07.29.08
Invista em Comunicação
No mundo corporativo, muitas estratégias parecem óbvias, mas nem sempre o empresariado pensa desta maneira, e acaba pagando caro para aprender a lição.
O relato abaixo foi postado no blog de Daniela Diniz, editora da Você RH, e trata de sua observação junto as empresas pré-classificadas para o Guia das Melhores Empresas para Você Trabalhar. Confira:
Durante minhas visitas às empresas pré-classificadas para o GUIA DAS MELHORES EMPRESAS PARA VOCÊ TRABALHAR percebi que as organizações que sabem comunicar suas metas, suas estratégias, sua missão e seu compromisso são muito mais eficientes na gestão de pessoas.
Pode parecer óbvio lendo, mas não é óbvio na rotina corporativa. A boa comunicação garante o alinhamento de seus profissionais com a estratégia do negócio, garantindo também a motivação e o engajamento.
Funcionários que sabem onde a empresa quer chegar conseguem vislumbrar onde eles mesmos podem chegar. Os números ficam claros, a missão fica clara e as oportunidades de carreira também ficam claras.
Não estou dizendo que isso é uma tarefa fácil. Visitamos empresas complexas, algumas com mais de 20 mil funcionários. Comunicar tudo para todos requer esforço e disciplina sim, mas sobretudo coragem. E aí é preciso parceria. A cúpula deve comprar a história e entender que passar a mensagem correta e inteira de cima para baixo, tornar políticas e práticas transparentes e acessíveis a todos só pode contribuir para o negócio.
Você terá profissionais mais satisfeitos por entenderem o todo (e se sentirem parte desse todo), mais resultados e, claro, menos intrigas e fofocas na rádio-peão.
Mais óbvio impossível.
Fonte: Você S/A
07.25.08
Campanha contra a Mercantilização do ensino continua
Enquanto o processo de venda e abertura de capital de instituições de ensino superior vem se consolidando no Brasil, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino – Contee, continua com sua campanha “Educação não é mercadoria” em que defende investimentos na educação pública e regulamentação e fiscalização para o setor privado.
Segundo Madalena Guasco Peixoto, coordenadora geral da Contee, o capital internacional não está preocupado com o Brasil e sim em obter grandes margens de lucro.
“A tendência desse capital que está entrando não é melhorar a Educação, mas, sim, rebaixar a qualidade para aumentar o lucro. Porque Educação de qualidade no mundo inteiro exige investimento. Principalmente na educação superior que envolve necessariamente a relação entre ensino, pesquisa e extensão.”
Para a coordenadora o atual cenário é de concorrência predatória para instituições que ainda resistem em atender aos apelos do mercado.
“Hoje as instituições que tem qualidade no setor privado já vivem uma concorrência absolutamente desleal. As instituições que tem plano de carreira docente, pós-graduação Stricto Sensu [...] ou que tem ensino, pesquisa e extensão, que investe em serviços para a população, em pesquisas que não revestem em lucro apenas para as empresas, já não conseguem competir. Afinal uma mensalidade de R$ 200,00 numa instituição deste tipo é inviável, porque seus professores são doutores, não são “hora-aula”, têm tempo para pesquisa, para orientação de seus alunos.”
A Contee lançou revista sobre o tema. Confira no link abaixo:
Clique aqui ou na imagem para ler a revista da Contee.
07.23.08
Kroton mira no ensino superior para crescer em ritmo forte
Em recente entrevista para a InfoMoney, um respeitado site de finanças e aplicações, a vice-presidente do Grupo Kroton, Alicia Figueiró, revelou que após o lançamento das ações do grupo na Bovespa as expectativas para crescimento nos negócios está na expansão da atuação no ensino superior.
Confira as principais partes desta entrevista feita pela jornalista Camila da Rocha Mendes para a InfoMoney:
SÃO PAULO – Prestes a completar um ano entre as empresas listadas na Bovespa, no próximo dia 23, a Kroton Educacional (KROT11) está em franca expansão de seus negócios e ainda nem sequer gastou todo o montante captado com a abertura de capital.
O foco da empresa neste ano é aumentar sua oferta no ensino superior, o que já proporcionou um crescimento substancial tanto da receita bruta quanto do lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, que subiram 130,7% e 72,3%, respectivamente, na comparação anual.
