02.28.09

Contee generaliza e acusa o setor privado

Enviado em Análise Crítica, Educação Superior, Ensino Superior, Mercado Educacional tagged , , , , , às 06:36 por Ricardo Campos

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ensino representa os sindicatos dos professores e técnico-administrativos da educação privada de todo o País, do ensino infantil ao superior. Ao todo são 68 sindicatos e 6 federações filiados, envolvendo mais de 500 mil trabalhadores da educação.

 

Com a bandeira “educação não é mercadoria” a entidade vem ao longo dos últimos anos lutando pela regulamentação da educação privada como bem público e concessão do Estado. Pode-se dizer que esta luta é extremamente louvável, mas não podemos esquecer que o setor privado contribuiu e muito para o desenvolvimento do país e para a formação de qualidade de milhares de pessoas.

 

Contee: educação privada como bem público

Contee: educação privada como bem público

 

Não é possível colocar dentro do mesmo bojo, instituições sem compromisso com a educação, com cursos de baixa qualidade e instituições que realmente dão sua contribuição para uma formação plena e cidadã e para o crescimento e desenvolvimento do Brasil.  

 

A Contee em suas reportagens sempre carrega no discurso e faz esta generalização, como ao comentar a matéria do Jornal Estado de São Paulo que discorria sobre uma pesquisa encomendada pelo Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo (SEMESP) e que aponta redução das matrículas no Ensino Superior privado na região. A pesquisa do SEMESP teria sido respondida por 266 instituições, apenas 69,5% do total de São Paulo. Delas, 41,5% dizem que terão um volume menor de novos alunos (ingressantes) neste ano em relação à 2008 e 26,8% afirmaram que terão mais ingressos em 2009.

Segundo a entidade, a má qualidade dos cursos, as administrações temerosas, a própria expansão do setor público de educação superior não são consideradas pelas instituições que demonstram oportunismo e total falta de compromisso com a educação. Para eles as instituições privadas aproveitam a crise econômica para “beliscar” mais alguns milhões de reais dos cofres públicos para fortalecimento do setor privado o que poderia ser evitado com a redução das respectivas margens de lucro das instituições.

É preciso cautela ao analisar o mercado de educação superior e o aumento da ociosidade nas universidades, pois cada caso pode ter suas particularidades. O mais correto seria uma intervenção do Ministério da Educação (MEC) barrando a farra das novas faculdades que surgem sem nenhuma infra-estrutura, com projetos pedagógicos fracos, que conseguem autorização estadual de funcionamento e ainda tiram alunos das boas faculdades e universidades particulares que tem realmente um compromisso com a educação.

 

Com informações do site da Contee

Lula montará canal de comunicação direta com eleitor pela internet

Enviado em Análise Crítica, Imagem e Reputação, Marketing Político tagged , , , , , , , às 04:51 por Ricardo Campos

 

Inspirado na estratégia vitoriosa de marketing de Barack Obama, a partir de abril o presidente Luiz Inácio Lula da Lula deverá ter um canal de comunicação direta com os cerca de cinqüenta milhões de usuários da internet no país. Por enquanto, o alvo principal do site www.presidencia.gov.br é a imprensa. Mas o novo portal, que será abastecido com conteúdo exclusivo de Lula em áudio e vídeo, pretende falar diretamente com o eleitor.

 

Ainda de olho na experiência americana, a secretaria de comunicação do Planalto tem recorrido a uma consultoria informal da filial brasileira do Google, que tem dado conselhos gratuitos sobre a formatação multimídia ideal para o usuário da internet discada, que é maioria no país.

 

Lula: Presidente na era da comunicação digital

Lula: Presidente na era da comunicação digital

 

A emblemática eleição de Obama trouxe a internet para agenda dos políticos brasileiros que descobriram a importância e o alcance desta mídia. Mas a utilização da internet pelos políticos traz consigo novos desafios para os eleitores, que deverão ter a capacidade crítica de verificar projetos que possam realmente agregar e outros que não passarão de instrumento de propaganda pessoal.

 

Este é o grande paradoxo da internet, que pode ser utilizada para comunicação direta, para informar e orientar, mas que também serve para atender objetivos que estão além da leitura casual e despreocupada da grande massa.

