08.30.08
Pequim 2008 e a síndrome do patinho feio
As olimpíadas de Pequim nos reservaram grandes emoções e surpresas. E as histórias de superação, de persistência, de garra, de luta e de conquista ainda são as grandes lições que os jogos olímpicos conseguem nos transmitir.
Histórias como de Maurren Maggi que após ser pega no doping no Pan-americano de Santo Domingo chegou a abandonar o esporte e que após o retorno voou para o ouro no “ninho do pássaro”, o principal estádio das olimpíadas 2008.
Ou a história do Jamaicano Usain Bolt que se tornou o primeiro velocista a quebrar três recordes mundiais em apenas uma edição dos jogos. Saiu da pobre e pequena cidade rural de Sherwood Content para fazer história em Pequim.
E Michael Phelps que garantiu oito ouros e tornou-se o maior medalhista da história dos jogos, superando Mark Spitz que tinha conquistado sete medalhas e que manteve o recorde por 36 anos. Phelps ainda superou a praga de sua professora que lhe havia dito que não teria sucesso em nada na vida.
Apesar destas histórias emocionantes os jogos também nos reservaram grandes decepções, atletas brasileiros que se prepararam durante 4 anos e que neste tempo faturaram campeonatos mundiais, competições nacionais e internacionais, mas que em Pequim, na hora da decisão, foram acometidos pela síndrome do patinho feio, e acabaram entregando de bandeja as medalhas para seus adversários.
A lista é imensa e podemos destacar grandes promessas de medalhas para o esporte brasileiro.
Começamos pelo nosso futebol, que foi uma grande decepção. Mesmo sendo muito superior aos seus adversários, os jogadores e jogadoras não conseguiram superar seus clássicos rivais, a Argentina pelo masculino e os Estados Unidos pela feminina.
Quem também fez a gente se lamentar foram os meninos de vôlei de praia e favoritos ao título, Ricardo e Emanuel. Na semifinal perderam para os também brasileiros Márcio e Fábio Luiz que por sua vez não conseguiram passar pelos americanos, ficando com a medalha de prata.
A ginástica olímpica deixou suas marcas, primeiro com Jade Barbosa que caiu na prova individual e também por equipes. Depois foi a vez de Diego Hipólito, nossa grande esperança de medalha.
Os exemplos são muitos, mas não poderia terminar sem destacar a seleção de Bernadinho, que decepcionou ao perder a medalha de ouro, adivinha para quem? Os Estados Unidos, nossos algozes em várias finais ocorridas nas olimpíadas de 2008.
Choros, lamentações, desculpas. Logicamente que o espírito olímpico nos ensina que o mais importante é participar. Mas como meu objetivo é fazer um paralelo entre os jogos e o mundo corporativo, estas competições nos deixam mais uma lição.
Na hora da decisão não é permitido diminuir o ritmo, a agressividade, a vontade de ser campeão. Ficou claro que muitos atletas nas finais simplesmente diminuíram o ritmo, tentaram cadenciar o jogo, diminuir a potência do saque, diminuíram a vibração a cada ponto conquistado e com isso permitiram a reação dos adversários, que se agigantaram perante nossos atletas.
Assim também acontece nas organizações. Mesmo que o cenário esteja bom é necessário não baixar a guarda, acompanhar de perto a concorrência e as suas estratégias, se atualizar constantemente procurando otimizar os resultados e não deixar que os erros do passado atormentem o seu objetivo de vitória.
Este é um fator importante, para atletas e empresas que tem como objetivo conquistar o primeiro lugar, e que não querem nadar, nadar e morrer na praia.
08.28.08
As mulheres: outras lições de Pequim 2008
E os jogos olímpicos trouxeram outras grandes lições para o mundo corporativo.
Na edição de 2008 as brasileiras demonstraram no esporte uma lição que já é uma realidade também nas empresas. Elas estão ocupando lugar de destaque e vencendo barreiras que antes pareciam intransponíveis pela falta de incentivo, tanto no esporte, quanto no mundo corporativo.
O primeiro exemplo veio antes mesmo do início dos jogos, já que o Brasil enviou 127 mulheres para Pequim, um recorde. Um número muito expressivo e inimaginável alguns anos atrás.
E as conquistas começaram com a judoca Ketleyn Quadros que conseguiu um resultado histórico ao se tornar a primeira brasileira a conseguir uma medalha em esportes individuais. Ketleyn foi a primeira medalhista olímpica brasileira nos jogos de Pequim 2008 ao faturar o bronze no judô.
Maurren Maggi também escreveu seu nome na história dos jogos ao se tornar a primeira mulher brasileira a conquistar o ouro olímpico em esportes individuais e no atletismo feminino.