A Kroton possui R$ 240 milhões em caixa que serão utilizados tanto para o desenvolvimento de tecnologia educacional, quanto para aquisições, em projeto detalhado por Alicia Figueiró, vice-presidente executiva e diretora de Relações com Investidores da companhia, em entrevista a InfoMoney.
InfoMoney – Gostaria que a senhora me esclarecesse os ramos de atuação da Kroton. Vocês têm uma editora?
Alicia Figueiró – A editora fornece material de ensino para a rede Pitágoras, de educação básica, que atende a 600 escolas e já está com planos de atender a escolas católicas e também públicas.
A rede Pitágoras provê um pacote de serviços – de gestão, treinamento e avaliação da escola em si e material didático. Pitágoras é o nome fantasia da editora que aparece no balanço da empresa.
Para a rede pública, projeto que devemos dar início no ano que vem, vamos criar outra marca. Vamos participar de licitações em municípios no ano que vem, mas já estamos com o projeto pronto.
No ensino superior, operamos com a marca Pitágoras para cursos de bacharelados e com a marca Ined para cursos tecnólogos. O primeiro produto atende à classe média e média baixa e o segundo à classe média baixa e baixa. No ensino superior temos escolas próprias, com todo o controle operacional.
IM- Quais são os planos de investimento para 2008? Algum segmento será privilegiado?
Figueiró – Nosso foco de crescimento é o ensino superior. Quando fizemos o IPO (Initial Public Offering) tínhamos oito faculdades, com 18 mil alunos, hoje temos 25 faculdades e aproximadamente 35 mil alunos.
Do IPO, ainda temos em torno de R$ 240 milhões, que serão destinados ao crescimento do ensino superior e ao desenvolvimento de tecnologias educacionais.
Nossa estratégia de crescimento é assim: fazemos pequenas aquisições, de faculdades que tenham no máximo três mil alunos, em cidades que estejam em franca expansão e desenvolvimento. A partir daí, solicitamos junto ao ministério da educação a aprovação de novos cursos e, assim, seguimos crescendo.
Então, não tem nenhuma aquisição que esteja totalmente maturada. Nossos investimentos são divididos, para o processo de maturação e para as aquisições.
IM- Por que o ensino superior é o foco?
Figueiró - Hoje, a educação básica tem um número de alunos estabilizados, são 53 milhões de alunos, sendo que 48 milhões estão na área pública e 5 milhões na privada. Já o ensino superior tem 4,7 milhões de alunos matriculados, 1,2 milhão na área pública e 3,5 milhões na área privada. Então o espaço de alunos que saem da educação básica para a superior é muito grande, uma massa sem ser atendida.
O grande mercado em crescimento em educação nos próximos anos é o ensino superior.
IM- Como está o caixa da empresa?
Figueiró - O caixa da empresa, para o nosso plano de crescimento hoje, tem os recursos necessários. Caso nos deparemos com alguma oportunidade de aquisição extra, vamos buscar capital no mercado financeiro.
IM – Quais as expectativas em relação às recentes aquisições de escolas superiores – No Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais?
Figueiró – O grande impacto na receita virá a partir do primeiro trimestre do ano que vem, pois vamos pedir para estas faculdades recém-compradas a aprovação de novos cursos, que são concedidas em cerca de oito meses, e então teremos uma aceleração de crescimento nessas unidades.
Mas até lá, já vamos ter um ganho de escala com estas aquisições.
IM- Quais foram os principais fatores que levaram a um aumento de 72% no lucro do primeiro trimestre, na base anual de comparação?
Figueiró – Principalmente, foi a expansão do ensino superior, pois na medida em que crescemos temos uma diluição de custos gerais e administrativos. As faculdades que adquirimos logo após o IPO estão em processo de maturação, mas já estão gerando resultados que vieram a se agregar no nosso lucro.
IM – Como foi possível aumentar a participação do ensino superior na receita da companhia? Isto ocorreu por reajustes de matrículas ou pela conquista de mais alunos?