 

Com informações de Ângela Pimenta para o Portal Exame

02.26.09

O repórter está morto

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais tagged , , , , , às 21:54 por Ricardo Campos

 

O jornalismo investigativo está morto. Sobrevive, tão somente, em salas de aula. Apenas porque lá repórteres engravatados vão dar palestras. Diante do silêncio maravilhado dos alunos, mostram o que é deter o júbilo de ser um ungido pelos deuses pagãos do jornalismo. Mas esta farsa luminosa, lacunarmente encenada, logo se dissipa como água na água: o aluno logo aprende que o jornalismo investigativo é um defunto tresnoitado. O que sobrou para os jornalistas investigativos, agora, é copiar grampos degravados por peritos policiais sonolentos. Ou copiar boletins de ocorrência. Tanto faz: o que era para ser ponto de partida (os dados oficiais), virou ponto de chegada.


O curativo arrepio de delícia, que percorre a espinha do repórter, sempre que pega um furo, passou a ter um preço. E este tem deixado diretores de redação numa rarefação de causar rodopios. Levantamento feito pelo jornalista Márcio Chaer, do site Consultor Jurídico, mostra que há no Brasil quase 2,8 mil jornalistas processados. Um recorde mundial. Os dados são de dois anos atrás. Tudo porque, mesmo defendendo publicamente a tão aclamada “transparência”, diretores de jornais sucumbiram, ano passado, à assoprada dada pela entidade patronal que congrega os donos de jornal. A saber: não revelem novamente os dados dos processos sofridos por jornalistas. Isso custa caro ao preço das ações das empresas.


Sabe-se que esse número de processos contra jornalistas dobrou. Ninguém é mais processado pela Lei de Imprensa. Desde a Constituição de 1988, advogados preferem processar jornalistas pelo artigo quinto, inciso décimo, da Carta Magna, que prevê a inviolabilidade de imagem. Ações cíveis contra empresas de jornalismo viraram um bom investimento. Estima-se que, no Brasil, pelo menos RS$ 70 milhões estejam sendo postulados na Justiça contra jornalistas.


O número total de ordens judiciais de interceptação telefônica no país em 2008 ultrapassou 400 mil, segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) junto às operadoras, entre 1º de janeiro e 5 de dezembro do ano passado, da CPI e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o relatório da Anatel, foram determinados 398.024 grampos em celulares e 11.905 em telefones fixos, totalizando 409.929 pedidos de interceptações.


Numa sondagem feita com 8 repórteres investigativos, referiram-me que, de tudo o que publicaram ano passado, em seus jornais e revistas, mais de 90% “veio pronto”. Ou seja: essa produção industrial de grampos acabou escoando nas páginas da mídia. Agora entendemos porque o jornalismo investigativo dá sinais alusivos de agonia, e uma inervação indissolúvel toma conta dos advogados contratados para escangalhar o couro de repórteres.

  

A filosofia que preside um inquérito, naturalmente, é aquela chamada, em lógica, de princípio do terceiro excluído, ou, em latim, “tertio non datur”. Ou lidamos com culpados, ou com inocentes. Ou com o bem, ou com o mal. Jamais se pensaria em absurdidades logicamente possíveis, como, digamos “bondade que mata”. O ministério público, titular da ação penal, está aí para isso. A defesa dos acusados que se vire: a princípio todos são culpados. Esse mecanismo veio funcionando bem, com seus excessos, é claro, até que vieram os grampos. E até que vieram as “bolachas” (CD’s) com todas as gravações e grampos e o escambal a quatro. Esse escarmento, levado aos repórteres, criou uma enxurrada de “jornalistas investigativos”, cujo único papel tem sido reproduzir o que se recebeu da polícia ou das procuradorias.

 

Jornalismo Investigativo: sinais de agonia

Jornalismo Investigativo: sinais de agonia


Roda nas redações do Brasil, a boca pequena, um documento de onze páginas, sobre a chamada Operação Satiagraha, que levou Daniel Dantas à cadeia. Nele alguns jornalistas são citados como partícipes do movimento que teria levado à privatização da Satiagraha, daí o afastamento do delegado Protógenes Queiróz. O documento tem servido como “mea culpa” para todo o repórter que o lê. A concorrência para dar o furo tem feito o repórter surfar os limites do impossível. Tem nos aproximado do velho alpendre filosófico de Nietszche quando alertou que, toda vez que nos aproximamos por demais do monstro que queremos combater, corremos o risco de nos tornarmos iguais a ele. A indústria dos grampos, e a cobrança no esquema da concorrência pelo furo, deixou o repórter pairando no intermédio de ambos: hoje é juiz. Amanhã será carrasco. O populacho que consome shows aplaude a transmutação. Os advogados de redações coçam os rubis dos anéis.

