney sobre a performance de empresas sustentáveis no mercado financeiro.

Após analisar 99 empresas, a consultoria concluiu que, durante a atual crise econômica, as companhias que têm um comprometimento real com a sustentabilidade apresentaram uma melhor performance no mercado financeiro quando comparadas aos seus pares. Em 16 das 18 indústrias pesquisadas, as companhias reconhecidas pelo foco em sustentabilidade tiveram uma performance 10% melhor do que seus pares; em seis meses, a diferença de performance foi de 15%, o que corresponde a uma média de US$ 650 milhões de capitalização por empresa.

No Banco Real, integrante do Grupo Santander Brasil, a sustentabilidade passou a ser adotada em 2001 e assumida no modelo mental dos nossos executivos, o que inspirou e estruturou nosso jeito de fazer negócios, nossa visão da sociedade que queremos ajudar a construir, nos valores que praticamos todos os dias. Para que não corrêssemos o risco de cair no discurso vazio, no uso apelativo de uma visão que agrega tanto valor ao nosso trabalho, desde então mantemos programas internos em processos contínuos sobre práticas sustentáveis e formação de líderes para a sustentabilidade. A partir do envolvimento de nossas lideranças e desses programas de disseminação e fóruns de discussão, instalou-se um ambiente interno propício e estimulante para o engajamento de nossos funcionários e também de nossos fornecedores.

 

Propaganda Santander e Real: sustentabilidade como modelo de gestão

Propaganda Santander e Real: sustentabilidade como modelo de gestão

 
No Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, todo o processo de comunicação acontece de dentro para fora. Acreditamos que uma imagem forte só se sustenta apoiada em uma identidade e uma prática diária correspondente e coerente. Assim ampliamos, gradativamente, o raio de ação da comunicação, externalizando nossa visão de negócios que pode ser sintetizada em: um novo Banco para uma nova sociedade. Queremos ser o melhor Banco para nossos funcionários trabalharem, o melhor Banco em retorno aos acionistas e o melhor Banco em satisfação de clientes. E é com base nesse nosso jeito de ser e de fazer que estamos vivenciando nossa nova essência, diariamente, provocando reflexões, acolhendo a diversidade de idéias, e valorizando o diálogo com nossos funcionários, fornecedores, clientes e com a sociedade como um todo.

Por isso, nos sentimos confiantes ao dizer que queremos ser agentes, como organização e como indivíduos, dessa evolução de nossa sociedade, cada vez mais bem informada e consciente, buscando a integração do humano e do ambiental com o econômico em todas as suas realizações. E o caminho é tão simples e tão complexo quanto essa reflexão. É preciso estar determinado, aberto ao diálogo, principalmente para ouvir, ter serenidade para encarar os dilemas, saber superar algumas inevitáveis tentativas frustradas. Ao mesmo tempo é preciso saber atrair adeptos à causa, gente com este novo olhar, gente capaz de entender que o projeto é coletivo, tem movimento, carece de interdependência entre tudo e todos e é muito baseado na confiança. E, claro, como tudo, acontece por meio da comunicação.

Como podemos ver, essa é a hora de olhar para frente e focar nas oportunidades que surgem quando há o objetivo de construção conjunta. Hoje eu posso afirmar que no Grupo Santander Brasil não saberíamos tomar decisões sem considerar todos os aspectos que envolvem este novo olhar sobre o mundo, do presente e do futuro, e sobre os processos de geração de valor em nossa sociedade.

Análise:

 

A matéria acima é um artigo/depoimento de Fernando Martins, Diretor Executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Grupo Santander Brasil, publicado originalmente no Portal Mundo do Marketing.

 

Analisando a matéria é possível identificar porque o Banco Real, agora do Grupo Santander,  é notoriamente reconhecido como um agente em prol da sustentabilidade, com enfoque especial para o pilar ambiental. Um case muito interessante sobre como a sustentabilidade pode ser um modelo de gestão, utilizado para gerar valor para a marca e também para a sociedade.

 

Não podemos deixar de analisar o artigo por um prisma mais crítico, como ferramenta de divulgação institucional e embarcar no idealismo do autor que quer demonstrar uma total perfeição que não existe. Um exemplo são as altas taxas de juros que são cobradas pelos bancos, inclusive pelo Santander e Real. Apesar disso, o texto é com certeza uma boa referência de leitura.

