06.30.08

Newton de Paiva é vendida para grupo paulista

Enviado em Gestão de Negócios tagged , às 15:24 por Ricardo Campos

O mercado educacional de Belo Horizonte também está em ebulição, o que comprova a consolidação das instituições particulares de educação.

 

A bola da vez foi a Newton de Paiva que após oito meses de especulação acabou sendo arrematada pelo grupo Splice, de Sorocaba (SP), que atua nas áreas financeiras, imobiliária, infra-estrutura, tecnologia e também em educação, por meio da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) que está no mercado há 32 anos.

 

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Simpro-MG) chamou a operação de “mercantilismo do ensino”.

 

As divergências entre os irmãos e donos da instituição teriam sido o pivô da venda, o que não foi confirmado pelos envolvidos que alegam ter assinado termo de confidencialidade, que os impede de comentar sobre o negócio.

 

Assim como Di Gênio, dono do maior grupo educacional do país e que recentemente recebeu uma oferta da americana Apollo, os Paiva Ferreira já atuavam em outros negócios, como a pecuária, eqüinocultura, turismo e artes, o que facilitou a conclusão do negócio.   

 

Márcia Gouthier

06.26.08

Está confirmado: Blogs ajudam na formação da opinião dos consumidores brasileiros

Enviado em Análise Crítica, Novas tecnologias, Relações Públicas Excelentes às 12:31 por Ricardo Campos

No início pensou-se que seria mais um modismo criado pelas novas tecnologias, mas estudo do Instituto de Pesquisa Qualibest comprova que os blogs ajudam o consumidor a formar opinião sobre um produto ou serviço.

 

A pesquisa com mais de 1820 pessoas espalhadas pelo Brasil e de todas as classes sociais teve como objetivo construir o perfil do leitor de blogs, e ainda avaliar quais são os blogs mais lidos e conhecidos no país.

 

Os resultados revelaram que 12% dos entrevistados acreditam totalmente e outros 86% acreditam parcialmente nas informações que encontram nos diários virtuais. Para um percentual de 72% dos entrevistados, os blogs com suas informações, já ajudaram na formação da opinião a respeito de uma marca ou serviço.

 

Estes dados demonstram que a comunicação feita pelas redes sociais formadas por blogs, youtube, msn, orkut e outros sites de relacionamento, são importantes para formação da percepção de um consumidor em torno de um produto ou serviço.

 

O contato com as informações destes veículos mantém um alto índice de aceitabilidade sobre a veracidade dos dados pelo simples fato dos consumidores entenderem que, assim como eles, outros consumidores emitem opiniões sobre determinada marca de acordo com sua experiência e contato com o produto ou serviço, podendo ser ela favorável ou não.

 

Por exemplo, várias opiniões contrárias a uma marca de tênis podem mudar radicalmente o desejo do consumidor de comprar aquele produto que ele tanto almejava e que julgava ser de qualidade.

 

 

Blog = formação da opinião pública

 

Agora, quantas empresas já estão se adequando para este novo momento e aproveitando as redes sociais para promoção de seus produtos e serviços? Pelo meu contato diário com empresas de mercado verifico que este é um universo que ainda precisa ser trabalhado junto ao empresariado, inclusive com nossos amigos profissionais de comunicação que, em tese, deveriam estar linkados com as novidades do mundo virtual.

 

Por enquanto navegar pelo orkut no horário de trabalho ainda é encarado como falta do que fazer e queda da produtividade, restando as grandes empresas a vanguarda das ações virtuais.  

 

Fonte: Administradores.com.br – O Portal da Administração

06.25.08

Valor Econômico destaca aquisições no setor educacional

Enviado em Gestão de Negócios às 17:18 por Ricardo Campos

 

Jornal Valor Econômico

 

Na matéria sobre a oferta da Apollo para aquisição da fatia do ensino superior do grupo Objetivo, o Jornal Valor Econômico destacou ainda o processo de consolidação da área educacional.

 

O processo teve início em março de 2007 com a abertura de capital da Anhanguera seguido de 25 aquisições no setor, até o final do mesmo ano. Em 2008 já foram realizados 22 negócios.

 

Para o jornal, os grandes grupos buscam ganhar escala com as aquisições, diluindo custos fixos e oferecendo mensalidades mais baratas, para atrair classes de menor poder aquisitivo.

 

Fonte: Valor Econômico

US$ 1,53 Bilhão é a oferta pelo ensino superior do Grupo Objetivo

Enviado em Gestão de Negócios às 15:09 por Ricardo Campos

No meu último post discorri sobre a abertura de capital de instituições de ensino e a compra de outras instituições por grandes grupos empresariais, inclusive estrangeiros. 

