No Brasil a Internet supera as mídias tradicionais
Recente matéria de Venício Lima para site Envolverde/Carta Maior conseguiu demonstrar a supremacia das mídias digitais sobre as mídias tradicionais. Baseado em recentes pesquisas ficou claro que a Internet hoje tem uma grande representatividade quando se busca informação, diversão, cultura e serviços.
Mas diferentemente das mídias tradicionais o usuário deixa a passividade de lado para assumir o comando na emissão das informações e na elaboração de conteúdo. Segundo a matéria, uma pesquisa revelou que 83% dos consumidores de mídia no Brasil produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede.
Lima afirma que a Internet ultrapassou a televisão, conforme revelou uma pesquisa feita pelas Consultorias Deloitte Touche Tohmatsu e pelo Harrison Group, denominada de “O Futuro da Mídia”. A pesquisa, realizada simultaneamente nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra, no Japão e no Brasil, identificou como pessoas entre 14 e 75 anos “consomem” mídia hoje e o que esperam da mídia no futuro. A pesquisa feita no segundo semestre de 2008 teve a amostra dividida em quatro grupos de faixas etárias: a “Geração Y”, com idade entre 14 e 25 anos; a “Geração X”, que tem entre 26 e 42 anos; a “Geração Baby Boom”, formada por pessoas entre 43 e 61 anos; e a “Geração Madura”, que compreende os consumidores entre 62 e 75 anos. No Brasil, foram ouvidas 1.022 pessoas, classificadas nas quatro faixas etárias.
A pesquisa concluiu que os brasileiros são os mais consomem informações dos mais variados canais, em comparação com os demais países, com destaque especial para as atividades on-line. Os consumidores brasileiros gastam 82 horas por semana interagindo com diversos tipos de mídia, incluindo o celular.
Um dado extremamente revelador é que assistir à televisão é a fonte de entretenimento preferida pelos entrevistados de todos os países participantes da pesquisa, com exceção do Brasil. Entre nós, a TV aparece em terceiro lugar, as revistas em sétimo, o rádio em nono e os jornais em décimo.
O quadro (adaptado) abaixo revela as preferências brasileiras.
Fontes de entretenimento favoritas – Brasil
1º – Assistir a filmes em casa (não inclui filmes na TV) ………55 %
2º – Navegar na internet por interesses pessoais ou sociais……53 %
3º – Assistir à televisão …………………………………………………….46 %
4º – Ouvir música (usando qualquer dispositivo ………………….36 %
5º – Ir ao cinema ……………………………………………………………..30 %
6º – Ler livros (impressos ou on-line) …………………………………25 %
7º – Ler revistas (impressas ou on-line) ………………………………16 %
8º – Jogar videogames ou jogos de computador …………………..14 %
9º – Ouvir rádio ……………………………………………………………….13 %
10º – Ler jornais (impressos ou on-line) ……………………………..12 %
Destaque para as redes sociais
A pesquisa Deloitte/Harrison faz referencia a outra pesquisa divulgada em junho de 2008 pelo Ibope/Net Ratings sobre o surgimento das “redes sociais virtuais”, ou seja, os sites de relacionamento que reúnem internautas com os mesmos interesses. Segundo esta pesquisa, 18,5 milhões de pessoas haviam navegado neste tipo de site em maio de 2008. Se somados os fotologs, videologs e programas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões.
Lima destaca ainda que no painel de abertura do 8º Tela Viva Móvel, dia 20/5, em São Paulo, o gerente de conteúdo e aplicações da Oi, Gustavo Alvim, informou que as redes sociais já desempenham papel mais importante que o acesso a emails no cenário da internet mundial. Em média, enquanto 65,1% dos usuários mundiais de internet acessam emails, 66,8% acessam redes sociais. “E o Brasil é o líder absoluto em redes sociais, com 85% de seus internautas que acessam pelo menos uma rede social”.
Oportunidades para quem não quer ficar de fora deste grande filão.
Com informações da matéria de Venício Lima, Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília – NEMP – UNB, para o Portal Envolverde/Agência Carta Maior
07.03.09
Fim da obrigatoriedade do diploma traz lições para as RP
Estive duas semanas afastados por motivo de saúde, um tempo imenso na era da informação. Até mesmo os textos que já estavam preparados para ser publicados ficaram démodés.