03.26.09

RP nas Redes Sociais

Enviado em Interfaces Comunicacionais, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, Web 2.0 e Redes Sociais, comunicação tagged , , , , , , , às 04:02 por Ricardo Campos

 

Blogs, Twitter, Orkut, Facebook. Como acontece o RP nas redes sociais? É o que se propõe este vídeo do Grupo TV1  com o especialista em Web 2.0, Edu Vasques,  e o Gerente de Marketing do Grupo Pão de Açúcar, Guilherme Matiello.

 

Vale a pena conferir:

 

 

03.23.09

Empresas do setor de comunicação sentem os efeitos da crise

Enviado em Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, comunicação tagged , , , às 02:23 por Ricardo Campos

 

Pesquisa divulgada pela Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação) revelou que 89% das empresas do setor de comunicação estão sentindo os efeitos da crise econômica nos seus negócios.

 

O número representa um aumento significativo em relação ao primeiro levantamento, realizado em outubro do ano passado, no qual 63% dos empresários estavam otimistas, acreditando que os seus negócios não seriam afetados e 53% afirmaram que já sentiam os impactos da crise nas suas instituições.

 

De acordo com o presidente da Abracom, Ciro Dias Reis, a solução para evitar consequências drásticas está nas próprias agências.

 

“Esse é o momento de elas mostrarem que podem ir além dos serviços prestados e conhecidos pelas empresas”, ressaltou Reis ao portal Comunique-se.

 

Oportunidades

 

O estudo também apontou que 50% das empresas de comunicação tiveram oportunidades de negócios desde o início da crise.

 

Além disso, entre as empresas entrevistadas, 61% informaram que não houve queda no número de prospecções/concorrências para novos projetos.

 

Outro fato relevante é que 30% das agências já receberam dos seus clientes demanda para o enfrentamento da crise.

 

Contratos

 

Com relação aos contratos, entre as empresas consultadas, 25% tiveram corte naqueles em andamento. Já 24% relataram suspensão de projetos, enquanto 17% renegociaram fee (valor pago pelo cliente por uma tarefa ou período à agência) em andamento e 17% renegociaram o fee na renovação de contratos.

 

Na pesquisa anterior, em outubro do ano passado, 29% das empresas tiveram de rescindir contratos, devido à crise financeira, e 13% substituíram contratos de longo prazo por projetos de curta duração.

 

No cenário econômico atual, 66% das empresas já sabem que terão de reprogramar os seus investimentos.

 

Agências de comunicação: resultados negativos

Agências de comunicação: resultados negativos

 

 

Demissões

 

Quanto ao corte de funcionários, até agora, 12% das empresas realizaram demissões. Já 24% planejam cortes, se houver queda na demanda de serviços.

 

Para Reis, os números não são nenhuma surpresa. “Não há setor que vai agir diferente. Se a demanda for reduzida, ninguém pensa em preço. É natural que haja preocupação de casar receita com despesa e que haja encolhimento de colaboradores nas agências”.

 

Reis lembra ainda que, nos últimos dois anos, pelo menos até setembro, outubro do ano passado, houve expansão no setor. Na sua opinião, as empresas se ampliaram e, por isso, esses não são número preocupantes.

 

Faturamento

 

O levantamento também mostrou que 42% das agências entrevistadas tiveram o resultado do faturamento no último trimestre afetado pela crise.

 

Em outubro de 2008, 48% das agências faturaram o mesmo nível que em 2007; 39% faturaram mais do que o ano anterior e 13% tiveram resultados piores. O panorama é o mesmo para este ano.

 

Para a maioria das empresas entrevistadas, os três serviços que serão mais afetados com essa crise são os de eventos, assessorias de imprensa e publicações.

 

Sobre a pesquisa

 

A pesquisa foi realizada na última semana de fevereiro de 2009, com a participação de 38 empresas, dentro de um universo de 304 agências associadas em todo o Brasil.

 

Análise

 

Apesar da queda no faturamento as informações sobre as oportunidades demonstram que o cenário para as agências de comunicação ainda não é dos piores. É natural que grandes clientes reduzam seus investimentos, principalmente aqueles que têm o mercado externo como grande responsável pelo seu faturamento, o que acaba afetando as empresas de comunicação que acabam tendo uma redução no seu buget. Apesar disso, acredito que os resultados da pesquisa demonstram certa normalidade, já que a crise é fato e a recessão mundial poderia causar resultados ainda mais negativos.

