10.30.08

Parte dos consumidores não acredita no posicionamento “verde” das empresas

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Relações Públicas Excelentes tagged , , , , às 01:38 por Ricardo Campos

 

Em recente matéria para o portal Mundo do Marketing, Thiago Terra abordou sobre a crença dos consumidores no posicionamento verde das empresas. A síntese da matéria era discorrer sobre até que ponto as empresas e os consumidores estão realmente engajados quando o assunto é meio ambiente o que eles fazem – de fato – em benefício da questão verde.

 

A matéria traz como base um estudo feito pela TNS InterScience que mostra que a América Latina é o continente que mais ajuda a questão ambiental do planeta. A pesquisa Our Green World mostra que 69% dos consumidores da parte sul do continente americano se esforçam para buscar informações sobre o tema. Europa, Estados Unidos e Ásia apresentam 37, 36 e 29% respectivamente.

 

A estudo apontou que , para o brasileiro, algumas empresas poderiam se envolver mais em ações de responsabilidade social, já que hoje existe a percepção de que elas usam o tema como uma estratégia de Marketing visando apenas vender mais bens e serviços ou melhorar sua imagem institucional.

 

A pesquisa acusou que 67% dos brasileiros acreditam que as empresas exploram a biodiversidade da Amazônia e, por isso, deveriam pagar taxas para o Governo.

 

 

Perfil dos consumidores

 

Sobre o perfil dos consumidores, a matéria destaca características relevantes destes consumidores, o estudo mostra a presença de diferentes nuances do “Verde”, ou variações de comportamento quando o assunto é o meio-ambiente.

 

Os mais engajados são os que acham que agir com responsabilidade sócio-ambiental é a coisa certa a fazer. Outro comportamento percebido é o que avalia o verde como uma opção de economia de bens e serviços, chegando a 23% do público brasileiro.

 

Apesar dos consumidores estarem mais conscientes, há ainda quem não tenha grandes preocupações com o superaquecimento do planeta ou com o derretimento dos blocos de gelo das extremidades da Terra e estes chegam ao assustador percentual de 26%. O grupo de pessoas que acha que a coisa certa a fazer é apoiar as causas contra a destruição do planeta é composto por cidadãos conscientes, mais maduros, bem informados. “Estes consumidores pedem até para tirar seus nomes de mailings para evitar a impressão de papel e realizam a reciclagem de produtos”, diz Lucas Pestalozzi, Diretor de Planejamento da TNS InterScience em entrevista ao Mundo do Marketing.

 

De acordo com a pesquisa, a informação é a melhor maneira de atingir as pessoas que acreditam que este comportamento é a saída para a poluição ambiental.

 

A pesquisa demonstrou que os consumidores têm uma percepção errônea das empresas que investem em projetos sócio-ambientais. Para muitos os investimentos não passam apenas de uma forma de aumentar suas vendas ou melhorar sua reputação. Os consumidores por sua vez, em sua maioria, não demonstram uma preocupação na escolha de produtos ecologicamente corretos. O cenário não é bom para ambos os lados. 

10.28.08

Eleições 2008: a cobertura da mídia foi isenta?

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais tagged , , , às 12:28 por Ricardo Campos

 

Neste último domingo, 26, milhares de brasileiros tiveram que retornar as urnas para o segundo turno das eleições municipais. Terminou assim mais um processo eleitoral que ajudou a eleger vereadores e os prefeitos para um mandato de quatro anos.

 

Entre diversos acontecimentos que marcaram as eleições está a independência do povo que hoje faz questão de exercer a sua cidadania e o seu direito ao voto, de escolher quem ele julga melhor preparado para comandar a sua cidade. Mesmo com as distorções que hoje encontramos no processo eleitoral, a democracia se faz presente.

 

Mas e como foi o comportamento da mídia nesta eleição? Ela ajudou e levantar ou derrubar candidatos de sua preferência, como ocorreu em outros momentos da recente história política do nosso país? Quem não se lembra da Rede Globo de televisão que ajudou Collor em detrimento de Lula? Para ilustrar vale a pena ver o vídeo abaixo, uma apresentação do grupo Melhores do Mundo. 