Durante este tempo muita coisa aconteceu e a comunicação ficou abalada com a queda da exigência do diploma de jornalismo e com a possibilidade de que este fato repercuta nas relações públicas. Foi possível ver os ânimos exaltados de ambos os lados, relações públicas comemorando a quebra da reserva de mercado dos nossos “hermanos” e jornalistas com discursos inflamados sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para as relações públicas, querendo vingança. Realmente uma briga desnecessária num momento em que a comunicação deveria estar unida, afinal é inadmissível para qualquer comunicador aceitar que um senhor “de capa preta” compare uma profissão da área com a de um cozinheiro. Nada contra os cozinheiros, mas é notório que estes profissionais não necessitam de conhecimentos em nível superior para execução da sua profissão, diferentemente dos jornalistas que necessitam de saberes específicos.
Deixando de lados as polêmicas de profissionais pouco esclarecidos é importante destacar alguns ensinamentos que a situação do jornalismo pode trazer para as relações públicas, em especial aqui no nosso estado, quando no tocante da mobilização.
Quando o debate sobre a exigência do diploma de jornalismo ainda estava no início, muita gente se mobilizou para que fosse feito um debate mais intenso e muitas manifestações foram previamente agendadas para que unidos os profissionais pudessem marcar presença, lutar pela permanência do diploma e pela importância da profissão. Mas o que se viu nos dias seguintes aos agendamentos foi a constatação de que a categoria não estava unida e disposta a lutar pelos seus direitos. Foi comum na lista de discussão de jornalistas ouvir reclamações de ativistas que dedicaram seu tempo a uma causa que deveria ser comum aos profissionais de uma mesma classe, mas em que a grande maioria simplesmente resolveu se abster. Com a decisão do STF estas listas “bobaram” como nunca se viu, discursos inflamados, revoltosos e cheios de “verdade”. Mas aí a “vaca já tinha ido para o brejo” e as vozes indignadas já não podiam ser ouvidas.
Assim como no jornalismo as relações públicas carecem de um maior envolvimento dos profissionais com as causas de nossa profissão. Vejo muitas reclamações de profissionais e estudantes que estão completamente desconectados com o que anda acontecendo na profissão, nos Conselhos Federal e Regional, nos grupos de discussão, nas comunidades, etc. Querem empregos, reconhecimento, valorização, mas sem entender que para chegar neste nível é importante a participação e envolvimento de todos. Tenho me aproximado do Conrerp e as histórias de luta e de conquistas demonstram o heroísmo de pessoas que querem realmente dar a sua contribuição, de forma espontânea, enquanto a grande massa permanece inerte, reclamando da anuidade, isso quando paga.
Que possamos estar atentos aos movimentos da profissão, participando ativamente de tudo que acontece no Conselho, movimentos independentes como listas de discussão, comunidades, etc. Somente assim poderemos estar realmente unidos e fortalecidos caso a bonança se transforme em tempestade.
06.12.09
Comunicadores e profissionais de marketing debateram comunicação consciente
Quem trabalha com publicidade, propaganda e marketing está acostumado a criar e trabalhar os desejos de consumo. Mas o que acontece quando o “ter” começa a ser questionado por esses profissionais? E quando a necessidade de valorização do “ser”ocupa a cabeça criativa dessas pessoas? Com essa provocação aconteceu em São Paulo o Unomarketing – Comunicação Consciente, um evento que teve como objetivo debater a sustentabilidade e o compromisso social das organizações ligadas à mídia.
Vejo que o evento foi uma provocação aos profissionais que atuam na área de comunicação e marketing sobre a responsabilidade que cada um tem não apenas com a sua empresa e na geração de valor, mas principalmente com a sociedade e com o planeta. A criação de produtos e serviços deve respeitar a necessidade urgente da atuação sócio-ambiental, permeando desde o conceito até os processos de produção e de comercialização. Não tem como as empresas continuarem indiferentes no atual cenário mundial.
E a mídia tem um papel importante no fomento desta discussão e no apoio a educação da sociedade, dando também o exemplo, atuando de forma consciente e sustentável na produção de seus produtos e serviços.