 

Por Claudio Tognolli para Correio Caros Amigos. O autor é repórter especial do site Consultor Jurídico, professor da ECA-USP, e co-roteirista do filme sobre a vida do policial Francisco Garisto, ora filmado pelo diretor Mauro Lima (Meu nome não é Johnny). tognolli@uol.com.br

 

Análise

 

Sem surpresas o texto de Cláudio demonstra mais uma vez as faces da imprensa brasileira que se utiliza dos discursos da moralidade e da liberdade para levar a informação que em tese deveria ser transparente, mas que é carregada de tendencionismo para alcançar objetivos escusos.

 

Sem generalizar é importante acreditar que ainda existam jornalistas com valores que estão acima de qualquer situação vexatória de trabalho, que coloque em xeque a sua reputação perante a seus leitores, ouvintes e telespectadores. Pode parecer utópico, mas eu ainda acredito na existência do jornalismo verdade.

ISO 31000: A nova era da gestão de riscos

Enviado em Gestão de Negócios tagged , , , às 20:22 por Ricardo Campos

 

A partir de outubro de 2009 corporações dos mais diversos portes e segmentos contarão com uma norma universal voltada especificamente à Gestão de Riscos. Batizada de ISO 31000: Principles and guidelines for risk management, a nova série de orientações da International Organization for Standardization (ISO) surgiu da necessidade de harmonizar padrões, regulamentações e frameworks publicados anteriormente e que de alguma forma estão relacionados com a gestão de riscos.

A origem da norma, que pode ser aplicada por empresas ou indivíduos e fornece diretrizes para implementação de gestão de riscos em organizações de qualquer tipo, tamanho ou área de atuação, vem da necessidade das corporações de lidar com as incertezas que podem afetar os seus objetivos. Estes objetivos podem estar relacionados com várias atividades da organização, desde as iniciativas estratégicas como as atividades operacionais, processos ou projetos. Assim, a norma pode ser aplicada aos vários tipos de riscos ligados aos diferentes setores da organização, tais como financeiro e de projetos, bem como à área da saúde, entre outros, incluindo a visão moderna de que risco também é oportunidade.

Até agora, porém, a falta de um consenso em relação à terminologia e aos conceitos utilizados para a gestão de riscos faz com que as organizações enfrentem dificuldades em integrar as suas diferentes funções e atividades relativas ao assunto. O resultado mais comum dessa equação é que a gestão de riscos acaba sendo tratada de forma isolada, ocasionando muitas vezes a geração dos chamados silos ou ilhas departamentais, o que ocasiona a utilização de terminologias, sistemas, critérios e conceitos diferentes para cada uma das áreas da empresa.

Por conta disso, o grande desafio no desenvolvimento da ISO 31000 estava em estabelecer uma linguagem comum, bem como padronizar as melhores práticas e abordagens para que as organizações possam implementar a gestão de riscos em seus processos. Por se tratar de uma proposta de convergência alinhada com a visão integrada de ERM (Enterprise Risk Management), a nova norma não concorre com outras orientações já existentes como a ISO/IEC 27005 – norma técnica específica de gestão de riscos em segurança da informação, fornecendo orientações e alinhamento com outros conjuntos de regras específicos.

 

Gestão de Riscos: as empresas lidando com as incertezas do seu negócio

Gestão de Riscos: as empresas lidando com as incertezas do seu negócio

 

Da mesma forma que as normas ISO 9000 na área da Qualidade e a ISO 14000 na área de Meio Ambiente tornaram-se referências para adoção e implementação da gestão destes temas nas organizações, a partir do lançamento da ISO 31000 os países passarão a contar com uma norma de gestão de riscos com reconhecimento internacional. Neste cenário, o Brasil, através da Comissão de Estudo Especial para Gestão de Riscos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), promete caminhar na liderança deste movimento. A versão brasileira da norma está sendo desenvolvida com o apoio de especialistas em gestão de riscos de várias empresas no país para atender às necessidades específicas do mercado nacional e deverá ser lançada quase que simultaneamente à versão original.