 

 

Em Belo Horizonte a mídia como veículo de comunicação dos candidatos demonstrou que ainda exerce sobre a população um grande poder de influência. Com o advento da internet e das redes sociais este poder aumentou consideravelmente e mudou a história das eleições municipais.

 

No primeiro turno o candidato Márcio Lacerda sofreu uma forte campanha de denúncias pela internet e pela TV, que tentava ligá-lo ao escândalo do mensalão e que tratava também sobre a sua riqueza acumulada. Márcio que até então vinha em primeiro lugar disparado, com chances de ganhar ainda no primeiro turno, teve que ir para o segundo turno com Leonardo Quintão que na pesquisa aparecia como terceiro colocado na opinião do eleitorado.

 

Declarado como um erro de estratégia da campanha, Márcio voltou para o segundo turno para se defender e também para bater, assim como fizeram seus oponentes. Com uma chuva de vídeos no youtube, e-mails e também pela televisão, foram feitas muitas denúncias contra Quintão que acabou derrotado. As primeiras pesquisas do segundo turno acusavam Quintão eleito com mais de 60% dos votos, mas na reta final e diante de uma estratégia agressiva, Márcio Lacerda tornou-se prefeito de Belo Horizonte.

 

Nos debates, apenas por algumas nuances, os jornalistas deixaram transparecer a sua preferência por determinado candidato. Eles sabem que apesar de não ser maioria, parte da população já está mais esclarecida e não aceita interferências pontuais nos debates. Desta forma apenas com uma pergunta mais combativa, uma insinuação aqui, outra acolá foi possível perceber quem estava ao lado de quem.

 

O balanço que faço é de que temos evoluído, mas que há um longo caminho a ser percorrido para que não haja nenhum tipo de interferência midiática nos resultados das eleições no Brasil.

 

Apesar dos pesares: Viva a democracia

10.24.08

Quem matou Eloá: a mídia sob análise

Enviado em Análise Crítica tagged , , , , às 17:38 por Ricardo Campos

 

Mais uma vez a mídia brasileira demonstrou o quanto está viciada e como não aprendeu com erros recentes da cobertura jornalísticas nos casos que envolveram grande comoção nacional.

 

Em entrevista ao Portal Terra, o ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e sociólogo, Sr. Rodrigo Pimentel, avaliou que a cobertura feita pela Rede Record, Rede TV e Rede Globo, prejudicou as negociações com Lindemberg Alves. Ele é categórico ao afirmar que a postura das emissoras foi “irresponsável e criminosa”.

 

“O que eles fizeram foi de uma irresponsabilidade tão grande que eles poderiam, através dessa conduta, deixar o tomador das reféns mais nervoso, como deixaram, poderiam atrapalhar a negociação, como atrapalharam.”, relata.

 

Co-autor do livro “Elite da Tropa” e roteirista do filme “Tropa de Elite”, Pimentel faz uma crítica ainda mais incisiva à interferência da apresentadora Sonia Abrão, da RedeTV!, nas negociações. Ela entrevistou Lindemberg ao vivo na última quarta-feira, 15.

 

a midia ultrapassando as fronteiras do bom senso

Sônia Abrão: a mídia ultrapassando as fronteiras do bom senso

 

“Foi irresponsável, infantil e criminoso o que a Sonia Abrão fez. Essas emissoras, esses jornalistas criminosos e irresponsáveis, devem optar na próxima ocorrência entre ajudar a polícia ou aumentar a sua audiência”, afirma Pimentel.

 

Em texto publicado no site Observatório da Imprensa, Nelson Hoineff fez uma reflexão sobre o crime de Santo André. Vale a pena:

 

DRAMA DE SANTO ANDRÉ
Quem matou Eloá?

Por Nelson Hoineff em 21/10/2008

 

A desastrada participação da mídia eletrônica no episódio do seqüestro de Santo André (SP) revela menos sobre o seqüestro do que sobre a própria mídia. O seqüestrador não tinha antecedentes e estava tomado pela emoção. Tornou-se um assassino pela sua inabilidade em lidar com uma situação circunstancial. A televisão, porém, essa incentivou – e provocou – o assassinato.