A Revista Digital Envolverde cobriu o evento, além de matérias do site foi possível acompanhar os debates pelo blog do evento.
“Criar com responsabilidade. Estar atento no impacto da mensagem dentro de uma cadeia de valor e produção. Essa é uma preocupação crescente para os profissionais da mídia, que entendem sua co-responsabilidade na construção de um mundo mais sustentável.” Essa é a mensagem que fica para os profissionais de comunicação e marketing que participaram do Unomarketing e que com certeza estão mais conscientes da sua responsabilidade.
Com informações da Revista Envolverde / Mercado Ético
06.10.09
Curtas da Comunicação
Microsoft lança Bing na tentativa de minimizar o poder da Google.
O novo motor de busca chega para substituir o Live Search e segundo a Microsoft ajudará os utilizadores a pesquisar de forma mais objetiva e simplificada. Será que o Bing conseguirá competir com o Google? É ver para crer.
Perfil das redes sociais no Brasil
Edney Souza (Interney/Pólvora) em sua palestra no Social Media Brasil, realizado em SP, deu um panorama atual das redes sociais no Brasil.
Orkut:
- 35 milhões de perfis brasileiros ativos/mês.
- Média de 4hs de navegação por usuário/mês.
- 79% dos brasileiros online.
- O que se faz: seeding (Permissão), pesquisas de opinião (enquetes), compra de logos e links em perfis de comunidades, casting de supermoderadores, OpenSocial.
Blogs:
(Fontes: Cetic.br, Ibope/Netratings, Wave McCann)
- Pessimista/Realista: 17% dos internautas criam/atualizam blogs e websites.
- 51% dos internautas residenciais lêem blogs.
- Otimista/Restrita: 45% criam/atualizam.
- O que fazer (do mais para o menos polêmico): Publicam editoriais identificados, envoi de releases, envoi de mídias kit, casting (eventos), amostra de produtos/serviço, entrevistas com executivos, produção patrocinada de conteúdo, avaliação técnica de produtos e compra de banners.
Flickr / Fotolog:
- O que fazer: Casting com fotógrafos, grupos de flickrs, seeding e release.
- 70% compartilham fotos (Wave McCann).
- 34 % fazem uploads todos os dias (Wave McCann).
Twitter:
- Mais de 18 mil perfis em lingual portuguesa (Ranking do Cris Dias).
- Possibilidades: Divulgar links interessantes, conversar com usuários / SAC, Promoções.
Youtube / Videolog:
- 49% assistem videos online (Cetic.br).
- 15% fazem uploads de vídeos.
- Pode ser feito: Produção com hubs sociais/videomakers, videos interativos, canais customizados, post roll, seeding/releases.
Blip FM / My Space / Last FM:
- 43% ouvem radio em tempo real (Cetic.br).
- 32% fazem download de filmes, músicas ou software’s (Cetic.br).
- Rádios personalizadas, seeding, releases.
Facebook:
- 40 mil perfis de brasileiros (Ibope / Netratings).
- Principais ações possíveis: Eventos para early adopters / tecnologia, anúncios de texto, aplicativos.
Linkedin / Pearibus / Via6:
- Corpo a corpo, campanhas B2B.
MeAdiciona:
- Organizando a bagunça
Top redes sociais no Brasil:
1. Orkut
2. Sonico
3. Myspace
4. Via6
5. Facebook
6. Multiply
7. Twitter
8. Hi5
Fonte: Wagner Fontoura – Boombust
06.02.09
CNO um novo nome para o profissional de relações públicas
O mercado empresarial não se cansa de inventar siglas para procedimentos, metodologias e mesmo para cargos e funções. Muitas das vezes utilizam as siglas para renovar, dar cara nova ao que já existe ou mesmo como se diz no jargão popular: “dar um banho de grife”. Algumas siglas já fazem parte do cotidiano das empresas, tais como CFO (Chief Finance Officer) e CEO (Chief Executive Officer), mas a grande novidade do momento é o CNO (Chief Networking Officer), denominação para o diretor de relacionamentos de uma empresa.