 

Mas um dos detalhes da reportagem que me chamou a atenção são as palavras do Presidente da Abracom, afinal esta é realmente uma grande oportunidade das agências serem criativas e irem além dos serviços prestados e conhecidos pelas empresas. A crise é sempre uma oportunidade para o crescimento.

 

Fonte: InfoMoney – Por Luana Cristina de Lima Magalhães

03.19.09

Mundo digital: o papa é pop

Enviado em Novas tecnologias, Web 2.0 e Redes Sociais, comunicação tagged , , , , , , , , , , às 22:37 por Ricardo Campos

 

O mundo digital definitivamente alcançou setores tradicionais da sociedade mundial e mudou hábitos na contemporaneidade. O exemplo mais claro desta afirmação é a recente entrada do Vaticano nos caminhos da Web 2.0 e de outras religiões que utilizam a rede para relacionar-se e obter interação com seus fiéis.

 

A Igreja Católica é uma das religiões que vem investindo na web como canal de relacionamento e de interação com seus fiéis. Recentemente o papa Bento XVI teve a sua estréia no YouTube e este é um fato realmente extraordinário, principalmente vindo do Vaticano que apresenta setores totalmente conservadores. Uma empresa de telefonia até utilizou as missas do papa na web para falar sobre as mudanças de um mundo que se demonstra cada vez mais dinâmico.

 

 

Em vídeo no canal do Vaticano do YouTube o Papa reflete sobre a importância da igreja levar sua mensagem aos canais onde jovens procuram respostas e sentido para sua vida.

 

O lançamento do iBreviary , um sistema criado pelo Vaticano que permite colocar nos iPods o livro das leituras e orações usados pelos sacerdotes, também demonstra a absorção da tecnologia pela religião católica.

 

Aqui no Brasil o exemplo vem da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, onde existe uma equipe da área de tecnologia da informação que estão imersos na Web 2.0.  Entre as propostas está a revitalização do site transformando-o em um portal colaborativo. Hoje o site permite que as pessoas rezem usando um terço virtual ou baixem imagens sacras para o celular, mas vai ganhar ferramentas para que os católicos troquem informações e criem comunidades de interesse, possibilitando uma intensa interação entre os fiéis.

 

Outras religiões também aderem ao mundo digital

 

A doutrina judaica também é outra religião que tem um intenso trabalho na web, envolvendo um site interativo onde os fiéis têm informações sobre o Shabat – dias de descanso do judaísmo e da cerimônia do bar-Mytsyá. A religião mantém também um canal no youtube.

 

O Centro Islâmico no Brasil também acredita que a web tornou-se um recurso de disseminação das ideias de Maomé. Quem navega pela página da instituição aprende os princípios do Islamismo, acompanha os horários das orações diárias e pode ler o Alcorão em português.

 

As igrejas evangélicas também estão em massa na internet por meio de inúmeros portais. Na Assembléia de Deus existem sessões de chat para os pastores, enquanto que pela Igreja Renascer era possível seguir o culto realizado na sede.

 

Não é que a internet está substituindo as celebrações oficiais, mas se torna um excelente canal para disseminação da religião e atração de novos fiéis, além da promoção da interação entre as instituições religiosas e os fiéis. Assim a Web revoluciona mais uma vez ao penetrar em áreas conservadoras e proporcionar aos fiéis meios de interação e aprendizado com a doutrina que escolheram seguir.

 

Com informações do Jornal Valor Econômico em matéria de André Borges e Talita Moreira.

03.15.09

Redes sociais no mundo corporativo

Enviado em Comunicação organizacional, Novas tecnologias, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, Web 2.0 e Redes Sociais tagged , , , , , , , às 04:43 por Ricardo Campos

 

Falando em redes e mídias sociais deixo uma dica de leitura bem interessante, com a certeza de que se trata de uma leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema.

 

Trata-se de um post de Samantha Shiraishi sobre redes sociais no mundo corporativo. Um texto completo em que Carol Terra, nos comentários, chamou de um “verdadeiro guia sobre o que anda acontecendo no mundo corporativo, nas RP e nas redes sociais”.