 

Por Alberto Bastos para Administradores.com.br

 

Análise

 

Gerenciar os riscos já não é novidade para empresas que mantêm uma boa governança que não querem dispensar seu rico dinheirinho com ações na justiça, advogados, recalls e pedidos públicos de desculpas, gerando um prejuízo ainda maior para a credibilidade e reputação destas instituições.

 

Como bem destacou Alberto Bastos, a Gestão de Riscos está ligada não apenas a área financeira, mas também as iniciativas estratégicas e operacionais. Desta forma ela deve receber atenção de todos os setores da organização sobre fatores que podem afetar os objetivos institucionais.

 

Em tempos de crise a Gestão de Riscos tornou-se ainda mais necessária para empresas que se preocupam com a sustentabilidade e a perenidade de seus negócios.

02.20.09

Valor da marca: a difícil missão do Santander

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Imagem e Reputação, Sustentabilidade tagged , , , , , às 18:04 por Ricardo Campos

 

Muitos acharam que não aconteceria, mas a troca de marca das agências do Banco Real pela do Santander já tem data para acontecer: a partir de 2010 o processo terá início.

 

Pode parecer simples, mas a operação de aquisição de uma marca e conseqüente absorção pela marca compradora é um processo extremamente complexo, principalmente de uma marca forte como a do Banco Real que é a quarta maior instituição do país no setor. Por causa desta força de marca é que ABN Amro Bank resolveu integrar as marcas na aquisição ocorrida em 1998.

 

Outro problema é a questão cultural entre as duas marcas, algumas chegam a ser antagônicas. O Portal Exame destacou algumas destas diferenças: enquanto o Santander é mais identificado com uma postura de agressividade comercial e centralização, o Real há anos levanta a bandeira da sustentabilidade e sempre foi acompanhado a distância pela antiga matriz holandesa. “As diferenças culturais fazem desta uma das integrações mais complexas entre empresas no país hoje”, diz Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional.

  

Campanha de Sustentabilidade do Banco Real: posicionamento conquistou os clientes

Campanha de Sustentabilidade do Banco Real: posicionamento conquistou os clientes

 

Responsável por comandar a complexa transferência entre os dois bancos, o espanhol Marcial Portela, que é formado em ciências políticas e sociologia, nesse caso preferiu deixar de lado o estilo de integração “terra arrasada” habitualmente empregado pelo Santander (como aconteceu, por exemplo, no caso do Banespa, a primeira grande aquisição do banco, realizada em 2000). A manutenção de Fabio Barbosa, presidente do Real, à frente do novo banco é uma prova dessa postura. A razão para essa exceção, porém, não tem nada de filosófica. Uma pesquisa feita em 2008 pela consultoria americana CVA Solutions com 4 200 correntistas das dez maiores instituições de varejo públicas e privadas brasileiras colocou o Real na primeira posição – enquanto o Santander estava na sétima. O estudo mediu a opinião dos entrevistados em relação aos produtos oferecidos pelos bancos, os serviços prestados e os preços cobrados. “Na pesquisa, o Santander está abaixo do Real, sobretudo na imagem da marca e na avaliação do atendimento ao cliente”, diz Sandro Cimatti, sócio da CVA. Para Portela, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio entre a cultura do Real e a do Santander. “Essa vai ser a arte”, diz. Ele se refere sobretudo à incorporação de algumas áreas tradicionais do Real, como a de sustentabilidade, dentro da estrutura do Santander.

 

O diretor de marketing e ex-diretor executivo de estratégia de marca do Banco Real, Sr. Fernando Martins, coaduna de que será possível transferir os atributos da marca do Real para o Santander. Para ele esta é a primeira vez que uma empresa comprada está levando a sua cultura para a empresa compradora. Ele completa avaliando que não é a morte de uma marca, mas de um nome. Haverá a transferência de valores, práticas e do jeito de fazer negócio para o Santander. Não é uma ruptura. É uma evolução, uma integração.

 

Apesar do otimismo dos responsáveis pela transição, é notório o tamanho do desafio e dos riscos envolvidos na operação.