O vôlei feminino chegou a final olímpica e faturou o primeiro lugar do pódio ao derrotar as americanas numa final emocionante.
As brasileiras Isabel Swan e Fernanda Oliveira não deixaram por menos e conquistaram um bronze inédito no iatismo classe 470. Nenhuma mulher tinha conseguido medalhas neste esporte marítimo.
Natália Falavigna levou o país ao pódio pela primeira vez no taekwondo conquistando a medalha de bronze na categoria acima de 67 kg.
A equipe brasileira de ginástica olímpica também fez bonito ao disputar pela primeira vez as finais por equipe. Jade Barbosa ainda conseguiu ficar entre as 10 melhores atletas mundiais no individual por aparelhos. Até então nosso melhor resultado era a 12º colocação.
Ana Marcela, de apenas 16 anos, igualou a melhor marca de nadadoras brasileiras em jogos olímpicos ao chegar na quinta colocação da maratona aquática.
As meninas do revezamento 4 x 100 do atletismo também fizeram bonito ao chegar em 4º lugar a frente de países como Estados Unidos e Jamaica, que tem tradição na prova.
Com força, coragem e determinação as atletas brasileiras superam potências olímpicas que contam com todo o incentivo em seus países. Se antes era impossível imaginar uma equipe brasileira disputar de igual com países como Estados Unidos, China, Japão, Itália e muitas outras, agora esta possibilidade aparece com chances reais de medalha.
E no mundo corporativo não é diferente. As mulheres vêm ao longo dos anos tendo destaque e superando as barreiras do preconceito. Já são inúmeros os cases de sucesso de mulheres que na gestão de grandes empresas vem implementando novas propostas e conseguindo resultados empresariais de grande expressão.
E este sucesso, assim como no esporte, já faz com que o Brasil possa brigar de igual com empresas estrangeiras, com a vantagem de ter um toque a mais, fruto da qualidade e a sensibilidade da mulher brasileira.
Os fatos não mentem: as mulheres já alcançaram o lugar mais alto do pódio.
08.25.08
Os jogos olímpicos de Pequim e o mundo corporativo
Os jogos olímpicos são sempre uma grande inspiração para o mundo corporativo, que por meio de seus intensos combates nos transmitem grandes lições.

A determinação, a garra, a superação, a vontade de superar limites, de quebrar recordes ou de simplesmente vencer são algumas das características marcantes dos jogos.
Mas uma dos grandes fascínios que vejo nos jogos olímpicos é a oportunidade de que países que não tem uma cultura de investimento no esporte, ou mesmo que estão em plena guerra, são capazes de brigar em condições iguais com profissionais que contam com todo o incentivo governamental e com patrocínios milionários. Ali o que vale é vestir a camisa e se doar ao máximo.
A superação dos grandes astros por esportistas de médio porte nos ensina que a vida não é uma linha reta, sem percalços. Que é necessário garra e determinação para superar limites.
Demonstra para os bons que eles não são imbatíveis e que a concorrência pode a qualquer momento superá-lo, e que portanto, deve ser monitorada de perto.
Demonstra para o mundo corporativo que aquele profissional de um cargo baixo hierarquicamente, que não tem nenhum incentivo, que não é apoiado pelas lideranças, pode ser tornar a peça fundamental para o sucesso ou fracasso do seu negócio.
E assim vamos aprendendo com os guerreiros olímpicos, que superam limites, que vestem a camisa e representam seus países, levando toda uma nação a glória. Assim como inúmeros colaboradores, que com muita garra, fazem com que empresas possam vencer no concorrido mercado corporativo.
Para eles medalha de ouro.

08.21.08
Kroton e Slice prometem investir
O mercado educacional mineiro contará com investimentos e a abertura de novas faculdades, principalmente no interior.
É o que promete a Kroton, dono das marcas Pitágoras e Ined, e o grupo Slipce que recentemente comprou a Newton de Paiva.
A Kroton prevê aportes de 200 milhões de reais em 2008 para investimentos em infra-estrutura e compra de novas unidades. Após a abertura de capital o grupo aumentou sua estrutura com a compra de diversas de instituições chegando a 602 unidades do ensino médio, 15 unidades da marca Pitágoras e 10 da marca Ined. O resultado foi o aumento do lucro líquido em 72,8%, somente no primeiro semestre de 2008.
O grupo Splice também aposta na instalação de novas unidades da Newton Paiva em outras regiões mineiras, para alcançar uma marca expressiva: aumento de 160% no seu faturamento.
Novos cursos na área de engenharia, novos cursos tecnológicos e a educação a distância também estão nos planos de ampliação do grupo.
Com 13 mil alunos o grupo espera atingir a marca de 30 mil alunos matriculados.