Figueiró – Foi pela incorporação de novos alunos. Nesse ano, a composição da nossa receita já deve mudar, com 75% vindo do ensino superior. Nós crescemos também na educação básica, mas numa proporção menor.
IM – Em um ambiente competitivo, de que forma a Kroton pode reduzir os seus custos, já que uma melhora na qualidade do ensino pode implicar em mais gastos? Como resolver esta equação?
Figueiró - Nós temos uma estratégia de organização que só vale se tivermos os resultados acadêmicos. Temos uma metodologia de padronização do sistema educacional muito forte. Nosso material é aliado ao projeto didático e os professores são treinados. Ao mesmo tempo, esse padrão nos gera ganho de escala, o que melhora a rentabilidade e garante a qualidade de ensino.
IM- Os incentivos do governo, como o programa ProUni, beneficiam a Kroton?
Figueiró – O ProUni contribui com a isenção de PIS e Cofins sobre a receita, e do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro. Então o grande impacto destas medidas governamentais é que o maior crescimento da nossa receita, nos próximos anos, virá do ensino superior.
IM – Por oferecer desde o ensino básico, a Kroton tem como estratégia manter seus alunos até o ensino superior? Como isso é feito?
Figueiró – Temos uma estratégia de fidelização do aluno. Nas cidades de pequeno e médio porte ela é mais forte, pois nelas não existe faculdade federal, então há uma tendência de que o aluno que sai de uma de nossas escolas associadas à rede Pitágoras estude numa faculdade privada.
IM – Qual a sua avaliação sobre o desempenho acionário da Kroton, que acumula valorização no ano?
Figueiró – O que eu poderia dizer é que a companhia está entregando os resultados assumidos com o mercado. Então, o que a ação sofreu meses atrás foi o impacto do mercado financeiro, e por ser um papel de menor liquidez, ele sofre mais. Mas como a empresa está demonstrando bom desempenho, a ação reflete isso.
Fonte: InfoMoney
07.22.08
Google: a reputação de sua empresa pode estar em xeque
Você sabe como anda a imagem de sua empresa na internet? Tem verificado se o link para seu site aparece nas primeiras chamadas dos sites de busca? Você tem procurado saber o que blogs e redes sociais estão dizendo do seu produto ou serviço?
Se você possui uma empresa e até hoje não se preocupou com nenhuma das perguntas acima é bom correr atrás do prejuízo, afinal a internet é um dos veículos mais abrangentes e que possui um grande alcance aos públicos ou prospects da sua empresa.
A internet também pode levar uma marca do céu ao inferno. Da mesma forma que ter seu nome nos sites de busca pode gerar grandes negócios e o aumento da lucratividade da sua empresa, o Google, o Yahoo, o MSN e outros sites de buscam podem também ser o canal para que a reputação de sua empresa possa ir por água abaixo.
A enxurrada de informações negativas sobre empresas na rede fez surgir uma nova atividade denominada de SEO, acrônimo de Search Engine Optimization, que consiste em ações para melhorar a quantidade a qualidade dos visitantes para um site através de resultados dos sites de busca.
Suponhamos que sua empresa está na internet e ao digitar o nome dela ou as palavras chaves do seu negócio, aparecem junto com o seu link dezenas de links de blogs e comunidades que falam mal do seu produto ou serviço. A pergunta é: qual link o seu provável cliente vai acessar para tomar a decisão de compra?
Por isso muitas empresas já têm trabalhado com o SEO que consiste não apenas em colocar o seu link nas primeiras páginas dos sites de busca através do seu nome e das palavras chaves do seu negócio, mas também de monitorar blogs e redes sociais com mensagens negativas sobre a sua empresa.
Muitas agências de comunicação já ofertam este monitoramento que funciona como uma espécie de vacina contra os males proporcionados pelo excesso de visibilidade na internet. Elas começam fazendo uma varredura de tudo o que é publicado sobre a empresa-cliente na rede. Identificados os problemas, como blogs ácidos ou grupos de discussão com críticas à companhia, parte-se para a reação: uma campanha de inteligência em que as agências digitais veiculam fatos positivos e que possam ser indexados pelos sites de busca. Além disso, elas mexem na home page da empresa de forma que as palavras mais digitadas pelos internautas remetam à página da companhia e evitem, ao máximo, os blogs mais críticos. Um trabalho desse nível, que implica geração de fatos e conteúdo para enfatizar a integridade da empresa, custa em torno de 100.000 reais por mês, preço relativamente baixo levando-se em consideração os resultados prometidos, como a elevação de 20% do número de acessos.