 

Com informações do Portal Exame e Mundo do Marketing

Greve termina e negócio Fundac/Anima fica próximo da conclusão

Enviado em Educação Superior, Ensino Superior, Mercado Educacional tagged , , , , , , , , às 13:30 por Ricardo Campos

 

Depois de terem a maioria de suas reivindicações atendidas pelo Grupo Anima e pela Fundac-BH, os professores do Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni-BH decidiram encerrar a greve que foi iniciada na última segunda-feira, 16, para o alívio dos mais de 15 mil alunos da instituição. A decisão foi tomada em assembléia realizada nesta quinta-feira,19, na Faculdade de Direito da UFMG.

 

A negociação aprovada prevê a quitação imediata do 13º salário, das férias e um terço constitucional até 13 de março, a garantia de emprego até junho deste ano, a manutenção das bolsas de estudo e a ampliação de mais 200 bolsas para alunos carentes, o pagamento dos dias parados durante a greve, entre outras garantias.

 

Com o fim da greve e a volta as aulas, a Anima e a Fundac poderiam em tese se preocupar exclusivamente com a troca da mantença e conseqüente conclusão do negócio. Mas a situação de troca de mantença do Uni-BH ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira. 

 

Pimenta na negociação

 

Para apimentar ainda mais a troca de mantença envolvendo o Uni-BH, o Grupo Splice, que mantém o controle do Centro Universitário Newton de Paiva, revelou que também tem interesse em assumir o Uni-BH e questionou a negociação entre Fundac e o Grupo Anima.

 

 

Uni-BH: Splice demonstra interesse e apimenta a conclusão do negócio entre Fundac/Anima. - Imagem publicada originalmente no Jornal Estado de Minas.

Uni-BH: Splice demonstra interesse e apimenta a conclusão do negócio entre Fundac/Anima. - Imagem publicada originalmente no Jornal Estado de Minas.

 

 

Segundo informações da Rádio Itatiaia e do Jornal Hoje em Dia, o reitor da Newton Paiva, Luis Carlos de Souza Vieira, protocolou junto ao Ministério Público uma carta em que questiona a compra do Uni-BH e, ao mesmo tempo, demonstra interesse em assumir a mantença da instituição.

 

Para Vieira, o Uni-BH pertencia à Fundação Cultural de Belo Horizonte (Fundac), que não tem fins lucrativos e, portanto, sua venda teria que passar por uma concorrência de mercado, o que não aconteceu. Na carta, protocolada na Promotoria de Tutela das Fundações, a Newton Paiva expressa o interesse do Grupo Splice em participar do processo de transferência (do Uni-BH), inclusive com a apresentação de proposta.

 

O Grupo Splice além de controlar a Newton de Paiva, administra há 32 anos a Faculdade de Engenharia de Sorocaba (SP). Além disso, é dono do Banco Credibel e da BR Vias, concessionária de rodovias.

02.19.09

A barrigada da Globo quase compromete o Brasil

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais tagged , , , , , , , , , às 17:29 por Ricardo Campos

 

Por Rui Martins – www.diretodaredacao.com

 

Berna (Suíça) – A moça brasileira tinha seus problemas e provavelmente se autoflagelou. É triste.

 

Mais triste é o quadro da nossa imprensa irresponsável que mobilizou o país, levou o ministro das relações exteriores Celso Amorim a criticar um país amigo e Lula a quase criar um caso diplomático. É hora de denunciar a nossa grande imprensa sem deontologia, sem investigação, que afirma e desafirma sem qualquer cuidado e sem checar as notícias.

 

A agressão racista contra Paula Oliveira não foi um noticiário iniciado em Zurique, local da suposta agressão. Estourou no Brasil, detonada por um pai – e isso é muito compreensível – preocupado com sua filha distante. E a maior rede de televisão do Brasil, a Globo, vista por mais de uma centena de milhões de brasileiros, não teve dúvidas em transformar o caso na grande manchete do dia, fazendo com que outros milhões de brasileiros, no Exterior, já acuados pela Diretiva do Retorno, se solidarizassem e imaginassem passeatas e manifestações.

 

Essa é a maior barriga da história do nosso jornalismo, que revela o descalabro a que chegamos em termos de informação ou desinformação. Equivale ao conto do vigário do Madoff, ou das subprimes do mercado imobiliário americano. Só que o Madoff está preso, mesmo sendo prisão domiciliar e vivemos uma crise econômica, em consequência dos desmandos dos bancos americanos. Mas o que vai acontecer com a televisão Globo e todos quantos foram atrás? Nada, vai ficar por isso mesmo.

