03.14.08

O poder de um personagem chamado “Consumidor”

Enviado em Gestão de Negócios, Relações Públicas Excelentes às 19:45 por Ricardo Campos

No dia 15 de março é comemorado o Dia Internacional do Consumidor, este personagem que saiu dos bastidores para se tornar o ator principal das relações de consumo no Brasil e no mundo. 

da alienação ao poder de decisão

Esta mudança na atuação dos consumidores é relativamente recente, proporcionada pela abertura dos mercados mundiais, fato que permitiu a livre concorrência e uma maior oferta de produtos e serviços, favorecendo desta forma o processo de escolha e dando poder de negociação para os consumidores. Hoje é possível para o consumidor trocar as marcas de produtos ou serviços caso os mesmos não atendam as suas necessidades. 

O consumidor brasileiro tem ainda o suporte do Código de Defesa do Consumidor, um importante instrumento que possibilita exigir das organizações garantias pelo produto ou serviço ofertado e respeito aos seus direitos. 

Um dos indícios do poder do consumidor é o fortalecimento da atividade de relações públicas, já que inúmeras empresas estão investindo nesta área, como forma de estabelecer relacionamentos de confiança e de credibilidade. Com a atividade de relações públicas o consumidor passa a ter um papel fundamental na gestão e nos rumos a serem seguidos pelo negócio, com as relações de consumo se tornando mais justas e éticas. 

Mas nem tudo são flores, afinal muitas empresas ainda desrespeitam seus clientes com a oferta de produtos sem qualidade, sem garantia, alguns nocivos a saúde, produtos que causam problemas ecológicos, ou mesmo atendimentos inadequados. Podemos citar as empresas de telefonia, campeãs no ranking de reclamações dos Procons, as empresas de cartão de crédito que continuam extorquindo os consumidores com juros acima do permitido pela lei, as empresas de tecnologia com produtos de baixa qualidade e outras inúmeras situações que nos permitem afirmar que o respeito pelo consumidor ainda tem um grande caminho a percorrer. 

Mas o poder já está nas mãos do consumidor que sabendo se mobilizar e articular com outros pares consegue forçar as empresas a respeitarem seus direitos e a produzirem produtos e serviços de qualidade.  

Consumidor no poder

Com o crescimento de blogs e redes sociais pela internet, este poder fica ainda mais evidente, já que as pessoas se comunicam de forma mais dinâmica, criam conceitos e posicionamentos e formam a opinião dos sujeitos com relação a empresas, produtos e serviços. 

Em tempos de tecnologias da informação é bom abrir o olho, a imagem organizacional agradece.         

03.03.08

Informação é poder

Enviado em Novas tecnologias às 23:44 por Ricardo Campos

É conhecido de todos o adágio que diz que “informação é poder” e este poder esteve por séculos nas mãos dos ricos, poderosos e mais educados.  

A igreja é um belo exemplo. A igreja católica primitiva, sabendo do poder da informação, chegou a perseguir escritores e a confiscar e incendiar diversas publicações que atentavam contra os ensinamentos sacros.  

Igreja queima livros

Igreja Católica: confisco e queima de publicações que iam contra os ensinamentos sacros 

Na política podemos citar a instituição do AI5 em 13 de dezembro de 1968 que entre seus atos reforçou a censura, inclusive contra a música, o teatro e o cinema.   

Informação é poder

Ainda recente podemos fazer uma análise mais crítica dos nossos meios de comunicação de massa e sua utilização para fins escusos aos preceitos do bom jornalismo, pautado na ética e na verdade. Podemos citar os constantes movimentos contra a Revista Veja, que atualmente é acusada de usar suas editorias para coagir os inimigos pessoais dos editores e uso político para favorecer pessoas e empresas.  O caso mais recente é a acusação do jornalista Luís Nassif que por meio do seu blog lançou uma série de artigos bem fundamentados que tem como objetivo denunciar o que ele chama de maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos.

Revista Veja enfrenta acusações

Revista Veja: acusações contra desafetos e uso político para privilegiar pessoas e empresas

Temos ainda uma gama de políticos acusados de manter redes de comunicação compostas por emissoras de rádio e televisão, e de manter a produção da informação sobre a sua batuta.  

As novas tecnologias e a informação 

Mas o surgimento de novas tecnologias modificou as relações na sociedade e produziu um amplo acesso a informação. A internet, por exemplo, possibilitou que pessoas comuns, que antes recebiam as informações de forma passiva, hoje possam ter inúmeras fontes de informação e desenvolver uma capacidade crítica a cerca daquilo que elas estão lendo. 

O advento da internet possibilitou entrarmos na chamada era da informação e foi a chave para valorização da educação e do conhecimento. Com o fortalecimento da democracia e frente às mudanças contemporâneas, hoje a disseminação da informação já modifica as novas relações de poder e permite a qualquer cidadão estar por dentro de assuntos como economia, política, tecnologia, cultura e artes. O acesso a informação permite o conhecimento e a participação da sociedade em áreas que afetam sua vida, permite o esclarecimento e o conhecimento de direitos, bem como a exigência de cumprimento dos mesmos.  

Internet pluga as pessoas ao mundo

 A tecnologia Wiki hoje permite que os atores sociais deixem o papel passivo na recepção da informação e passa a produzir seu próprio conteúdo e a alterar a própria informação constante na rede. 

A informação como elemento estratégico para a tomada de decisões 

O acesso a informação atinge também as organizações. Na era da informação elas têm que estar em contato permanente com a sociedade, informar sobre suas iniciativas, suas realizações e principalmente nos momentos de crise. 

Outro fator importante é a mudança proporcionada pela informação nas relações de trabalho. O trabalho mecanicista e alienado (Marx – O Capital) onde o trabalhador não participava do conjunto do processo e nem o entendia, dá lugar a uma nova relação onde o trabalho é orientado pela informação e pelo conhecimento. 

A informação se torna um elemento estratégico para a tomada de decisões de instituições, empresas e pessoas. Em sua Dissertação de Mestrado defendida em 2006 pela UFMG, no trabalhado denominado “O Uso das fontes de informação: um estudo em micro e pequenas empresas de consultoria de Belo Horizonte”, o Prof. Frederico Mafra revelou que 40,2% dos gestores buscam informações para a tomada de decisões. A informação surge como elemento base para o conhecimento.  

A informação se tornou primordial também para todos os colaboradores que devem estar munidos por um manancial de conhecimento sobre a organização, sua missão e seus valores, bem como sobre os rumos que ela pretende seguir.  

Acesso a informação = conhecimento

A Revista Exame foi muito feliz na edição especial de Dezembro de 2007, quando foi publicado um artigo de Vinton Cerf, considerado um dos pais da internet e um VPs do Google. Na matéria Cerf revela que a internet amplia a voz dos indivíduos e põe em xeque o controle da informação por parte de governos e empresas. O título do artigo aproxima o antigo ditado sobre a informação para uma nova realidade.  

Hoje podemos dizer que:  “compartilhar informação é poder”