Em entrevista para o Portal Administradores, a gerente de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza, as atribuições não são novas: “Na verdade, a gente fala que ele é novo, mas não é. As pessoas já faziam esse trabalho na empresa, aumentando suas atribuições. O trabalho do CNO ficava na mão de outras pessoas, até mesmo o presidente da empresa, ou o diretor de Comunicação, de Atendimento e etc”, afirma.
O CNO tem como função primordial gerenciar os relacionamentos com os stakeholders e públicos que estão ligados ao negócio, participa de negociações, gerencia conflitos, traça estratégias e cria sinergias para que as informações possam fluir em todos os níveis. Neli discorre que o profissional “deve ter uma visão que vai além do dia a dia, porque entende o papel do fornecedor, do cliente, do acionista e integra esses interesses. Ele deve administrar relações, ou fazer gestão de parcerias. Então, quando há uma negociação especial, ele entra não só com o papel da empresa, mas analisa o interesse de ambos os lados, para fazer com que todos ganhem”. Outras habilidades exigidas é gostar de se relacionar com as pessoas, de interagir, ter conhecimento em negociação e utilizá-la de forma conciliadora. “Tem de se colocar no lugar dos outros, ser carismático e persuasivo”, ressaltou a gerente da Ricardo Xavier.
Mas a grande questão é que o CNO chega para dar novo nome a uma profissão que já existe e que inclusive é regulamentada por lei. Trata-se da profissão de Relações Públicas, os gestores da comunicação institucional, responsáveis pelos relacionamentos e mediação dos interesses que os diversos públicos têm com as organizações.
Enquanto profissional de relações públicas julgo que criar uma nova nomenclatura para uma profissão regulamentada é extremamente perigoso, passível de fiscalização e inclusive multa para profissionais que não possuem formação e nem registro junto ao conselho de classe.
Conforme discorri no último post, o relacionamento se tornou um dos principais ativos para que as organizações vençam a crise, sendo que muitos investimentos continuam sendo feitos nesta área. Por isso a importância de se ter na linha de frente profissionais qualificados e especializados para lidar com interesses diversos, advindos dos públicos institucionais.
Não que eu seja coorporativista, mas com uma profissão regulamentada não tem como dar “um banho de grife” não é mesmo?
Com informações do Portal Administradores
05.29.09
Crise na Gazeta Mercantil compromete circulação
Com dívidas trabalhistas de mais de 200 milhões de reais, o Jornal Gazeta Mercantil, um dos principais diários de economia e negócios da América Latina, agoniza e deve deixar de circular a partir da próxima segunda-feira, 01, quando oficialmente a Editora JB S/A deixa de ser a responsável pelo controle da marca. Assim a Gazeta Mercantil volta para o proprietário das marcas nominais, o Grupo Gazeta Mercantil S/A (GZM), da família Levy.
Segundo o vice-presidente da Editora JB, Eduardo Jacome, a CBM (Companhia Brasileira de Multimídia) empresa que controla a editora e atual licenciadora da marca Gazeta, os grupos não chegaram a um acordo sobre as dívidas trabalhistas que somam mais de 200 milhões de reais. O entendimento é que este passivo pertence a GZM.
Se as negociações não evoluírem, chega ao fim a trajetória de um dos mais conceituados jornais de economia e negócios do Brasil. Fundado em 1920 como um pequeno boletim econômico voltado para o mercado paulista, que naquela época já era a ponta da economia nacional, o jornal ganhou corpo em 1934 quando foi comprado pela família Levy, se tornando um dos principais jornais de economia e negócios da América Latina.
Segundo informações da imprensa, existem propostas de outros grupos para assumir a marca e continuar a circulação dos jornais.
05.26.09
4º Café Horizonte RP
Acontece na próxima quarta-feira, dia 06 de junho, o 4º Café Horizonte RP, evento promovido pelo Grupo Horizonte RP e que já se tornou referência para o networking de profissionais de Relações Públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Com um formato diferenciado o evento é um momento de descontração, onde os profissionais tem a oportunidade de se relacionarem, debater a profissão, os cases de sucesso além de conversar sobre amenidades, tudo ao sabor de uma boa culinária, boa música e um chopinho gelado (para quem gosta).
Vale a pena participar.