 

Como um órgão de imprensa de tanta penetração pode se permitir divulgar com estardalhaço um noticiário de muitos minutos, reproduzido online, repicado por jornais, rádios e copiado por outras televisões sem primeiro checar no local? Que jornalismo é esse que se faz sem qualquer investigação, sem se ouvir as partes envolvidas? Sem deslocar antes um repórter para Zurique e entrevistar também o policial responsável pela ocorrência? Sem ouvir a própria envolvida, fiando-se apenas no relato de um pai desesperado? Sem pedir a opinião de um especialista em ferimentos e escoriações?

 

Quem vai pagar o dano moral causado a essa jovem, que sem querer se tornou primeira página nos jornais? Quem vai desfazer o ridículo a que se submeteu o nosso ministro Celso Amorim, que, baseado num noticiário de foca em jornalismo, sem ouvir acusação e acusado, ofendeu um país amigo exigindo que prestasse contas em Brasília por um noticiário tipo cheque sem fundo? Quem assume o fato de quase levar nosso presidente a ficar vermelho de vergonha por se basear em noticiário sem crédito, com o mesmo valor de uma ação do banco Lehmann?

 

E mais – o dano sofrido pela Suíça, em termos de imagem, justamente quando seu povo tinha justamente votado em favor dos imigrantes, quem vai reparar?

 

Essa barriga da Globo, secundada pela grande imprensa, é prova do que se vem dizendo há algum tempo – não há credibilidade nessa mídia. Publica-se, transmite-se qualquer coisa, e quanto mais sensacionalista melhor. Não há responsabilidade no caso de erros, de noticiário mentiroso, vale tudo, o papel aceita tudo, a televisão transmite qualquer coisa, desde que dê Ibope – e existe melhor coisa que nacionalismo ofendido?

 

Globo: falta de ética e bom senso estampado na cobertura jornalística

Globo: falta de ética e bom senso estampado na cobertura jornalística

 

É o que os franceses chamam de “presse de boulevard”, mentirosa, tendenciosa, com a opinião ao sabor das publicidades. Sem jornalismo investigativo, sem confirmar as fontes, sem ouvir as opiniões divergentes.

 

Vão pedir a cabeça do redador-chefe? Não, assim que se recuperarem da barriga, da irresponsabilidade cometida, da vergonha diante dos colegas, vão jogar tudo em cima da pobre jovem, que deve ter seus problemas e que a nós não compete saber, isso é vida privada, não é Big Brother.

 

É essa mesma imprensa marrom, que induz nossos dirigentes ao erro, que também publica qualquer coisa contra o quer chamam de “assassino desalmado” Cesare Battisti. A irresponsabilidade da imprensa é o pior inimigo da liberdade de imprensa, porque pode provocar reações legislativas limitando os descalabros cometidos.

 

Escrever num jornal, falar numa rádio ou numa televisão e mesmo manter um blog constitui uma responsabilidade social. Não se pode valer dessa posição para se difundir boatos, nem inverdades, nem ouvir-dizer, é preciso ir checar, levantar o fato, mencionar ou desfazer as dúvidas e suspeitas existentes. É também preciso se garantir o direito de ser mencionada a versão da parte acusada para evitar a notícia tendenciosa.

 

A barriga da Globo vai ficar na história do nosso jornalismo, será sempre lembrada nos cursos de comunicação, tornou-se antológica, e nela estão entalhadas, por autoflagelação, as palavras que a norteiam – sensacionalismo, irresponsabilidade e abuso do seu poder.

 

Existem, sim, problemas contra nossos emigrantes em diversos países, principalmente depois da criação da Diretiva do Retorno pelo italiano Silvio Berlusconi. Diariamente brasileiros são presos e mandados de volta, na Espanha, mas isso não mobiliza a nossa imprensa, não dá Ibope.

 

Fonte: www.unibh.br/jornalismo

 

Análise

 

A matéria de Rui Martins é mais uma manifestação indignada sobre a atuação desastrada e irresponsável da imprensa brasileira e explica em parte o porquê de tantas manifestações contrárias quando o assunto é a criação de um Conselho de Jornalismo para fiscalizar a profissão e exigir a ética profissional.