 

A mídia tinha inúmeros antecedentes – e estava movida pela cobiça. O seqüestrador vai passar alguns anos numa penitenciária, apanhar bastante, possivelmente ser estuprado e ser devolvido para a sociedade inutilizado. A mídia, nesse período, já terá tirado proveito de várias dezenas de casos semelhantes. Para os programas policialescos, o caso de Santo André será na melhor das hipóteses lembrado como um número. Um bom número que só interessa ao Comercial.

 

A impunidade de um tipo de “jornalismo” (o nome vai entre aspas para preservar a dignidade da atividade) movido pela hipocrisia, pela estupidez e pela maldade só não é maior que o dinheiro que ele gera. No episódio de Santo André, a mídia (ou uma certa mídia) foi um agente ativo dos acontecimentos. O desfecho só foi possível pela ação direta da cobertura ao vivo da TV sobre o seqüestrador, pela sua capacidade em entronizá-lo como uma rápida celebridade midiática (não mais efêmera do que qualquer outra), de transtorná-lo, de amplificar uma ação criminosa pueril e deixar o seqüestrador sem opções. Tudo, enfim, o que já é conhecido por quem acompanhou o caso. 

 

Caso Eloá é mais uma demonstração do despreparo da midia brasileira

Caso Eloá é mais uma demonstração do despreparo da mídia brasileira

 

Não há dúvida possível sobre quem de fato matou a jovem de 15 anos. Para a mídia que matou a jovem não há punição e muito menos remorso. Já na manhã seguinte, as emissoras disputavam o privilégio de falar com a nova advogada do seqüestrador, uma pobre senhora já àquela altura deslumbrada com os holofotes, isca viva de repórteres e “âncoras” à espera da carniça.

 

Quem saca primeiro

 

O mau jornalismo que se pratica em boa parte da televisão brasileira tem a perversa característica de não alimentar dúvidas do espectador sobre o que ele está vendo. Ele – que para as emissoras não é um indivíduo, mas um consumidor – dificilmente se dá conta das circunstâncias que levam à espetacularização do fato policial e do que isso representa para a sua banalização.

 

Os espectadores são levados a acompanhar o desfecho de um seqüestro da mesma forma como acompanham o grand finale de uma série de ficção, sem perceber que ambas estão sendo escritas da mesma maneira: a ficcional tendo como base o papel, a real como matéria-prima a manipulação dos sentimentos dos protagonistas – a audiência e os diretamente envolvidos nos acontecimentos. Uns como os outros, seres humanos.

 

Na cobertura do dia-a-dia, helicópteros e holofotes acompanham ao vivo até as mais banais rixas de rua, e é um milagre que não as transformem todos os dias em crimes pesados. Isso acontece para gerar um ponto percentual de audiência, e para que isso aconteça os espectadores são induzidos a acreditar na relevância daquelas pequenas disputas.

 

A má televisão não hesitou um segundo em transformar um obscuro namorado abandonado de 22 anos numa celebridade instantânea, como se fosse um reality show com direitos gratuitos. A morte de uma menina e a destruição de famílias foram corolários espetaculares desse sucesso. Está na hora das suítes, depois os especiais e as matérias requentadas, até que essa mesma televisão transforme outro infeliz no sucesso do momento – e o repórter que sacar primeiro um celular gere aquele 0,1% de audiência capaz de vender algumas caixas de iogurte a mais.

 

A propósito: como era mesmo o nome completo daquela menina que jogaram pela janela?

10.23.08

Um novo momento para os Call Centers

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios tagged , , , às 14:30 por Ricardo Campos

 

Veja o vídeo abaixo e tenho certeza que logo você se lembrará de algum atendimento recente feito por algum Call Center.

 

 

Mas dentro de quatro meses as empresas de call center terão que seguir novas regras estipuladas pelo governo. O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estipula algumas mudanças que devem resultar na reestruturação parcial dos call centers, investimentos tecnológicos, e principalmente na melhoria da qualidade do atendimento.

