04.25.08
Astroturfing: um novo viés no processo comunicativo
A criatividade e a astúcia dos profissionais de comunicação é uma dos grandes diferenciais destes profissionais no mercado de trabalho.
Utilizado de forma ética as estratégias de comunicação ajudam as empresas a se comunicarem com seus públicos e proporciona bons resultados para as organizações.
Mas quando esta criatividade alcança caminhos que fogem da verdade e da responsabilidade profissional e acaba sendo utilizada de forma desonesta para atender os objetivos empresarias, verificamos um grande viés no processo comunicativo.
A bola da vez são as redes sociais e seu poder de diálogo com grupos específicos e a criação de conceitos e de opiniões. Num movimento batizado de Astroturfing empresas tem criados perfis, os chamados “fakes”, no orkut, skype, msn para postarem comentários elogiosos a empresas e serviços e gerarem grande repercussão para determinada marca. Blogs também são criados como se fossem de consumidores comuns, mas na verdade fazem parte da campanha de marketing das empresas.
Segundo o Wikipédia o Astroturfing é um termo utilizado para designar ações políticas ou publicitárias que tentam criar a impressão de que são movimentos espontâneos e populares. O termo em inglês vem de Astro Turf (grama sintética) em oposição ao termo grassroots (que são movimentos espontâneos da comunidade).
Um dos casos mais recentes diz respeito a companhia aérea TAM. Diversos profissionais que participam da comunidade de Relações Públicas no orkut e dos grupos Mundo RP, Horizonte e Metrópole identificaram um perfil que postou o mesmo comentário em diversas comunidades. A mensagem elogiava e defendia a TAM. Muitos integrantes tiveram contato com a pessoa do perfil, mas não obtiveram respostas. Para a surpresa geral, após os questionamentos os comentários começaram a ser apagados. Questionamentos também foram feitos diretamente a TAM que ainda não se pronunciou.
É a astúcia dos comunicadores servindo aos interesses empresariais de forma anti-ética e anti-profissional que tem como intuito ludibriar a opinião pública.

Antônio de Salvo: uma vida dedicada as Relações Públicas
No mês passado a atividade de Relações Públicas perdeu um dos nomes mais expressivos do país: Antônio de Salvo, Diretor da ADS Assessoria de Comunicações.
De Salvo era um dos profissionais de comunicação mais conhecido e mais respeitado no Brasil, país que elegeu para construir sua vida familiar e profissional.
Natural de Sicília, De Salvo dedicou sua vida as Relações Públicas e a comunicação empresarial, sendo sua empresa uma das pioneiras na área.
Com um trabalho de resultados o profissional levou a ADS a conquistar importantes prêmios da área, como o Prêmio Opinião Pública (dez edições), o Golden World Award for Excellence (cinco vezes), Valor Social, Top Social e Empresa Cidadão e Marketing Best.
Há dois anos, De Salvo recebeu o Prêmio Vera Giangrande, do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas (Conrerp), uma homenagem especial pelo conjunto da obra e excelência no desempenho de suas atividades na área de Relações Públicas.
04.10.08
Revista “IstoÉ” faz adulteração em imagem comprada da Folha
Não, não é uma novidade. Lógico que a reportagem abaixo não traz nenhuma novidade sobre a atuação perversa dos grandes veículos de comunicação do nosso país. O que nos surpreende é que as mazelas do nosso jornalismo sempre foram “empurradas para debaixo do tapete” e desta vez a notícia ganhou destaque. Assim como a Revista Veja, a quem serve a Revista Isto É?
Confira:
Revista “IstoÉ” faz adulteração em imagem comprada da Folha
A revista “IstoÉ”, publicação da Editora Três, adulterou uma fotografia adquirida da Folha. A imagem foi publicada pela revista na edição do final de semana, ao lado da reportagem “O MST contra o desenvolvimento”.
A revista apagou digitalmente a expressão “Fora Serra”, referência ao governador José Serra (PSDB-SP). A frase aparecia, na foto original, pichada numa placa de trânsito por integrantes do MST na rodovia Arlindo Bétio, que liga SP a MS e PR. Eles participavam de um ato contra a privatização da Cesp (Companhia Energética do Estado de São Paulo).
Em e-mail enviado ontem à Folhapress, agência de notícias do Grupo Folha, o editor-executivo da agência IstoÉ, César Itiberê, confirmou a adulteração e pediu desculpas.
“Houve realmente manipulação por photoshop [programa de computador] da imagem dos sem-terra, com intenção absolutamente estética.”
Ele afirmou, por telefone, que “não houve nenhuma ordem [superior], nenhuma orientação política, nenhum dolo. Houve um mal-entendido”.
(Fontes: Site Jornalismo Uni-BH, Revista Imprensa e site Brasil em Fato)