 

A Rede Globo de Televisão, a Veja, e outros tantos meios de comunicação de massa estão sempre abusando na cobertura jornalística que se mostra cada vez mais parcial e que deixa claro interesses que vão além do simples fato de informar.

 

Depois de todo o estardalhaço da mídia brasileira que queria intervenção do Estado em torno do caso da Pernambucana Paula Oliveira, depois de quase causar embaraços diplomáticos entre Brasil e Suíça, de enganar a população com informações tendenciosas, esta mesma imprensa coloca “o rabo debaixo das pernas” com o desfecho deste caso.

 

Agora a brasileira está sendo indiciada por forjar o suposto ataque de skinheads que segundo suas palavras culminaram com o aborto dos gêmeos que esperava. A brasileira corre o risco de pegar uma pena de três anos de prisão e a grande imprensa de continuar livre para dar seqüência ao seu histórico de desserviços a população, contrariando a ética jornalística e o bom senso.

02.15.09

Negociação entre Fundac-BH e a Anima enfrenta oposição do sindicato

Enviado em Análise Crítica, Educação Superior, Ensino Superior, Mercado Educacional tagged , , , , , às 17:55 por Ricardo Campos

 

Diferentemente do que aconteceu com diversas outras instituições de Belo Horizonte que foram vendidas para outros grupos educacionais e empresariais, a parceria envolvendo a Fundac-BH e o Grupo Anima para o controle do Uni-BH vem dando o que falar e enfrenta forte oposição por parte da categoria dos professores.

 

O negócio vem sendo contestado pelo Sindicato dos Professores – Sinpro-MG, que alega temer mudanças no plano pedagógico, demissões de professores e a perda de benefícios. Outro temor, segundo os representantes do sindicato é a perda da qualidade do ensino. Levantando a bandeira da Contee, o sindicato diz que “educação não é mercadoria”, e promete mobilizar a categoria para entrar em greve caso uma série de reivindicações não sejam atendidas.

 

A disputa entre Fundac/Anima versus o Sinpro esquentou ainda mais após a veiculação de matéria do Jornal Estado de Minas que revelou possíveis problemas relacionados aos negócios envolvendo a Unimonte e a Una, também mantidas pelo Grupo Anima. O presidente do grupo, Sr. Daniel Castanho, informou em reunião com funcionários que todas as ações movidas por sócios minoritários são contra operações que respeitaram todas as prerrogativas legais, e que os questionamentos não atrapalham a negociação com a Fundac.

 

Quem está com a razão?

 

Desde Setembro o Uni-BH já vinha sofrendo com a falta de recursos para honrar seus compromissos com funcionários, professores e fornecedores. Inclusive uma comissão formada por professores e funcionários foi criada para acompanhar a entrada de recursos da Fundac, garantindo o repasse de 80% de todos os valores que entrassem para pagamento dos atrasados. Mas pelas quantias que são devidas percebeu-se que não teria como realizar os pagamentos e nem fazer a rolagem das dívidas.

Parceria Fundac/Uni-BH e Anima enfrenta oposição do Sindicato dos Professores

Parceria Fundac/Uni-BH e Anima enfrenta oposição do Sindicato dos Professores

 

Para que não acontecesse a insolvência da instituição a Fundac procurou um parceiro que mais se adequasse aos propósitos e valores presentes nos 45 anos de existência do Uni-BH. O Grupo Anima, que já vinha mantendo conversas com a Fundac para parcerias acadêmicas acabou surgindo como a solução para os problemas imediatos enfrentados e para garantia da sustentabilidade do negócio.

 

Mas diante do impasse criado para concretização do negócio, a pergunta que não quer se calar é:

 

No caso da não conclusão do negócio, existe um “Plano B” que possa tirar a Fundac/Uni-BH desta situação?

 

O fato é que a educação superior passa por um momento delicado, com mais de 50% de ociosidade nas vagas ofertadas – segundo dados do Inep – e a crise interna pode proporcionar a perda de credibilidade da instituição e conseqüente evasão de alunos, que culmina em última instância com a insolvência da instituição e a perda do emprego de professores e funcionários.

 

O valor da marca também sai prejudicado diante dos rumores e contornos delineados por este embate. Quanto mais o negócio demora para se concluir, quanto mais a possibilidade de greve se aproxima, quanto mais as notícias dos jornais especulam o destino da instituição, mais o valor da marca e conseqüente credibilidade, construída ao longo de 45 anos, vai diminuindo, se esvaindo.