 

O decreto vem ao encontro do grande número de reclamações dos consumidores junto aos órgãos estaduais de defesa do consumidor. Entre os destaques do decreto estão questões como acessibilidade, qualidade do atendimento, acompanhamento e resolução de demandas e cancelamento de produtos ou serviços. As empresas têm 120 dias após a publicação do decreto para se adaptarem.

 

Apesar de novos investimentos, as empresas devem encarar este momento como uma oportunidade para melhoria dos serviços praticados e conseqüentemente ampliação da carteira de clientes, já que o setor deixará para trás os estigmas criados ao longo dos anos devido ao péssimo atendimento praticado pelas operadoras.

 

Ao atenderem uma ligação, estas empresas necessitarão de processos eficientes para visualizar com agilidade e rapidez todas as informações referentes aos diversos serviços prestados a cada cliente.

 

As empresas que não se adequarem às novas normas até o prazo estipulado pelo governo poderão ser multadas em até 3 milhões de reais.

 

Com certeza uma grande vitória para os consumidores brasileiros.

 

10.17.08

Reputação no mundo digital

Enviado em Comunicação organizacional, Gestão de Negócios, Interfaces Comunicacionais, Relações Públicas Excelentes tagged , , , às 19:37 por Ricardo Campos

Com o título “RP 2.0: Reputação no mundo digital”, o blog Ser.RP divulgou um vídeo muito interessante e completo sobre a temática.

 

O vídeo faz uma reflexão sobre a importância das redes sociais na disseminação das informações e cita fatos concretos sobre ações de sucesso que ocorreram na Web.

 

Vale a pena conferir

 

 

10.16.08

Profissionais procuram alavancar carreira nas áreas de Sustentabilidade

Enviado em Gestão de Negócios, Relações Públicas Excelentes tagged , às 13:11 por Ricardo Campos

 

Muitas empresas estão tentando se adaptar às recentes áreas de sustentabilidade que estão sendo criadas no mercado. Muitos profissionais vêem a necessidade de se adaptar a essa nova realidade para manter ou aumentar as chances de colocação no mercado ou, ainda, desenvolver novas oportunidades de carreira.

No Brasil, em 2005, a Bovespa criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial que tem por objetivo refletir o retorno econômico de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial.

Tais aplicações, denominadas “investimentos socialmente responsáveis” (“SRI”), consideram que empresas sustentáveis geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.

A carteira do ISE que vigora até o dia 30 de novembro de 2008 reúne 40 ações emitidas por 32 empresas de 13 setores, que totalizam R$ 927 bilhões em valor de mercado. Esse montante corresponde a 39,6% da capitalização total da Bovespa, que atualmente é de R$ 2,3 trilhões.

 

mais do que idealismo

Sustentabilidade: mais do que idealismo

 

Frente a esta nova realidade, os profissionais têm que se preparar para atender aos requisitos necessários para atuar nessas áreas.

Segundo Regina Migliori, consultora na área de sustentabilidade, há dez anos um profissional para atuar nesta área precisava ter somente um perfil “idealista”. “Hoje, o profissional, além de estar alinhado à causa tem que possuir e desenvolver um conjunto de competências”, afirma.

Para a consultora, os profissionais devem possuir as competências abaixo:

·          Saber trabalhar com a diversidade e com uma equipe multidisciplinar;

·          Interagir de forma sistêmica com diferentes contextos;

·          Ter facilidade para traduzir os novos conceitos em modelos, estratégias e operações;

·          Identificar parâmetros universais para dialogar com diferentes públicos;

·          Saber resgatar a natureza benéfica do negócio em que atua;

·          Estabelecer estratégias de monitoramento de competências e impactos econômicos, ambientais, e sociais.

·          Fazer a gestão de ativos tangíveis e intangíveis.

·          Traduzir sua atuação em resultados estratégicos sustentáveis para a organização.