 

Na semana passada, o maior grupo educacional do Brasil, o Grupo Objetivo do empresário João Carlos Di Gênio, recebeu uma oferta de R$ 2,5 bilhões (US$ 1,53 bilhão) para vender sua fatia do ensino superior, composta pela Unip e outras 46 faculdades espalhadas pelo país.

Di Gênio - Dono da Unip e de mais 46 faculdades

Os donos da oferta são os americanos da Apollo, que se associaram ao fundo americano Carlyle para investimentos fora dos Estados Unidos e prospectaram no Brasil mais de 15 instituições de ensino, entre elas a Estácio de Sá que recentemente optou por abrir seu capital.

 

O negócio vem sendo assessorado pela Morgan Stanley e segundo apuração do jornal Valor Econômico o valor da oferta ainda é preliminar, conforme sondagem dos interessados feita pelo banco de investimentos Merril Lynch, contratado por Di Gênio.

 

Apesar dos altos valores a oferta não abalou Di Gênio que vem constantemente dizendo que não precisa de mais dinheiro. Além da área de educação o empresário tem muito sucesso em outros negócios, como na pecuária de elite, aonde já chegou a pagar mais de R$ 2 milhões por uma vaca. Nos leilões de gado ele é tratado como celebridade, com direito a canhão de luz, fotógrafos e tudo mais que um bom astro tem direito.   

Di Gênio é destaque na Isto É - Dinheiro Rural

Plagiando o Blog do Cebola, o empresário só faz negócios “Di Gênio”.

 

Fonte: Valor Econômico

06.17.08

Abertura de capital e os impactos no mercado educacional

Enviado em Gestão de Negócios às 21:33 por Ricardo Campos

 

É fato, o mercado educacional vem a cada dia profissionalizando sua gestão e buscando formas de manter o seu negócio saudável, com o equilíbrio de suas contas, com investimentos constantes e parcerias de valor.

 

Neste sentido, uma das situações que tem impactado a área de educação é a abertura de capital por parte de instituições de ensino. Na necessidade urgente de se capitalizar, as instituições estão abrindo mão da autonomia do gerenciamento do negócio e se curvando diante das exigências dos investidores e do mercado. A abertura de capital na bolsa de valores surge como uma tendência, principalmente para instituições medianas que buscam ter mais “bala na agulha” para desenvolver uma política agressiva de captação de novos alunos.  

 

Apesar do mercado está cada vez mais competitivo com a diminuição do número de matriculados, principalmente para os cursos superiores, grande parte da população brasileira ainda não possui um curso superior e grupos empresariais começam a enxergar neste mercado um excelente investimento e uma garantida fonte de receita.

 

Neste ínterim, grupos estrangeiros também já demonstram interesse em investir no mercado educacional, a fazer grandes aportes para aquisição de instituições já existentes e na construção de novas instituições.

 

Atento a entrada de grupos estrangeiros no controle de instituições de ensino, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee, lançou a campanha “Educação não é mercadoria” em que a frase “Comercializar alunos é crime” é completada pelo impacto causado pelo código de barras sobre o rosto de um aluno. Para a Contee a desnacionalização da educação é prejudicial à soberania do país pelo papel estratégico que exerce para o desenvolvimento. 

         

 Campanha Contee - Educação não é mercadoria

 

Apesar do movimento contrário, a educação já enfrenta um novo cenário com a entrada de grandes grupos na gestão das instituições. A competitividade tende a aumentar e os processos de captação tendem a ser mais agressivos, com a presença de novas estratégias de relacionamento e aproximação com o público alvo.

 

A esperança é que de a avidez por recursos não acabe fazendo com que a qualidade oferecida aos alunos venha a diminuir e que a resposta exigida por investidores não prejudique projetos estratégicos que são fontes primordiais para o crescimento do país.

 

Nesta nova dinâmica ficam algumas perguntas.

 

A academia vai aceitar as interferências do mercado?

 

A mesma academia vai aceitar mudar as dinâmicas internas, para os modernos conceitos das empresas de mercado? 

 

As empresas que não abrirem o capital conseguirão competir com as instituições que terão muito mais capital para investimentos em todas as áreas, inclusive em comunicação e ações de marketing?

 

Vale a reflexão.

06.09.08

Relações Públicas: a arte de harmonizar expectativas

Enviado em Relações Públicas Excelentes às 02:32 por Ricardo Campos

A história das Relações Públicas tem grandes personagens que servem de inspiração para todos os profissionais da área. Um destes personagens é Carlos Eduardo Mestieri, presidente da Inform, uma das principais empresas de Relações Públicas do Brasil.

