09.29.08
Entenda a crise dos Estados Unidos
Na última sexta feira, dia 26 de setembro, Heberth Xavier escreveu sobre o lado irônico da crise mundial, na coluna de economia do Portal Uai – Estado de Minas. Transcrevo parte da matéria, pois acredito que é uma forma totalmente coloquial para explicar a crise e a ironia que assola todos os mercados mundiais, afinal, as instituições norte-americanas que sempre deram palpites sobre a economia mundial hoje enfrentam dificuldades e ainda ameaçam levar todo o mundo para “o buraco”.
Conheça o lado irônico da crise financeira mundial
Vamos combinar o seguinte: esta crise financeira nos Estados Unidos já é uma grande ironia. Ela ocorre depois de um tempo de bonança e crescimento econômico contínuo do país mais rico do mundo. Os EUA, sempre metidos a dar palpite quando a crise não é com eles, agora são obrigados a rever uma série de conceitos: antes pregadores de um liberalismo quase semelhante ao do século 19, quando era proibido falar em intervenção estatal, têm de meter a mão no bolso para salvar tradicionais casas das finanças. Ou, como lembrou o próprio ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega: “Deixe-me mostrar a ironia dessa situação: países que eram referência de boa governabilidade, dos códigos e padrões para os sistemas financeiros, são os mesmos países que estão enfrentando sérios problemas de fragilidade financeira, colocando em risco a prosperidade da economia mundial”.
Piada na web
Já circula pela internet uma piada sobre a crise americana. É uma tentativa bem-humorada de explicar a turbulência para os leigos. É assim: “O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de MBA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia. Uns seis executivos de bancos mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, o Bar do seu Biu vai à falência e… toda a cadeia de espertos dança!”
Prêmio Aberje 2008: empresas solidificam seu papel na comunicação empresarial mineira
O Prêmio Aberje 2008 é um dos mais tradicionais eventos da área de comunicação empresarial. Devido ao sério trabalho realizado pela equipe do Prof. Paulo Nassar, o prêmio adquiriu reconhecimento das grandes empresas que hoje fazem de tudo para estar entre os finalistas.
Ao longos destes últimos anos algumas empresas tem solidificado seu papel na comunicação empresarial nacional, estando sempre entre os finalistas do prêmio. Empresas como Cemig, Grupo Fiat e Unimed, vêm demonstrando que acreditam na comunicação para alcance dos objetivos institucionais.
Com grandes investimentos, estas empresas além das estratégias apresentam resultados que demonstram que cada centavo gasto nas campanhas tem um grande retorno e proporcionam impactos positivos nos resultados.
Com certeza os cases apresentados demonstram para o empresariado brasileiro que vale a pena investir em comunicação. Não é a toa que estas empresas são líderes nos mercados em que atuam.
09.28.08
Prêmio Aberje 2008: a comunicação mostrando seu valor
Algumas semanas atrás foi divulgado o resultado dos finalistas de Minas Gerais e Centro Oeste para a etapa nacional do Prêmio Aberje 2008. O grande destaque deste certame regional foi a Fiat Automóveis com três cases premiados mais um da Iveco e a Unimed com outras três premiações.
Eu estive presente nas audiências públicas onde cada empresa selecionada ainda na primeira fase apresentou e defendeu seu case. O evento é um momento muito interessante, onde comunicadores demonstram as tendências da comunicação no trato com seus diversos públicos, como funcionários, fornecedores, comunidade, investidores, entre outros.
Mas além do acesso as melhores práticas o interessante foi perceber que as empresas vêm reconhecendo o papel e a importância da comunicação organizacional como suporte de gestão. A comprovação é que a maioria das gerências de comunicação está ligada diretamente a diretoria e tem direito a voto nas decisões estratégicas das organizações.
Os aportes também são outro indício deste reconhecimento e da confiança no trabalho feito pelos comunicadores.
É a comunicação mostrando o seu valor.