 

Fonte: Administradores.com.br

10.14.08

Eleições 2008: a ressaca dos resultados

Enviado em Análise Crítica tagged , , às 15:04 por Ricardo Campos

 

No mês passado escrevi sobre as eleições e sobre a possibilidade de mudanças ou a perpetuação de um cenário. Naquele artigo relatei a importância de um voto consciente e da possibilidade de mudança na câmara municipal de Belo Horizonte que teve no primeiro semestre de 2008 grande parte dos seus trabalhos direcionados a comendas como títulos de cidadão honorário, entrega de diplomas, etc. Dos projetos de lei propostos muitos não são exeqüíveis e a outros tratam de situações que não alteram a dinâmica da cidade, como a mudança do nome das ruas.

 

Destaquei também a propaganda eleitoral e seus atores, pessoas que desafiam a inteligência da população com a utilização de nomes estranhos, fantasias, músicas e rimas de péssimo gosto. Sem falar naqueles “caras de pau” que já tiveram seu nome envolvido em casos de corrupção e que não comprovaram sua inocência, artistas que utilizam a fama para tentar uma vaga e outras aberrações que só aparecem na época do pleito.

 

 

E conforme escrevi, me parece que teremos mais quatro anos de inércia, pois apesar da massa reclamar pelas ruas dos problemas que persistem da cidade e da postura dos nossos políticos, eles sempre votam nos mesmos que já estão no poder. O índice de renovação na câmara municipal de Belo Horizonte foi muito baixo, em torno de 40%, e figuras conhecidas perpetuaram-se no poder, alguns com mais de três mandatos como representantes do povo.

 

Outra surpresa foi a volta ao poder de um candidato envolvido no caso da máfia das ambulâncias. Com uma ampla votação este candidato demonstrou que o povo brasileiro ainda está longe de ter uma consciência política mais madura.

 

A lição que fica para mim é de que na eleição para vereadores a população pensa nos benefícios individuais e não prioriza o coletivo. Muitos políticos se transformam em verdadeiros heróis ao montar ongs e institutos em suas bases eleitorais, com intuitos de dar “migalhas” ao povo, que obtendo benefícios individuais como cestas básicas, remédios, transporte, não se manifesta sobre o cenário de inércia na câmara onde ações e propostas de leis municipais poderiam beneficiar a todos os cidadãos.

 

Em Belo Horizonte a política está igual a letra daquele funk carioca: “Tá dominado, tá tudo dominado”.ngs e instit formam o.idual e nena eleiç. sos poltro anos de in

10.10.08

Sites de relacionamento profissional prosperam com a crise

Enviado em Análise Crítica tagged , , , às 12:40 por Ricardo Campos

A crise dos Estados Unidos vem atingindo toda a população Norte Americana e organizações de todos os segmentos. Entre as poucas empresas que se beneficiam da turbulência nos mercados financeiros estão as redes de relacionamento profissionais, que ajudam, por exemplo, na busca por emprego. Os dois sites mais populares, LinkedIn e Xing, têm 29 milhões e 6,5 milhões de usuários, respectivamente.

 

Nas últimas semanas, os usuários do LinkedIn, o líder do mercado, vêm atualizando seus perfis com freqüência recorde, aparentemente tentando se garantir caso percam seus empregos. 

 

Desemprego preocupa os americanos

Desemprego preocupa os americanos

 

O LinkedIn e o Xing são semelhantes em muitos aspectos. Ambos são voltados para profissionais jovens com renda acima da média, permitindo que eles se associem, sigam as atividades uns dos outros e criem grupos de interesses comuns. Além disto, ambos são rentáveis. Uma vez que os sites ajudam seus membros a encontrarem empregos ou desenvolverem seus negócios, muitos usuários se dispõem a pagar pelo serviço.

 

Uma empresa de pesquisa ressalta, no entanto, que as coisas podem mudar caso o Facebook cresça e se torne um ambiente para se fazer negócios. Além disto, há também outros potenciais concorrentes: jornais norte-americanos, como o New York Times e o Wall Street Journal, estão adicionando recursos de redes sociais em seus sites

 

Fonte: Economist e Opinião e notícia

É o fim do vestibular?

