05.29.08

As tendências para o mercado educacional – parte 1

Enviado em Análise Crítica, Gestão de Negócios às 12:57 por Ricardo Campos

 

Estar num mercado de alta concorrência é uma situação comum para muitas empresas, mas na área de educação superior esta característica se destaca com relação a outros fatores determinantes para o sucesso ou fracasso de uma instituição.

 

É possível verificar que o mercado de educação superior, em especial das instituições particulares, já se encontra num período de maturação. O crescimento exponencial do setor, devido principalmente a alta demanda e a incentivos governamentais, já dá sinais de estagnação.

 

A situação do setor é ainda agravada por uma questão social, já que as famílias hoje são constituídas por um número menor de filhos. Menos filhos hoje significa menos demanda amanhã.

 

Desta forma, existe um consenso de que num futuro breve somente instituições que mantenham um alto padrão de qualidade de ensino e uma gestão eficiente conseguirão se manter no mercado.

 

Educação Superior

 

 

Este novo cenário já desperta as IES para a necessidade de profissionalizar a sua gestão e de entender a educação como um negócio. E entre estas necessidades está a utilização da comunicação e do marketing de forma totalmente estratégica.

 

Pode parecer até um pleonasmo falar sobre a utilização da comunicação e do marketing de forma estratégica, pois estas duas áreas já pressupõem um trabalho pensado, criativo, inovador, elaborado com base na sistematização de informações sobre o mercado de atuação, sobre as expectativas dos seus clientes e que busca atingir os objetivos institucionais. Mas em grande parte das instituições de ensino estas áreas não fazem jus ao nome que carregam, pois as escolhas de conceitos e abordagens comuns não impactam os resultados destas instituições.

 

Algumas tendências para o mercado educacional foram muito bem destacadas em recente artigo de Rafael Villas Boas, publicado no Portal Mundo do Marketing.

 

Na segunda parte deste post vou refletir sobre o artigo do Rafael e sobre outras mudanças no cenário educacional.

05.15.08

A profissão de Relações Públicas acabou?

Enviado em Análise Crítica, Relações Públicas Excelentes às 02:50 por Ricardo Campos

 

MAx Gehringuer

Max Gehringuer dispensa apresentações. O administrador de empresas e autor de diversas obras sobre carreira e gestão pode ser ouvido diariamente pela CBN e a algum tempo nos privilegia com suas reflexões no programa dominical Fantástico, da Rede Globo de Televisão.

Gehringuer também falou sobre a profissão de Relações Públicas e sobre o novo momento vivenciado pela profissão. Parte de sua reflexão é muito verdadeira, mas em determinados momentos ele demonstra o desconhecimento característico da sociedade brasileira sobre a profissão de relações públicas e a dimensão do seu papel estratégico nas organizações.

Confira aqui o que disse Max Gehringuer na CBN

Os abusos midiáticos no caso Nardoni

Enviado em Análise Crítica, Interfaces Comunicacionais às 02:04 por Ricardo Campos

 

Não quis me pronunciar sobre a cobertura do caso Nardoni, até mesmo para que após o desfecho que todos esperavam, pudesse fazer uma avaliação sem a emoção do momento.

 

Mas esta triste história envolvendo os Nardoni demonstrou que a mídia brasileira não aprendeu a lição com o caso Escola Base e cometeu os mesmos erros e abusos na cobertura e na divulgação de informações acerca do caso.

 

Ao invés de levar a informação concisa e sem preleções, de levar a população à reflexão, a mídia preferiu percorrer caminhos mais tortuosos e transformou o caso em espetáculo, em uma grande  novela, onde a ordem era antecipar o veredicto dos suspeitos.

 

No programa Observatório da Imprensa do dia 15 de abril, Marcelo Resende da Rede TV, defendeu a cobertura dos principais meios de comunicação dizendo que as informações se baseavam em depoimentos das autoridades policiais e judiciais. Mas qualquer comunicador deveria ficar surpreso com as declarações e mesmo questionar a postura das autoridades. Basta lembra da postura de uma delegada que no primeiro contato com o casal após o fato, chamou-os várias vezes de assassinos, sem ao menos uma apuração mais detalhada. 

 

Capa Jornal Diário de São Paulo

 

Não me cabe aqui a defesa ou a condenação dos suspeitos, mas verificamos no caso da delegada uma grotesca falta de isenção na condução do caso e principalmente dos meios de comunicação de difundir informações deixando explicitamente a opinião de que o casal era o culpado da morte da menina,  antes mesmo do julgamento do crime.

 

Deixo as palavras do Alberto Dines na abertura daquele programa do dia 15 de abril e que demonstra a percepção que a cobertura jornalística do caso Nardoni deixou para comunicadores, que como eu, não aceitam passivamente os erros e as contradições do jornalismo brasileiro.    

 

Uma das funções da mídia, entre outras, é fazer pensar. Mas, neste caso, ninguém quer pensar – prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando.

Alberto Dines – Observatório da Imprensa – 15 de abril