Vemos que as metas dos grupos controladores destas instituições são bem elevadas, ambiciosas. Uma demonstração de que o mercado educacional continua sendo um bom negócio, bastando saber onde e como investir.
Apostas na educação a distância e na ampliação dos serviços para outras áreas, como nas cidades pólos de Minas, aparece como uma solução para estes grupos que precisam garantir resultados para seus acionistas e que portanto não brincam em serviço quando o assunto é lucro.
Com informações do jornal Diário do Comércio
08.19.08
Artigo é aceito para apresentação no Intercom
É com satisfação que comunico aos amigos e leitores do meu blog que tive mais um artigo selecionado para apresentação no XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2008, considerado o maior e mais influente evento da área de comunicação do país, e que este ano será realizado na cidade de Natal (RN), de 2 a 6 de setembro.
O artigo “Sala Vip: a experimentação como estratégia de relacionamento de uma instituição de ensino superior” será apresentado na III Jornada de Inovações Midiáticas e Alternativas Comunicacionais – Altercom, evento que compõem o Intercom.
Meu artigo teve como objeto de pesquisa uma das estratégias utilizadas por uma IES para fortalecimento do relacionamento entre pais e acompanhantes dos candidatos ao seu vestibular, na criação e manutenção valores intangíveis para o negócio, como a credibilidade, o reconhecimento e a valorização da imagem institucional.
Entre os destaques deste espaço de relacionamento está a experimentação e a vivência proporcionada pelos cursos da instituição, representada por professores e alunos. Um contato extremamente valioso para a instituição, já que pais e acompanhantes que tem um peso muito grande na decisão do aluno de realizar sua matrícula naquela instituição ou não.
A pesquisa demonstra ainda a importância de um núcleo de Relações Públicas, já que esta estratégia partiu de profissionais desta área que assim estão conseguindo criar conceitos positivos para a marca.
Para acessar meu artigo basta clicar na logo do Intercom. Brevemente ele também poderá ser acessado da seção “Artigo e projetos”.
08.15.08
Capitalismo selvagem nas escolas
O título do caderno de Economia do jornal Estado de Minas de 27 de julho de 2008 já dá o tom da matéria que tratou sobre o cenário concorrencial por que passa o mercado educacional, em especial ao mineiro.
A matéria destaca que com boa parte das vagas ociosas as faculdades passam a brigar pelos alunos, utilizando estratégias agressivas, semelhantes as do mercado de telefonia celular que buscam incessantemente por novos clientes, inclusive retirando-os da concorrência.
Entre as estratégias estão as formas diferenciadas de ingresso, seja por vestibular agendado, análise de currículo e mesmos provas on-line. Mensalidades baixas, descontos nas mensalidades, financiamentos próprios entre outras compõem as estratégias mais comuns.
Não é para menos, a educação superior é um mercado que movimenta 20 bilhões por ano e a cada dia o número de faculdades particulares aumenta, diminuindo a demanda e deixando vagas ociosas na grande maioria das instituições.
A reportagem de Karla Mendes ressalta ainda as fusões, as aberturas de capital e as aquisições feitas por grupos empresariais, que totalizaram 30 operações, somente no primeiro semestre deste ano. Coube a Minas Gerais mais da metade das operações realizadas no Brasil, 17 no total.
Realmente uma disputa desleal com instituições que investem na sua atividade fim que é o ensino, a pesquisa e a extensão. Como sobreviver e garantir um ensino de qualidade com mensalidades que variam de R$ 150 a R$ 200,00?
Esta é uma conta que posteriormente vai ser paga pela nossa sociedade.
08.13.08
As reflexões sobre o mundo corporativo nas áreas de gestão e comunicação
Muitas pessoas tem me perguntado o porquê do “reflexione”.
A palavra reflexione vem do latim e corresponde à reflexão, que significa ato ou efeito de refletir; retorno sobre si mesmo, com vistas a examinar mais profundamente uma idéia, uma situação, um problema, ou simplesmente tino.
Ao criar este blog não dei explicações mais aprofundadas, pois acreditei que a titulação já deixava claro o objetivo, que nada mais é do que colocar alguns pensamentos em torno do mundo corporativo, nas áreas de gestão e comunicação. De destacar as novidades do mercado e da movimentação de profissionais e empresas. De demonstrar um pouco da minha experiência e dar “pitaco” em assuntos dos quais possuo expertise.
O reflexione também dá a idéia do conteúdo do blog e até do meu perfil profissional, a idéia de flexibilidade, de conseguir estabelecer a “problemática e solucionática” de várias áreas de mercado.
Esta é a proposta, refletir constantemente o ambiente corporativo e estar sempre em contato com as melhores práticas do mercado.
Sinta-se a vontade para incomodar-se com meus pontos e contrapontos e reflexione sempre.