Ricardo Campos e Carlos Mestieri no Intercom 2007

Mestieri nasceu em Jaguariúna (São Paulo), trabalhou na Assembléia Legislativa de São Paulo, depois na AAB na área de Relações Governamentais. Em seguida, fez estágio nos Estados Unidos na Hill & Knowlton, que era a maior empresa de Relações Públicas no mundo na época, representada no Brasil pela AAB. Ao dedicar-se às relações públicas, especializou-se em Relações Governamentais. Depois de trabalhar por 13 anos na AAB, abriu em 1975, sua própria empresa: a Inform.

Mestieri foi também diretor e tesoureiro da ABRP/SP, tendo participado da compra da sua primeira sede em São Paulo. Foi sócio-fundador da ABERP (Associação Brasileira das Empresas de Relações Públicas), fundador do SINCO (Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social), vice-presidente da IPRA (no Brasil), associado à ABERJE, à ABERP / AMESP, que criou a ABEC (Associação Brasileira das Empresas de Comunicação).

Em 2004 publicou a obra “Relações Públicas: arte de harmonizar expectativas” em que discorreu sobre sua visão da profissão. Mestieri diz que Relações Públicas é a técnica de criar a harmonização entre as expectativas dos públicos e a realidade de cada empresa. Ou simplesmente, técnica de criar a harmonização entre os públicos preferenciais da empresa.

Carlos Eduardo Mestieri falou sobre a profissão de relações públicas na rede CBN.  Vale a pena conferir.

Clique aqui e acesse a entrevista de Carlos Eduardo Mestieri para a CBN  

06.05.08

As tendências para o mercado educacional – Parte 2

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios, Novas tecnologias às 03:25 por Ricardo Campos

 

Conforme discorri no último post, o mercado educacional, em especial da região metropolitana de Belo Horizonte, passa por muitas transformações que exigem das instituições uma nova postura no contato e relacionamento com seus prospects.

 

Trata-se da profissionalização da gestão destas instituições, já que num passado não muito distante o excesso de demanda não exigia que este tipo de negócio tivesse grandes aportes em estratégias de marketing, comunicação e relacionamento.

 

Em recente artigo para o portal Mundo do Marketing, o consultor Rafael Villas Boas elencou as 13 mega-tendências do Marketing Educacional. Como o próprio autor destacou, algumas estratégias já fazem parte da maioria das empresas de mercado, mas para o setor educacional a proposta chega a ser uma novidade, como planejamento e mensuração dos resultados, utilização estratégica de informações e o cadastramento de novas informações sobre clientes atuais e possíveis clientes, marketing de relacionamento e marketing direto.

 

Mas algumas das tendências chamam a atenção pela ousadia das propostas para um mercado extremamente tradicionalista. Neste contexto o uso das novas tecnologias surge como um grande apoio para as áreas de comunicação e marketing.

 

Destaco aqui a utilização das redes sociais para relacionamento com clientes e a criação de uma divulgação espontânea, o que gera credibilidade para o discurso institucional. Desta forma a utilização de comunidades virtuais, sites de relacionamento e blogs gera uma grande repercussão e um grande impacto para os resultados da instituição. A melhor propaganda continua sendo o boca-a-boca, e em tempos de internet a emissão de conceitos sobre as instituições se espalham rapidamente e intensamente.

 

 

 

A utilização do celular também é um formato diferenciado de abordagem ao público alvo e muito pontual para a divulgação de informações. Garantir as primeiras posições nos sites de busca, tanto para o seu nome, quanto para as palavras chaves do negócio é outro importante destaque do autor.

 

Outra tendência segundo Villas Boas é a utilização de departamentos comerciais para reforçar o processo de “vendas” dos serviços educacionais. Acho muito coerente o autor ter incluído a questão sobre vendas, mas garanto que muita gente se arrepiou ao ouvir esta palavra ligada ao mercado educacional. Mas acredito que a intenção do autor seja de destacar a atuação de equipes que buscam se relacionar melhor com o mercado e com os clientes, não apenas com ações de comunicação, mas atuando de forma a criar expectativas e a captação de novos parceiros e clientes.

 

Apesar do mercado educacional viver um momento de transformação, com queda da demanda e aumento da concorrência, o artigo de Rafael Villas Boas consegue demonstrar que é possível se diferenciar adequando os instrumentos para atender as expectativas do público, além de pensar estrategicamente as áreas de comunicação e marketing.

 

A inovação e a ousadia são palavras chaves para as instituições de ensino se destacarem entre suas concorrentes e garantir resultados superiores na época do vestibular.