09.24.08
Revista Veja causa revolta em educadores brasileiros
A revista Veja que a muito vem sofrendo críticas, principalmente dos seus próprios pares, sobre o tipo de jornalismo praticado nas páginas do semanário, com a utilização de suas matérias e colunas feitas para atacar publicamente desafetos dos seus editores e práticas que vão contra o interesse da Editora Abril.
Em agosto uma matéria publicada na revista mexeu com os brios dos educadores brasileiros ao desqualificar o trabalho do grande educador Paulo Freire e sua contribuição para educação brasileira. Entidades educacionais se manifestaram contra o que chamaram de “jornalismo viciado” praticado pela revista Veja.
A viúva do educador Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire, escreveu uma carta de repúdio à revista Veja, em decorrência de reportagem publicada na edição de 20 de agosto, intitulada “O que estão ensinando a ele?”. De autoria das jornalistas Monica Weinberg e Camila Pereira, a reportagem foi baseada em uma pesquisa sobre a qualidade do ensino no Brasil. Em um determinado trecho da reportagem, lê-se:
“Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado”.
Diante disso, Ana Maria Araújo Freire escreveu a seguinte carta de repúdio:
“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo deste.
Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoa pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.
A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.
Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.
Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.
Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorado com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.
Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja os dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!
São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire
Fonte: Contee, Sinpro e Blog do Azenha
09.21.08
Entidade de educação critica divulgação do IGC
No último dia 8 de setembro, o Ministério da Educação divulgou dados parciais do processo de avaliação das Instituições de Educação Superior do País. Desta vez, tornou público dados do chamado Índice Geral dos Cursos da Instituição (IGC), construído com base em uma média ponderada entre as notas obtidas no processo de avaliação de desempenho dos estudantes, dividido pelo número de alunos da graduação. No caso de universidades fez parte também deste índice a avaliação da CAPES de cada programa de pós-graduação (stricto sensu), dividido pelo número de estudantes matriculados nos respectivos programas.
As notas do IGC vão de zero a 500 e, como resultado, enquadram as instituições em faixas de 1 (as piores, com nota de 0 a 94) a 5 (as melhores, com nota 395 a 500). Ao todo, 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades isoladas, integradas e outros tiveram seu IGC divulgado. As instituições consideradas ruins são as que ficaram nas faixas 1 e 2.
O respectivo Índice deveria servir apenas como mais um indicador a contribuir com o processo completo de avaliação, que inclui as chamadas visitas in loco, que graças à deliberação da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES deve ser iniciada ainda em 2008.
As visitas são importantíssimas para a avaliação das instituições e deverão levar em conta os relatórios internos produzidos pela as CPAs (Comissões Próprias de Avaliação), a análise do PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) e sua relação com as reais condições da instituição. Além disso, o instrumento de avaliação de instituições, construído para CONAES, contém muitos outros indicadores importantes para avaliar as IES brasileiras.Entre eles, por exemplo, a avaliação da responsabilidade social de cada instituição.
Fica claro então que o IGC é apenas parte de um processo avaliativo muito maior que pretende verificar a qualidades das instituições de ensino, um dado importante, mas que não deve ser avaliado de forma individual para mensurar a qualidade das IES, como tem feito a imprensa e principalmente as instituições que estão no topo da lista.
Diante destes equívocos é que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – Contee lançou manifesto pela divulgação antecipada dos dados do IGC, a fim de reafirmar a convicção de que todas as etapas do processo avaliativo são indispensáveis para um diagnóstico concreto e conclusivo sobre a qualidade das instituições de educação superior no Brasil.
A Contee manifestou sua discordância em relação à divulgação parcial destas informações para a imprensa, que, a partir de qualquer dado, buscou estabelecer rankings entre as instituições de ensino. Tal ação pode, portanto, acabar por deturpar a interpretação dos resultados reais, consistentes e definitivos do processo completo de avaliação da educação superior brasileira.
