07.25.08
Campanha contra a Mercantilização do ensino continua
Enquanto o processo de venda e abertura de capital de instituições de ensino superior vem se consolidando no Brasil, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino – Contee, continua com sua campanha “Educação não é mercadoria” em que defende investimentos na educação pública e regulamentação e fiscalização para o setor privado.
Segundo Madalena Guasco Peixoto, coordenadora geral da Contee, o capital internacional não está preocupado com o Brasil e sim em obter grandes margens de lucro.
“A tendência desse capital que está entrando não é melhorar a Educação, mas, sim, rebaixar a qualidade para aumentar o lucro. Porque Educação de qualidade no mundo inteiro exige investimento. Principalmente na educação superior que envolve necessariamente a relação entre ensino, pesquisa e extensão.”
Para a coordenadora o atual cenário é de concorrência predatória para instituições que ainda resistem em atender aos apelos do mercado.
“Hoje as instituições que tem qualidade no setor privado já vivem uma concorrência absolutamente desleal. As instituições que tem plano de carreira docente, pós-graduação Stricto Sensu [...] ou que tem ensino, pesquisa e extensão, que investe em serviços para a população, em pesquisas que não revestem em lucro apenas para as empresas, já não conseguem competir. Afinal uma mensalidade de R$ 200,00 numa instituição deste tipo é inviável, porque seus professores são doutores, não são “hora-aula”, têm tempo para pesquisa, para orientação de seus alunos.”
A Contee lançou revista sobre o tema. Confira no link abaixo:
Clique aqui ou na imagem para ler a revista da Contee.