 

E na ponta do iceberg estão os alunos, motivos da existência de qualquer instituição de ensino, que se vêem bombardeado por informações que transmitem uma visão parcial e generalista. Perdidos entre o tiroteio deveriam ter a atenção e a consideração de ambos os lados, pois até agora eles não exigiram nada, pois só querem estudar.

 

Com informações do Jornal Estado de Minas, Sinpro, Uni-BH.

02.13.09

Aumento do emprego em algumas áreas surpreendem

Enviado em Análise Crítica, Mercado Educacional tagged , , , às 03:22 por Ricardo Campos

 

Nos últimos dias o noticiário mundial não traz novidades, a manchete é sempre a mesma. Logo cedo ao folhear o jornal, ao ligar a TV, ou mesmo dentro do carro ouvindo os programas jornalísticos, a crise é o centro das atenções, e com ela os milhares de empregos perdidos por trabalhadores em todo o mundo.

 

Aqui no Brasil, esta também é a realidade de vários setores da economia, principalmente das grandes empresas que têm em outros mercados a fonte de escoamento de sua produção.

 

Mas em algumas áreas o mercado de trabalho surpreendeu ao obter crescimentos superiores comparados ao mesmo período do ano passado. Segundo pesquisa realizada pela Catho Online divulgada na última terça-feira (10), o mês de janeiro de 2009 foi muito positivo para as contratações nas áreas de Relações Internacionais, Médico/Hospitalar, Jurídica, Recursos Humanos, dentre outras.

 

Algumas áreas continuam contratando e criando boas oportunidades

Algumas áreas continuam contratando e criando boas oportunidades

 

Uma das áreas que obteve um grande destaque foi a educação, que teve um aumento no número de contratações, chegando a mais de 40% se comparado com o mesmo período de 2008.

 

De acordo com o diretor de Marketing da Catho Online, Adriano Meirinho, as demissões em determinados setores causou apenas uma oscilação no número de contratações, mas outras organizações continuam a contratar e a criar boas oportunidades.

 

A pesquisa da Catho demonstra o quanto nossa imprensa adora as más notícias, afinal é o que vende mais jornal. Mas estes bons índices não ganham o devido destaque, o que ajudaria a melhorar o clima de insegurança que acompanha grande parte da população brasileira. Que este cenário persista e que possamos sair fortalecidos desta crise que assola o mundo, mas que por enquanto no Brasil, ainda não causou maiores danos.

 

Com informações da Catho Online

02.12.09

A crise e os profissionais da comunicação

Enviado em Comunicação organizacional, Gestão de Negócios, Relações Públicas, Relações Públicas Excelentes tagged , , , , , às 02:12 por Ricardo Campos

 

A crise já chegou ao Brasil e com ela o pavor dos comunicadores, primeiro por que no Brasil esta é ainda uma área muito sensível a cortes quando existem os problemas financeiros (as empresas adoram dar este tiro no pé), e também porque apesar dos esforços para conter as possíveis crises causadas por demissões, negociações com sindicatos, cancelamento de serviços, etc, a cada dia surgem novas notícias sobre a crise econômica e seus efeitos sobre o Brasil, tornando a vida desses profissionais uma verdadeira bomba relógio.

 

Crise financeira convida comunicadores a enfrentarem os desafios

Crise financeira convida comunicadores a enfrentarem os desafios

 

Flávio Schmidt, diretor de da Divisão de Comunicação Corporativa da Ketchum Estratégia e proprietário da PróImagem Consultoria de Relações Públicas, fez uma excelente analogia sobre a situação vivenciada pelos profissionais de comunicação em tempos de crise. Sob o título “Quem sai na chuva tem que se molhar”, o ex-presidente do Sistema Conferp mostra que existem alternativas para superar este momento.

 

Segue um breve aperitivo deste excelente texto:

 

“apresente seus recursos antipluviais agora. Reúna a direção da empresa, apresente suas premissas e planos e mostre a eles que novas posturas precisam ser adotadas. Comece trocando as galochas de seus executivos, mas faça-os ver que você tem caminhos mais seguros e que podem trilhar por eles. Como responsável pela comunicação corporativa da empresa você é responsável pela conduta dos seus dirigentes. Faça-os ouví-lo.”

 

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