Para Madalena Guasco Peixoto, coordenadora geral da Contee, com a divulgação do IGC “o MEC colaborou de forma indireta com a falsa conclusão adotada por parte da imprensa de que já ocorreu uma avaliação de instituições, uma vez que esta etapa é bem mais complexa do que avaliar apenas as questões restritas ao ensino. Apesar de ser fundamental às condições de ensino, não deve e não pode ser o único indicador de qualidade de uma instituição”. Para a dirigente, a iniciativa também desmotiva as Comissões de Avaliação Interna, que realizam trabalho fundamental, mas vêem publicamente que a divulgação dos resultados não levou em conta o seu trabalho.
“O mais complicado desta forma de divulgação é que ela acaba por simplificar a avaliação, desprestigiando os outros indicadores que são tão importantes quanto à qualidade do ensino. Com isso, corre-se o risco de alçar ao topo deste ranking fictício instituições muito bem montadas, com condições de ensino estruturadas, mas que não possuem, por exemplo, responsabilidade social, democracia interna, participação da comunidade nas decisões acadêmicas, plano de carreira de seus professores ou boas condições de trabalho para docentes e técnicos e administrativos”, destaca Madalena.
Manifestando sua preocupação com estas questões, a diretoria executiva de Contee decidiu preparar e enviar uma nota oficial ao MEC, dirigida ao Ministro Fernando Haddad, expressando a sua preocupação com a divulgação do IGC sem que estivesse concluído todo o processo de avaliação institucional.
As áreas de comunicação das instituições de ensino superior não perderam tempo e divulgaram os seus resultados nas páginas dos principais jornais do país declarando-se as melhores na avaliação do Mec. Com a conclusão de todas as fases do relatório o discurso poderá vir por água abaixo, mas até lá as IES vão continuam aproveitando a divulgação do IGC para seduzirem e captarem mais alunos.
Com informações do site da Cotee
09.19.08
O atendimento das companhias aéreas: saudades dos bons tempos
Sou do tempo em que as companhias aéreas eram exemplos de empresas que tinham o relacionamento como uma forma de manter e conquistar novos clientes. Eram constantes os cases de sucesso em que o relacionamento era a base para o processo de escolha e confiança do consumidor. Basta lembrar do célebre Comandante Rolim e o famoso tapete vermelho, demonstrando que cada cliente era especial.
Mas os tempos mudaram, a concorrência se acirrou, o preço do petróleo subiu, as famosas maletinhas do lanche foram trocadas por barrinhas de cereal e o atendimento também ficou em segundo plano.
Voltando de Natal no Rio Grande do Norte, após o Intercom 2008, me dediquei a observar as aeromoças, uma funcionária que também já foi sinônimo de cordialidade e presteza, de beleza e de um sorriso constante que acalmava até os mais desesperados que não gostam de voar.
Minhas percepções em torno do serviço prestado pela companhia não foi de todo ruim, afinal houve até um lanche, simples, mas que é bem melhor do que a tal barrinha de cereal. Mas a postura das aeromoças me surpreendeu do início ao fim. Vamos aos fatos:
Desde a recepção na porta do avião, durante todo o trajeto e na chegada ao meu destino, não percebi nas aeromoças nem um sorriso verdadeiro, demonstrando o prazer de servir, consegui no máximo ver um sorrisinho sem graça destinado a um cliente que se encontrava duas poltronas a minha frente e que havia solicitado mais um copo de suco.
Ícones da beleza e da elegância, as aeromoças daquele vôo pareciam estar meio desleixadas, algumas com o cabelo preso apenas por uma gominha comum, e outras mantinham uma postura inadequada.
E para concluir elas mesmas ao dar as instruções sobre os procedimentos de segurança revelaram que estavam preparadas para agir em momentos de crise. Mas em dado momento do vôo uma passageira passou mal e a correria e agitação delas pelo corredor foi tão grande que todos os passageiros já começaram ficar exaltados, até que finalmente elas solicitaram que se houvesse um médico presente entre os passageiros que ele se apresentasse.