Enviado em Educação Superior, Ensino Superior, Gestão de Negócios, Mercado Educacional tagged , , às 01:38 por Ricardo Campos

 

No início do ano, mais precisamente no dia 09 de fevereiro, o Magnifico Reitor do Centro Universitário Una, Prof. Padre Geraldo Magela Teixeira, discorreu no Jornal Estado de Minas sobre o fim do vestibular como requisito fundamental para acesso ao ensino superior.

 

Com muita serenidade Magela faz um relato que demonstra mais uma vertente do concorrido mercado de educação superior. Reproduzo o texto que ainda continua muito atual.

 

A Agonia do Vestibular

 

Quero hoje constatar uma situação de fato: o vestibular, terror dos estudantes brasileiros durante quase 90 anos de nossa universidade, para grande  maioria dos candidatos, está com seus dias contados. A porta ainda continua estreita. Agoniza em algumas instituições e mantêm certa áurea nas universidades públicas, porque gratuitas. Para algumas instituições comunitárias de prestígio ainda existe certa disputa na maioria dos cursos. Para grande maioria dos brasileiros que procuram a universidade particular, simplesmente morreu, mas finge que existe em função de exigências legais. Não vale a nostalgia dos anos 60, da luta dos chamados excedentes por mais vagas na universidade pública, que o governo militar resolveu transformando o processo de eliminatório em classificatório, uma forma “manu militari” de acabar com os excedentes.

 

Vestibular com os dias contados!?!

Vestibular com os dias contados!?!

 

Não adianta agredir os fatos, eles estão ai e como tal devem ser encarados. Com efeito, nas instituições particulares o processo seletivo não seleciona ninguém, praticamente todos passam, pois quase todos os cursos possuem mais vagas que candidatos. Diante disto temos de tudo: provas formais, como sempre se fizeram, análise de currículo, certamente por essa análise todos passam, provas agendadas, uma invenção recente para captar alunos e existe ainda o aproveitamento do vestibular feito em outras instituições. Temos, portanto uma variedade de largas portas para entrada, só não entra quem não pode pagar ou quem não quer. Diante de uma situação de mais vaga no ensino superior que concludentes do ensino médio, mesmo as instituições sérias, tendo que sobreviver e atender a preceitos legais, usam de tais expedientes, ainda que mais procuradas. Os educadores têm que ver em tudo isso não um sinal de degradação, mas uma grande oportunidade para as instituições. Está na hora de lutarmos por soluções inteligentes que devolvam a auto-estima aos que atravessam os umbrais da universidade. O governo deveria de pronto eliminar o processo seletivo nas instituições particulares, quem sabe em todas as instituições. Ele tem nas mãos um grande instrumento: exigir de todos os brasileiros candidatos a ingressar no ensino superior que se submetam às provas do ENEM, unanimemente elogiadas nas academias. O governo estabeleceria uma linha de corte nas notas do ENEM, abaixo da qual o candidato seria considerado ainda despreparado para o ensino superior.

 

Aos alunos mais fracos seriam oferecidas pelas instituições aulas de reforço através de uma prática interdisciplinar que os leve a uma preparação mais ampla com pontuação em áreas específicas. Acho que temos que aproveitar o atual “vale tudo” do vestibular e sair para soluções criativas que respeitem o nível dos alunos. O nosso ensino fundamental e médio tem avançado nas melhores escolas particulares e também nas escolas públicas. É preciso dar continuidade às práticas que vêm no ensino básico. A transição dessa escola para universidade não deve fazer-se com traumas, mas numa linha de continuidade que vai exigir muito do professor universitário. Estamos elaborando uma reforma curricular mais ou menos nesse sentido e esperamos que, a partir de fevereiro, ela nasça andando. João Cabral de Melo Neto disse que só bicho e rio nascem andando, mas queremos que a reforma nasça andando, mesmo com erros e tropeços. E andando depressa, como diz Tagore, referindo-se a sua Índia “Somos pobre demais para andar devagar.”