 

Confira “Redes sociais no mundo corporativo” postado no blog CoWorkers

 

 

Redes sociais: o mundo corporativo desepertando para sua importância

Redes sociais: o mundo corporativo desepertando para sua importância

03.13.09

As fusões na era do Twitter

Enviado em Comunicação organizacional, Gestão de Negócios, Imagem e Reputação, Novas tecnologias, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , , , , , , , , , , às 14:39 por Ricardo Campos

 

A Revista Exame divulgou esta semana uma matéria muito interessante que demonstra como as mídias sociais têm um grande poder de influência e um rápido alcance junto às redes, o que pode gerar pontos favoráveis e também constrangimentos e prejuízos para as empresas.

 

A matéria de Malu Gaspar revela que as fusões de empresas nunca mais serão as mesmas depois do Twitter – site de microblogs em que cada usuário manda para seus contatos mensagens curtas – ao relatar um fato ocorrido na fusão entre a Oi e a BrT .

 

Nas primeiras horas do dia 18 de fevereiro, surgiu no Twitter um usuário que prometia descrever em detalhes o que acontecia nos bastidores da fusão das operadoras Oi e Brasil Telecom. “O clima pela manhã foi tenso. Gerentes e coordenadores começaram a ser demitidos”, escreveu o usuário, que assinava apenas como “mensageiro”. Atualizado em intervalos de minutos, o blog exibia mensagens como “Nunca vi a fragmentadora de papéis ser tão utilizada quanto hoje” ou “No horário do almoço as caras no restaurante da BrT não eram as mais amigáveis”.

 

Oi e BrT: os bastidores da fusão revelada via Twitter

Oi e BrT: os bastidores da fusão revelada via Twitter

 

A atuação do “mensageiro” revela os grandes desafios que surgiram frente ao surgimento das redes de relacionamento on-line e demais mídias sociais. A rádio-peão se aprimorou e hoje os funcionários podem ficar sabendo de fatos ou serem influenciados sem ao menos saírem de suas salas. Na própria tela do computador as informações são postadas minuto a minuto, como no exemplo citado acima.

 

Se a empresa não monitora as redes sociais ela corre um grande risco de não conseguir esclarecer os fatos e de colocar por terra todo o esforço de comunicação necessário para que a fusão entre as empresas possa acontecer de forma harmoniosa, afinal a própria matéria afirma que choques entre vencedores e vencidos surgem em qualquer aquisição e são, justamente, a maior razão para o fracasso de uma união entre empresas.

 

Portanto, monitorar as redes sociais e o que andam falando de sua organização se tornou primordial para que se possa garantir uma boa reputação e a blindagem da imagem corporativa, evitando o surgimento de crises e constrangimentos futuros.

 

Com informações da Exame

03.12.09

O Cérebro e a Comunicação

Enviado em comunicação tagged , , , às 01:40 por Ricardo Campos

 

Pesquisando vídeos no youtube para um artigo que estou trabalhando, me deparei com um tema muito interessante que é como o cérebro funciona para que aconteça o processo comunicativo. 

 

Um vídeo muito interessante sobre a linguagem que vale a pena conferir:

 

03.10.09

Comunicação é tarefa de todos

Enviado em Comunicação organizacional, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , , , , às 22:36 por Ricardo Campos

 

A pesquisa da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), conforme publicado no post abaixo traz nas suas conclusões a mensagem de que a comunicação corporativa é função de todos e que esta atribuição não é definida nos organogramas. Portanto do estagiário ao presidente, todos são responsáveis pela comunicação e relacionamento, que se tornou um grande diferencial competitivo.

 

Não por menos a comunicação vem se tornando cada dia mais estratégica, na promoção dos atributos da marca e na construção de uma imagem corporativa forte, capaz de criar bases para que as organizações possam concorrer num mundo cada vez mais dinâmico e competitivo.

 

Comunicação: dever de todos

Comunicação: dever de todos

 

Outro ponto de destaque é o foco em resultados, já que hoje as empresas estão mais preocupadas em mensurar e avaliar a eficácia de seus processos de comunicação e o retorno qualitativo e quantitativo que as estratégias implementadas possam garantir.

 

A pesquisa da Aberje portanto, demonstra que a área oferece boas perspectivas para manter-se em crescimento, não apenas no número de vagas para profissionais que pretendem atuar na área, mas em visibilidade, aumento do budget e sistematização da comunicação alinhada as estratégias das organizações.