É o mundo virtual demonstrando o seu poder, para o sucesso ou fracasso de uma empresa.
Fonte: News Exame
07.21.08
O Grupo Anhanguera não para
Depois das aquisições em Minas, o grupo Anhanguera mira no mercado do Centro Oeste do país. A mais recente aquisição é de uma instituição em Rondonópolis (MT). Outras duas instituições foram compradas na mesma cidade há cerca de dez dias pelo grupo Iuni. A Anhanguera, que já tem instituições no Distrito Federal, Anápolis (GO) e em quatro cidades do Mato Grosso do Sul, também pretende ter uma operação em Cuiabá.
A Anhanguera comprou o Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur), mantenedor da Faculdade do Sul de Mato Grosso (Facsul), com 2,8 mil alunos. O objetivo da companhia é elevar esse número para sete mil até 2012, por meio da implementação de novos cursos. O valor do negócio não foi divulgado.
Segundo José Luis Poli, diretor acadêmico da Anhanguera, a região Centro-Oeste é um forte mercado potencial para expansão do ensino superior privado, devido principalmente ao crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio. Em 2007, o PIB desse setor econômico avançou 7,9% e, neste ano, deve crescer 5,8%, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).
Fonte: Valor Econômico
Mais uma IES mineira é vendida para grupo de São Paulo
A Sociedade Brasileira de Ensino Superior Ltda, mantenedora da Faculdade Brasileira de Ciências Exatas, Humanas e Sociais e da Faculdade de Tecnologia Fabrai é uma das duas instituições adquiridas pela Anhanguera Educacional Participações S/A, em negociação que envolveu também a Sociedade Educacional Sul Sancaetanense S/S Ltda, localizada em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.
O valor da transação é de R$ 34 milhões, descontado o endividamento líquido assumido pelas companhias. Desse montante R$ 10,36 milhões foram destinados à aquisição da Fabrai, que responde por 2 mil alunos em nove cursos de graduação.
Com este investimento a Anhanguera, primeira universidade brasileira a abrir seu capital na bolsa de valores, ingressa no mercado mineiro, considerado o terceiro maior em número de alunos matriculados no ensino superior.
Este é mais um capítulo da entrada de empresas de outros estados no concorrido mercado educacional mineiro e do novo momento por que passa a área de ensino superior.
Outras grandes instituições mineiras já foram vendidas para grupos empresariais e de educação ou abriram seu capital na bolsa de valores, como as Faculdades Pitágoras e recentemente o Centro Universitário Newton de Paiva.
Com informações do Diário do Comércio
07.01.08
Campanhas on-line com resultados
A cada dia surgem novos estudos que comprovam a importância e a força dos blogs para formação da opinião pública sobre determinado produto ou serviço. Um estudo inédito foi lançado pelo Ibope NetRatings sobre as redes sociais.
O levantamento demonstrou que campanhas on-line partindo de blogs e redes sociais podem ter um impacto 500 vezes maior do que se as mesmas partissem dos sites ou de outras mídias da própria empresa.
O estudo é parte de uma nova área do IBOPE NetRatings chamada de Analytcs responsável pela análise qualitativa dos dados coletados, e que busca análises aprofundadas sobre o impacto das redes sociais brasileiras na construção, sustentação e até mesmo destruição de marca e reputação das organizações.
Para o lançamento do novo produto foi feito um relatório-piloto que teve as montadoras de automóveis como referência nas redes sociais. Verificou-se que numa campanha para impulsionar a venda de carros, se fosse utilizado o site da empresa, a comunicação com este público seria de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Mas se os membros das comunidades relacionadas a veículos decidissem fazer uma campanha contra ou a favor do consumo de veículos, este número chegaria a 1 bilhão de consumidores duplicados, ou seja 500 vezes mais.
Sem dúvida uma marca expressiva que não pode ser ignorada pelas empresas.