10.06.08

Excelência em gestão e comunicação

Enviado em Comunicação organizacional, Gestão de Negócios, Relações Públicas Excelentes tagged , , às 18:06 por Ricardo Campos

 

Um dos grandes desafios da gestão de um negócio é manter uma equipe motivada e focada nos objetivos organizacionais. Muitas das vezes ignoradas pelas empresas o público interno necessita de um bom clima organizacional para gerar resultados. E muitas empresas já identificaram que para manter uma boa produtividade é necessário antes de mais nada promover um ambiente favorável para o desenvolvimento dos funcionários, com uma comunicação transparente, oportunidades de participação efetiva nos projetos da empresa, reconhecimento e incentivos e outras variáveis que compõem as estratégias de endomarketing.

 

Um case de sucesso é da VisaNet Brasil, empresa responsável pelo relacionamento com estabelecimentos comerciais afiliados ao sistema Visa. A empresa foi reconhecida pela excelência no gerenciamento de seu ambiente organizacional e por promover uma comunicação transparente com seus funcionários, pelo sétimo ano consecutivo em pesquisa realizada pelo Hay Group Brasil.

 

A pesquisa avalia aspectos de gestão, remuneração e benefícios, treinamento e desenvolvimento, carreira, qualidade de vida, comunicação, sustentabilidade e responsabilidade corporativa, levando em consideração a transparência na comunicação, ambiente de alta motivação e valorização das pessoas.

 

“A excelência em gerência é alcançada por estabelecermos o foco na gestão do ambiente, no valor que damos aos colaboradores e na transparência, assim como na comunicação bilateral. São aspectos que motivam e estimulam as pessoas a trabalharem alinhadas às metas de negócio e crescimento da empresa”, comenta Andrea Marquez, diretora-executiva de desenvolvimento organizacional da VisaNet.

 

Receber o prêmio por sete anos consecutivos é um indicativo do que a VisaNet faz de diferente. Ela está constantemente pensando no futuro, produtos e serviços que oferecerá aos clientes e ainda em como manter o desenvolvimento e a motivação da equipe.

 

 

 

“Essa visão faz com que a empresa sempre busque implementar novos conceitos, disseminar a cultura do conhecimento e a democratização de opiniões e decisões. Isso é incorporado e estimulado em todos os níveis hierárquicos da organização”, explica Andrea.

 

Para conseguir manter os funcionários alinhados com o planejamento estratégico da empresa, a VisaNet utiliza o portal corporativo, o “jornal-mural”, a newsletter e a TV com programas semanais, sendo um deles o Fala Presidente, que tem como objetivo tornar a liderança mais próxima, apresentando metas e resultados. Esses canais facilitam e colaboram para que as informações e o conhecimento cheguem a todos ao mesmo tempo e da mesma forma.

 

Além disso, a empresa possui uma estrutura que incentiva o diálogo, pois todos têm acesso a seus respectivos gestores e até mesmo aos executivos. “Embora não exista um caminho formal, todos são encorajados a contribuir, dar idéias, questionar e criticar, sempre buscando uma melhor solução. Por isso, os colaboradores participam de cafés-da-manhã com gestores imediatos, pois a organização acredita que é através de discussões, críticas e sugestões que os melhores produtos, serviços e resultados são alcançados”, explica Andréa.

 

Para companhias que também queiram atingir a excelência no gerenciamento de seu ambiente organizacional e promover uma comunicação transparente com seus funcionários, a VisaNet recomenda que cada um dos gestores se comprometa a fazer a gestão do clima da sua área e escutar seus colaboradores, mudando aquilo que for possível e se posicionando sobre o que e por que não é possível ser alterado.

 

“É importante oferecer novos desafios, possibilidades de desenvolvimento e crescimento, manter uma remuneração adequada, benefícios atraentes, trabalho de valorização dos profissionais, respeito aos valores e um processo de gestão do clima organizacional de modo a influenciar positivamente a qualidade do trabalho e vida do funcionário. Além do mais, tornar a liderança próxima dos colaboradores também faz diferença”, encerra Andréa.

 

O trabalho realizado pela VisaNet é como uma utopia para a maioria das empresas, mas é possível realizar ações neste sentido adequando-as a realidade de cada empresa. Com certeza os resultados gerariam um desempenho superior.

 

Com informações da Newsletter da Revista Liderança

www.lideraonline.com.br  

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