03.06.09

Comunicação corporativa ganha cada vez mais status e poder nas empresas

Enviado em Comunicação organizacional, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes, comunicação tagged , , , , , , às 15:08 por Ricardo Campos

 

Pesquisa realizada pela Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) revela que a comunicação corporativa está ganhando status estratégico nas empresas.

Participaram do estudo 280 profissionais responsáveis pela área de Comunicação de suas empresas, sendo alto o percentual de entrevistados que percebe a área de Comunicação como estratégica, principalmente no ramo de serviços, onde 67,4% têm essa opinião.

Notou-se ainda que quanto maior o número de funcionários, maior é essa percepção: em 70,2% das empresas que contam com mais de 5 mil funcionários, a Comunicação é vista como área estratégica.

Mais investimentos em comunicação interna

Não por acaso, os investimentos em comunicação interna estão aumentando, de maneira que a área tem ganhado cada vez mais prestígio e poder nas corporações.

Porém, em metade das empresas contempladas pela pesquisa, a área ainda não tem representação no Conselho Executivo. Isso sem falar que há uma variedade de denominações para o departamento: Comunicação Corporativa, Empresarial e Institucional.

De qualquer maneira, ao que tudo indica, os empresários já notaram a importância da comunicação para alcance dos resultados pretendidos. Para se ter uma ideia, apenas 5,4% das empresas pesquisadas não contam com uma área de Comunicação. Em substituição, algumas empresas mantêm departamentos de Comunicação e Eventos, Comunicação e Sustentabilidade, Marketing e Comunicação Social.

 

Aberje: comunicação faz parte da estratégia das empresas

Aberje: comunicação faz parte da estratégia das empresas

 

Departamento importado do exterior

Na maioria das empresas, a Comunicação Corporativa é uma diretoria ou gerência, principalmente nas estrangeiras: em 73,1%, há uma dessas configurações.

Quase 80% das empresas têm equipes na área com menos de 10 funcionários, sendo que quase todas com menos de mil funcionários têm até 10 profissionais na área de Comunicação.

A Aberje explica que chama a atenção dos analistas o tamanho enxuto dos departamentos de Comunicação, apesar de o setor se responsabilizar por temas de absoluta relevância às empresas, como o relacionamento com funcionários, comunidade, governo, imprensa e sociedade organizada. Para 74,5% dos entrevistados, a Comunicação Corporativa tem muito impacto na reputação da empresa.

Há equilíbrio nas respostas sobre a tendência da área de Comunicação no relacionamento com os stakeholders: 53,2% afirmaram que a tendência é trabalhar com todos os públicos de forma integrada e 43,3% acreditam que se deve trabalhar com alguns de forma segmentada.

“O Brasil tem sido um bom terreno para experiências em comunicação corporativa, particularmente no que diz respeito ao relacionamento com público interno. A criatividade dos profissionais locais, associada ao perfil receptivo do cidadão brasileiro, proporciona uma situação favorável para implantação de modelos colaborativos de comunicação e aumenta a receptividade em relação às iniciativas na área”, registra a professora Suzel Figueiredo, também gestora da pesquisa.

Marketing X Comunicação

Em 41,6% das empresas, o investimento que a empresa faz em Marketing é maior que o da Comunicação Corporativa. Apenas em 19,3% das organizações ocorre o contrário.

Outro dado importante da pesquisa diz respeito ao aumento da preocupação em mensurar os resultados das ações de comunicação. Cerca de 30% das empresas avaliam o desempenho da Comunicação Corporativa por meio do monitoramento da mídia e da opinião do público interno (funcionários) e também do externo (clientes, fornecedores, parceiros). Vale ressaltar que, em 17% das empresas, o desempenho da área de Comunicação não é mensurado.

Sobre os entrevistados

A coleta de dados aconteceu entre os dias 19 e 28 de agosto, contando com a participação de mais de 280 profissionais responsáveis pela área de Comunicação nas empresas mencionadas na edição 2007 da lista “1000 Maiores de Valor”.

Cerca de 65% dos respondentes têm cargo de gerência, coordenação ou supervisão na empresa em que trabalham. Vale ressaltar que houve participação de diretores e superintendentes. As mulheres predominam na Comunicação, representando 59,2% dos respondentes.