Os tempos realmente mudaram nas companhias aéreas quando o assunto é o bom atendimento e o relacionamento com o consumidor. Mesmo com o bom cenário por que passam as empresas do setor com o aumento do número de passageiros nos seus vôos, devido principalmente ao aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, a demanda não melhorou o cenário. Hoje o relacionamento não é mais uma preocupação das companhias.
Saudades dos bons tempos e das boas práticas que tornaram companhias aéreas benchmarking para outras organizações.
Ps: Não cabe citar qual companhia aérea utilizei em minha viagem, mesmo porque este é um problema que vem ocorrendo em todas as empresas do setor. Amigos e familiares também tiveram percepções parecidas com a minha em empresas de diferentes bandeiras.
09.18.08
Pornografia perdeu a liderança para redes sociais
De acordo com um levantamento feito pelo pesquisador Bill Tancer, com base em informações sobre hábitos de navegação de 10 milhões de usuários, as redes sociais estão entre os sites mais procurados da internet, tirando a liderança das páginas de pornografia.
Segundo Trancer, houve uma mudança considerável no padrão de navegação na internet. Há dez anos, o conteúdo pornográfico era responsável por 20% das buscas feitas na rede. Atualmente, esse número está em 10%. Na liderança das buscas estão as redes sociais, como Orkut, Facebook e MySpace, entre outros.
O levantamento de Tancer vem a confirmar o que muitos especialistas e profissionais de comunicação vêm pontuando sobre as redes sociais e o seu poder de influência. Torna-se desta forma, inadmissível que as empresas e comunicadores ignorem sites de relacionamento e de interação social no seu planejamento de comunicação.
Com informações do site Opinião e Notícia
09.17.08
Eleições 2008: o que a comunicação e a gestão tem a ver com isso?
Esta semana escrevi dois textos sobre as eleições 2008 com recortes da disputa em Belo Horizonte. Muitos devem ter-se perguntando: mas o que isto tem a ver com comunicação e gestão?
Bom, eu explico. Logicamente que eu não perdi a oportunidade de fazer uma crítica a atuação dos candidatos a cargos públicos e a sua falta de seriedade na campanha. Mas a minha crítica tem um sentido maior tendo como alvo o trabalho realizado por comunicadores e marketeiros políticos que na busca, a “qualquer custo”, pelo voto dos eleitores, criam campanhas ridículas, incluindo aí jingles, cartazes, adesivos e mesmo o “nome artístico” do candidato.
É preciso que estes profissionais saibam que muito além da responsabilidade com as necessidades do candidato, eles têm a responsabilidade com o país, e que a eleição de pessoas despreparadas para assumir uma vaga na Câmara dos Vereadores ou na Prefeitura poderá impactar diretamente na sua própria vida, como profissional e como cidadão.
E não devemos fugir de nossas responsabilidades, pois como comunicadores devemos também conduzir o rumo da campanha planejando e alertando o viés de se entrar na briga predatória e popularesca da conquista dos votos.
A divulgação de dados sobre os carros dos candidatos também demonstram cuidados que os mesmos devem tomar ao registrar as informações sobe sua vida pessoal e os valores de campanha ao Tribunal Regional Eleitoral. A imprensa tem acesso a todas as informações e o que poderia ser uma jogada inteligente se transforma numa demonstração de má fé com informações importantes que poderiam fazer o povo escolher com consciência.
Acredito que político que quer realmente representar os direitos do povo, também quer ser eleito por cidadãos conscientes e com capacidade crítica de não se deixar levar pelos apelos da massa.
Apesar de ser uma utopia fica aqui o registro de um comunicador que gosta de política e observa as distorções da campanha eleitoral.
09.16.08
Eleições 2008: os candidatos e seus carros
Esta semana o Yahoo na sua seção de autos juntamente com a equipe WebMotors fez um levantamento dos carros que os candidatos a prefeitura das capitais do sudeste do país, declararam ter junto ao Tribunal Eleitoral.