08.07.08
Menos de 1,5% dos cursos superiores receberam nota máxima no novo indicador do MEC
Menos de 1,5% dos cursos de ensino superior avaliados pelo novo indicador do Ministério da Educação (MEC) receberam nota máxima. Das 3.238 graduações listadas pelo MEC, apenas 47 conseguiram alcançar nota 5 no Conceito Preliminar de Curso (CPC). Cerca de 15% receberam os conceitos 1 e 2 e passarão por vistoria do MEC. Além disso, correm o risco de serem fechados se não cumprirem termos de compromisso para melhorar a qualidade do ensino.
Com base em dados de 2007, o CPC avaliou cursos das áreas de saúde, agrárias e serviço social de cerca de 2 mil instituições de ensino superior. O índice será estendido a cursos de todas as áreas à medida que os alunos forem submetidos ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), um dos itens do CPC.
O novo método também inclui o resultado do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observados e Esperados (IDD), que avalia a quantidade de conhecimento que o aluno agregou durante a graduação, além da infra-estrutura do curso, a titularidade dos professores e uma avaliação dos alunos sobre o currículo.
Entre os cursos com nota máxima, apenas um é de instituição privada, o de Tecnologia em Radiologia, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Minas Gerais é o estado que mais concentra os cursos considerados excelentes pela avaliação do CPC, com 13 graduações na lista das que receberam conceito 5. São Paulo aparece em seguida, com nove cursos e em terceiro lugar, o Paraná, com sete cursos com nota máxima.
No outro extremo, dos 24 cursos com a pior nota – conceito 1 – , 19 são de instituições particulares. Entre os cursos de instituições públicas reprovados, estão os de educação física das Universidades Federais da Bahia (UFBA) e do Espírito Santo e a graduação em serviço social, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Ao comentar os resultados, o ministro da Educação, Fernando Haddad, evitou apontar causas diretas para a disparidade entre os resultados das instituições públicas e privadas, também verificado nos resultados do Enade.
“Possivelmente tem a ver com o regime de trabalho, com a titulação dos professores, mas pode estar ligado também com a condição sócio-econômicas dos alunos, entre outras tantas variáveis”, apontou.
Segundo Haddad, o MEC patrocina grupos de pesquisa para avaliar indicadores educacionais e subsidiar as políticas de melhoria da qualidade do ensino. “O melhor a fazer é fomentar a academia para trabalhar esse tema e trazer para o conhecimento dos órgãos públicos o que pode ser feito para melhorar”, ponderou.
Com o CPC, o Haddad espera “racionalizar e desburocratizar” os processos de avaliação do ensino superior, já que apenas as instituições com conceitos 1 e 2 – “mais preocupantes”, segundo Haddad – passarão por vistorias in loco. Quem tiver conceito 3, 4 ou 5 será dispensado da visita.
Fonte: Agência Brasil
08.01.08
Google interno: um dos novos papéis da Intranet
Antes utilizadas como meros repositórios de informação, as Intranets começam a ocupar o papel estratégico que este tipo de canal oferece, igualmente a outros meios tradicionais de comunicação interna. Neste contexto algumas empresas já perceberam a grande utilidade das intranets, utilizando-as com maior eficiência e inteligência.
Para Ricardo Saldanha, especialista em Intranets e Portais Corporativos e fundador do site Intranet Portal, as intranets começam a desempenhar um papel estratégico nas organizações: o de tornar as informações estratégicas mais acessíveis aos funcionários, sem comprometer a segurança e a confiabilidade de determinados dados. “É como se as organizações estivessem atrás de um Google interno, já que é muito demorado encontrar a informação certa, na hora certa, quando não há planejamento.”
Para Saldanha as empresas que tem o conhecimento e a informação como motores do desenvolvimento dos seus negócios, estão na frente dessa racionalização da utilização da Intranets.
Mas a utilização com eficiência das intranets ainda tem um longo caminho a ser percorrido pelas empresas e instituições que utilizam este canal de comunicação com seus colaboradores e fornecedores.
Tive a intranet de grandes empresas como objeto de estudo, quando participava de um projeto de pesquisa na universidade. Este projeto gerou dois artigos científicos apresentados no Intercom 2006 e 2007 que podem ser conferidos na seção “artigos e projetos”. As pesquisas demonstraram que as empresas estão preocupadas com a melhor utilização de suas intranets, mas que enfrentam dificuldades, como por exemplo, estruturar a informação de forma a favorecer a usabilidade e mesmo de conseguir criar uma cultura de acesso as informações presentes na rede interna.
O fato é que a Intranet, se bem utilizada, nos proporciona grandes oportunidades de gerar conhecimento junto a nossas equipes e de disseminar a cultura, a missão e os valores organizacionais.
