Entre os gerentes, homens e mulheres dividem a posição. Sobre faixa etária, quase 70% dos entrevistados têm entre 25 e 44 anos. Jornalismo é área de formação de um terço desses profissionais, aparecendo depois administradores e relações públicas, entre várias outras áreas de origem.

 

Por Karin Sato – InfoMoney

03.05.09

Estratégias da Web 2.0 são as armas da SulAmérica e Johnnie Walker para se relacionar com clientes e prospects

Enviado em Novas tecnologias, Web 2.0 e Redes Sociais tagged , , , , , , , às 21:23 por Ricardo Campos

 

A Web 2.0 está novamente em pauta em matéria de Guilherme Neto para o Portal Mundo do Marketing. Com base nas experiências das marcas SulAmérica e Johnnie Walkerds o autor conclui que a Web 2.0 continua se fortalecendo e criando boas perspectivas para que as empresas possam se relacionar de forma mais eficiente com seus clientes e prospects.

 

O autor destaca que as empresas estão indo além do MSN e Orkut e criando seus próprios canais de relacionamento com consumidores na internet. “Com o objetivo de fidelizar clientes, algumas empresas estão entrando de cabeça na web 2.0 ao convidar consumidores a experimentar e se relacionar com produtos também no ambiente virtual.”, conclui.

 

Com a plataforma “SulAmérica.com Você” lançada há apenas dois meses, a SulAmérica seguros conseguiu a expressiva marca de 125 mil acessos, 32 mil usuários únicos e o cadastro de 16,8 mil deles. As áreas que envolvem a interação com o consumidor são as mais visitadas e fazem o maior sucesso, como ferramenta Você aos 60, que simula a aparência do consumidor aos 60 anos, remetendo ao plano de previdência da companhia. Outra ferramenta não menos interessante é o Car Watch, que avisa quando o carro precisa passar por alguma revisão, fazendo relação aos seguros de automóveis.

 

Com estas ações a empresa já colhe bons resultados e pretende investir em outras ações que proporcionem a interação com o usuário. O canal criou possibilidades da empresa aumentar e qualificar sua base de clientes e prospects com informações valiosas, além de ser importante para contrapor eventuais boca-a-boca negativos em canais de mídias sociais. “Em um mundo em que não podemos controlar o conteúdo sobre a marca na internet, podemos através de uma ferramenta proprietária mostrar seus pontos positivos, combatendo o que possa estar sendo dito de negativo nas redes sociais”, explica Fabrício Saad que é Superintendente de CRM e Internet da empresa.

 

 

Johnnie Walker também lança canal para seus consumidores

Com o site Keep Walking Club a Johnnie Walker também aposta na Web 2.0 para se relacionar com seus consumidores.  A marca que já fazia promoções exclusivas para seus consumidores, agora pretende aumentar a sua base de dados. O novo portal trará conteúdos exclusivos aos que se associarem ao clube, o que pode ser feito gratuitamente pelo próprio site. As ações exclusivas para os cadastrados no clube também continuarão, dessa vez com o apoio de divulgação do novo site.

 

Johnnie Walker: apostando na Web 2.0 para se relacionar com seus consumidores

Johnnie Walker: apostando na Web 2.0 para se relacionar com seus consumidores

 

A matéria destaca ainda outra boa idéia, o site o Churraskeiro, uma parceria entre a Smirnoff e Wessel. Depois de uma pesquisa feita pela marca de bebidas apontar que 44% das vezes em que os consumidores consomem caipirinha é em churrasco, a empresa aliou-se com o frigorífico Wessel e criou um canal de relacionamento dentro do Yahoo. O “Churraskeiro” traz diversas dicas e aplicativos para melhorar a experiência de um bom churrasco. Em sete meses, o site atraiu mais de um milhão de acessos.

 

Todas estas boas experiências demonstram de forma prática como a Web 2.0 pode ajudar as organizações a se comunicarem com seus clientes, consumidores e prospects. É notório que estratégias de comunicação digital não podem estar caracterizadas pelos tradicionalismos que envolvem a grande maioria das empresas. É necessário portanto ousadia para construir uma base sólida para relacionamentos duradouros entre o cliente e sua empresa, sendo a Web 2.0 um facilitador para esta difícil missão.  

 

Com informações de Guilherme Neto para o Portal Mundo do Marketing

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