Como no último post eu destaquei o cenário das eleições 2008 eu não resisti em refletir sobre a matéria publicada com destaque para os candidatos a prefeitura de Belo Horizonte. Vamos aos fatos:
Um dos grandes concorrentes pela disputa em Belo Horizonte declarou que tem um Jepp 1976 que vale 1.500 reais. O que é de se admirar é que o candidato já havia sido secretário-executivo no Ministério da Integração Nacional no governo Lula e posteriormente assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do governo de Aécio Neves, que aliás o apóia juntamente com o atual prefeito, Fernando Pimentel. Além disso o político em questão é um dos grandes empresários do ramo de telecomunicações e possui diversos empreendimentos.
Outro candidato de grande expressão no cenário mineiro foi ainda mais longe e declarou que não possuí automóvel. Este já foi vereador, deputado estadual e federal. Outro candidato também declarou não ter carro, mas este é o candidato da causa operária, portanto não é de se estranhar, diferentemente do primeiro caso.
Outros candidatos declaram que têm no seu nome carros com preços modestos que equivalem a modelos populares e com quatro ou mais anos de fabricação.
A matéria destaca ainda que o cenário não é diferente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Então fica a pergunta: estarão bem intencionados os candidatos que vem de famílias tradicionais de Belo Horizonte, que já exerceram cargos públicos, que estão no topo da pirâmide social e que mesmo assim não possuem em seu nome um bem que se tornou para todo e qualquer cidadão, uma necessidade, devido principalmente ao precário sistema de transporte público?
Você também pode refletir.
09.12.08
Eleições 2008: perspectivas de mudanças ou a perpetuação de um cenário
Teve início no dia 19 de agosto, a propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a vereadores e prefeitos municipais, e no rádio e na televisão o que se viu foi um show de aberrações que demonstram a falta de seriedade na política nacional.
A primeira constatação é a falta de critérios para uma pessoa se candidatar ou mesmo se filiar a um partido político. Muitos o fazem com a simples intenção de conseguir mais votos para a legenda. Tudo bem, é o preço que se paga pela democracia.
Nos primeiros programas o nível dos candidatos era terrível, pessoas que não tem nenhuma experiência política, vivências em movimentos sociais ou ao menos experiência em defesa dos direitos de uma classe. São candidatos sem causa que repetem os mesmos “chavões” de sempre.
Muitos não têm conhecimento nem mesmo das competências que um vereador deve ter, quais são suas atribuições e deveres na representação do povo na Câmara. Citam propostas que não são de competência de um vereador, ou seja, prometem o que não podem cumprir.
Assim podemos ver candidatos como um ex-participante do Big Brother Brasil, uma ex-pomponete de clube de futebol e capa de revistas masculinas, um sósia do cantor Raul Seixas, um ex-deputado estadual acusado de participar da Máfia das Ambulâncias e com seis ações por improbidade administrativa por suposto desvio de verbas públicas, e outras bizarrices que fazem do processo eleitoral uma grande palhaçada.
As atuações de marketeiros políticos também chamam nossa atenção. Com campanhas que debocham da inteligência do povo, eles acabam realmente conseguindo angariar votos, para um candidato que até então era desconhecido, mas que devido ao seu jingle ridículo ou sua exposição bem humorada na televisão acaba ganhando notoriedade.
Este é o cenário da política nacional e dos nossos futuros representantes. As perspectivas são de mais quatro anos de inércia, com muitos projetos propostos para mudanças de nomes de ruas, títulos de cidadão honorário, diplomas e outras farras com o dinheiro público.
Que eu possa estar enganado e que o povo possa estar mais consciente da importância do seu voto, garantindo assim representantes mais eficazes.
E antes que alguém possa perguntar, pelo menos para vereadora eu já tenho minha candidata, estudei seus programas e intenções e pude olhar no olho dela e questionar sobre temas polêmicos e que afligem os moradores de Belo Horizonte. Assim não me deixei influenciar pelos espetáculos midiáticos e pelas falsas propostas de gente oportunista que participará do pleito apenas em busca do polpudo salário de um vereador.











